Como eu disse no dia que saí pra viajar, eu nem terminei de contar tudo o que eu queria sobre o Canadá, e já tenho novas anotações e fotos de viagem pra mostrar. E dessa vez eu acho que vou fazer de um jeito um pouco diferente. Explico.
Quando eu fui ao Canadá, fiz trocentas anotações, quase todas meio taquigráficas, em diversos papeizinhos, blocos, verso de mapas. Depois, me dei o trabalho de juntar e passar tudo a limpo, organizar por temas, e só aí começar a postar. Cada post focalizava um determinado tema, e nós já falamos sobre as pequenas gentilezas urbanas, sobre o uso de sacolas plásticas, eu dei uma geral sobre as cidades que visitei, e por fim, falamos do uso do espaço público. Faltaram três temas que eu acho importantes, e que ainda pretendo desenvolver. São eles: sistema viário e transporte público, comércio e consumo e, por fim, mas não menos importante, arquitetura e projetos urbanos.
Dessa vez, na Itália, eu não separei as anotações por itens. Ganhei – luxo! – uma moleskine de presente de fim de ano da minha Nenéia querida, com a recomendação expressa de que fosse usada para registrar minhas impressões nas viagens, e foi exatamente o que fiz. Aproveitei os percursos de trem pra cima e pra baixo para colocar no papel o que tinha observado, pensado a respeito, algumas são reflexões muito pessoais e diletantes, mas estou com vontade de simplesmente transcrever aqui pra vocês, ilustrando com as fotos de cada momento desses, que tal?
De toda forma, hoje ainda vou escrever sobre essa questão dos transportes públicos, porque a coisa aqui no Rio tá tão pavorosa que não dá mais pra não falar do assunto. Quem sabe, observando experiências diferentes, a gente não possa vislumbrar