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	<title>Comentários sobre: E pra você, o que é uma cidade?</title>
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	<description>eu na cidade, a cidade em mim</description>
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		<title>Por: Bela</title>
		<link>http://www.urbanamente.net/blog/2009/04/01/e-pra-voce-o-que-e-uma-cidade/comment-page-1/#comment-106</link>
		<dc:creator>Bela</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 03 Apr 2009 02:21:52 +0000</pubDate>
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		<description>Menina...que mote bão!
Eu vivo numa cidade diferente, pra dizer o mínimo. Brasília consegue mesclar a impessoalidade e a solidão das avenidas largas, com o calor do sol tão próximo e o verde que molha os meus olhos na sêca(olhai eu colando meu caquinho no caleidoscópio). ...mas padece de uma quase assepsia (é assim que escreve isso?). Não tem gente andando a pé nas ruas! E as favelas ficam longe dos olhos. E tudo aqui dentro é tão organizadinho, que quase impede a ação humana, no sentido de ver a cidade se mover pra cima, pros lados, ir inchando...crescer. Eu estranho esse crescimento esparramado, horizontal, que vc precisa procurar pra ver, sabe?
Mas é a minha cidade e eu adoro. Aliás, quando vc volta mesmo?

beijos, queridíssima. Isso aqui ta bom demais!

ps: apresentei o Urbanamente lá no blogue, pros desavisados de plantão.
&lt;em&gt;

Que bom que vc acha, porque eu tô adorando! De tudo que tem em Brasília, sabe o que eu mais gosto? Você e a Vera! Bjks, vou lá ver minha &quot;apresentação&quot;. &lt;/em&gt;</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Menina&#8230;que mote bão!<br />
Eu vivo numa cidade diferente, pra dizer o mínimo. Brasília consegue mesclar a impessoalidade e a solidão das avenidas largas, com o calor do sol tão próximo e o verde que molha os meus olhos na sêca(olhai eu colando meu caquinho no caleidoscópio). &#8230;mas padece de uma quase assepsia (é assim que escreve isso?). Não tem gente andando a pé nas ruas! E as favelas ficam longe dos olhos. E tudo aqui dentro é tão organizadinho, que quase impede a ação humana, no sentido de ver a cidade se mover pra cima, pros lados, ir inchando&#8230;crescer. Eu estranho esse crescimento esparramado, horizontal, que vc precisa procurar pra ver, sabe?<br />
Mas é a minha cidade e eu adoro. Aliás, quando vc volta mesmo?</p>
<p>beijos, queridíssima. Isso aqui ta bom demais!</p>
<p>ps: apresentei o Urbanamente lá no blogue, pros desavisados de plantão.<br />
<em></p>
<p>Que bom que vc acha, porque eu tô adorando! De tudo que tem em Brasília, sabe o que eu mais gosto? Você e a Vera! Bjks, vou lá ver minha &#8220;apresentação&#8221;. </em></p>
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		<title>Por: Gigio</title>
		<link>http://www.urbanamente.net/blog/2009/04/01/e-pra-voce-o-que-e-uma-cidade/comment-page-1/#comment-105</link>
		<dc:creator>Gigio</dc:creator>
		<pubDate>Thu, 02 Apr 2009 03:31:34 +0000</pubDate>
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		<description>Ana, eu fico tão feliz que você aderiu ao blog. Porque você escreve tão bem e as suas imagens são tão ricas. Que bom, que bom, que bom! Eu li ou vi em algum filme que eu infelizmente não lembro o nome que a cidade é um grande jogo de espelhos. De nós mesmos e também da arquitetura. Vida longa ao blog e muitos beijos pra ti
&lt;em&gt;
Meu querido, que delícia receber o seu carinho! Volte sempre, viu?&lt;/em&gt;</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Ana, eu fico tão feliz que você aderiu ao blog. Porque você escreve tão bem e as suas imagens são tão ricas. Que bom, que bom, que bom! Eu li ou vi em algum filme que eu infelizmente não lembro o nome que a cidade é um grande jogo de espelhos. De nós mesmos e também da arquitetura. Vida longa ao blog e muitos beijos pra ti<br />
<em><br />
Meu querido, que delícia receber o seu carinho! Volte sempre, viu?</em></p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Fernando Lara</title>
		<link>http://www.urbanamente.net/blog/2009/04/01/e-pra-voce-o-que-e-uma-cidade/comment-page-1/#comment-104</link>
		<dc:creator>Fernando Lara</dc:creator>
		<pubDate>Thu, 02 Apr 2009 00:45:01 +0000</pubDate>
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		<description>vou pegar carona no comentário da Claudia pra contar uma estória minha que pouca gente na bogosfera conhece. Logo depois de formado em arquitetura me deu uma vontade de estudar mais e acabei indo fazer mestrado em letras, semiótica, e a dissertação, minha estréia desastrada no mundo acadêmico, foi uma comparação entre a Belo Horizonte real e aquela descrita por Pedro Nava em Beira-Mar. As discrepâncias são muitas, a cidade de Nava muitas vezes não coincide com o traçado da Aarão Reis. Mas qual delas é mais real? Qual delas é mais cidade, o amontoado de ruas e prédios que já não existia quando Nava escrevera ou a narrativa deliciosa e por isso eterna de seus livros?

&lt;em&gt;Uau! Revelações bombásticas e inéditas, isso tá ficando bom. 
Eu, que mantenho com a literatura uma relação apenas de leitora, ainda que voraz, sempre tendo a crer nas cidades imaginárias, literárias, poéticas. A experiência da cidade é tão, ou às vezes, mais vívida que a traça dos arquitetos. Aliás, acho que nós nos beneficiaríamos imensamente de uma relação mais estreita com a literatura. &lt;/em&gt;</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>vou pegar carona no comentário da Claudia pra contar uma estória minha que pouca gente na bogosfera conhece. Logo depois de formado em arquitetura me deu uma vontade de estudar mais e acabei indo fazer mestrado em letras, semiótica, e a dissertação, minha estréia desastrada no mundo acadêmico, foi uma comparação entre a Belo Horizonte real e aquela descrita por Pedro Nava em Beira-Mar. As discrepâncias são muitas, a cidade de Nava muitas vezes não coincide com o traçado da Aarão Reis. Mas qual delas é mais real? Qual delas é mais cidade, o amontoado de ruas e prédios que já não existia quando Nava escrevera ou a narrativa deliciosa e por isso eterna de seus livros?</p>
<p><em>Uau! Revelações bombásticas e inéditas, isso tá ficando bom.<br />
Eu, que mantenho com a literatura uma relação apenas de leitora, ainda que voraz, sempre tendo a crer nas cidades imaginárias, literárias, poéticas. A experiência da cidade é tão, ou às vezes, mais vívida que a traça dos arquitetos. Aliás, acho que nós nos beneficiaríamos imensamente de uma relação mais estreita com a literatura. </em></p>
]]></content:encoded>
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	<item>
		<title>Por: esther</title>
		<link>http://www.urbanamente.net/blog/2009/04/01/e-pra-voce-o-que-e-uma-cidade/comment-page-1/#comment-103</link>
		<dc:creator>esther</dc:creator>
		<pubDate>Wed, 01 Apr 2009 23:00:56 +0000</pubDate>
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		<description>pensar que a china moderna foi construída a partir de um game, sin city, onde os grandes espaços são privilegiados, me empolga, principalmente se cotejo com a cidade medieval e as nossas, embasadas naquelas: estreitas ruas, amontoadas casas, poucos jardins, muitos mercados, postos de vendas e trocas, como se vê em outros games, age of empires ou cesar, e nas projeções para o futuro, como em blade runner etc.... tudo porque as cidades nasceram do medo. a partir do medo da morte, de ser subjugado por conquistadores, os seres humanos inventaram seus conglomerado onde não seria possível a privacidade pois ela remete ao reconhecimento de nossa finitude. e mais, a família que constitui a cidade provê sua subsistência e sobrevivência e possibilita a inclusão, fazemos parte de... e isto permite que nos reconheçamos como um todo, do qual somos parte, olha o paradoxo.

 obrigada por sua instigação. desculpe a prolixidade.

&lt;em&gt;Fala mais, Esther. Não liga pra esse papo de prolixidade, que aqui não tem disso. Eu gosto de ouvir você.&lt;/em&gt;</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>pensar que a china moderna foi construída a partir de um game, sin city, onde os grandes espaços são privilegiados, me empolga, principalmente se cotejo com a cidade medieval e as nossas, embasadas naquelas: estreitas ruas, amontoadas casas, poucos jardins, muitos mercados, postos de vendas e trocas, como se vê em outros games, age of empires ou cesar, e nas projeções para o futuro, como em blade runner etc&#8230;. tudo porque as cidades nasceram do medo. a partir do medo da morte, de ser subjugado por conquistadores, os seres humanos inventaram seus conglomerado onde não seria possível a privacidade pois ela remete ao reconhecimento de nossa finitude. e mais, a família que constitui a cidade provê sua subsistência e sobrevivência e possibilita a inclusão, fazemos parte de&#8230; e isto permite que nos reconheçamos como um todo, do qual somos parte, olha o paradoxo.</p>
<p> obrigada por sua instigação. desculpe a prolixidade.</p>
<p><em>Fala mais, Esther. Não liga pra esse papo de prolixidade, que aqui não tem disso. Eu gosto de ouvir você.</em></p>
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	<item>
		<title>Por: Cláudia Marcanth</title>
		<link>http://www.urbanamente.net/blog/2009/04/01/e-pra-voce-o-que-e-uma-cidade/comment-page-1/#comment-102</link>
		<dc:creator>Cláudia Marcanth</dc:creator>
		<pubDate>Wed, 01 Apr 2009 22:32:25 +0000</pubDate>
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		<description>Nunca pensei sobre o assunto, mas ao pensar sobre a cidade, o mosaico, o caleidoscópio, lembrei-me de um romance do Luiz Ruffato, autor brasileiro e contemporâneo. Na orelha do livro &quot;Eles Eram Muitos Cavalos&quot; lemos:

&quot;Tomado em seu todo, se poderia dizer que a personagem principal de ...Cavalos é a cidade de São Paulo, como se contemplada do mais alto de seus edifícios, ou do avião que se aproxima, à noite, dos aeroportos de Congonhas ou Cumbica.
Em terra, o elenco imenso de habitantes da metrópole assustadora, mas cheia de uma poesia de sons, luzes e formas em movimento e, sobretudo, seres vivos, humanos e bichos, cada um, por mais humilde que seja - como um vira-lata ou um índio -, formando um universo tão rico de matizes quanto a própria cidade.&quot;

Sempre achei que a literatura é uma das formas de transmissão de saber mais eficientes, pois chega lá no afetivo, entra no coração das coisas. Mas atenção: esse romance não é daqueles tradicionais, em que o autor pega o leitor pela mão para contar uma história. Ruffato, premiadíssimo escritor, é conhecido pela sua audácia de usar a forma para expressar suas idéias. Portanto, ao representar a cidade, ele não deixa de lado essa realidade do todo que é composto pelas múltiplas pedrinhas de um caledoscópio. Leitura diferente, mas sem non-sense, perfeitamente legível. Fica aí a sugestão para a turma que gosta de literatura.

Cara, me empolguei!
Bjs,
Cláudia.

&lt;em&gt;Adoro quando você se empolga. Todo mundo aí anotou a dica?&lt;/em&gt;</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Nunca pensei sobre o assunto, mas ao pensar sobre a cidade, o mosaico, o caleidoscópio, lembrei-me de um romance do Luiz Ruffato, autor brasileiro e contemporâneo. Na orelha do livro &#8220;Eles Eram Muitos Cavalos&#8221; lemos:</p>
<p>&#8220;Tomado em seu todo, se poderia dizer que a personagem principal de &#8230;Cavalos é a cidade de São Paulo, como se contemplada do mais alto de seus edifícios, ou do avião que se aproxima, à noite, dos aeroportos de Congonhas ou Cumbica.<br />
Em terra, o elenco imenso de habitantes da metrópole assustadora, mas cheia de uma poesia de sons, luzes e formas em movimento e, sobretudo, seres vivos, humanos e bichos, cada um, por mais humilde que seja &#8211; como um vira-lata ou um índio -, formando um universo tão rico de matizes quanto a própria cidade.&#8221;</p>
<p>Sempre achei que a literatura é uma das formas de transmissão de saber mais eficientes, pois chega lá no afetivo, entra no coração das coisas. Mas atenção: esse romance não é daqueles tradicionais, em que o autor pega o leitor pela mão para contar uma história. Ruffato, premiadíssimo escritor, é conhecido pela sua audácia de usar a forma para expressar suas idéias. Portanto, ao representar a cidade, ele não deixa de lado essa realidade do todo que é composto pelas múltiplas pedrinhas de um caledoscópio. Leitura diferente, mas sem non-sense, perfeitamente legível. Fica aí a sugestão para a turma que gosta de literatura.</p>
<p>Cara, me empolguei!<br />
Bjs,<br />
Cláudia.</p>
<p><em>Adoro quando você se empolga. Todo mundo aí anotou a dica?</em></p>
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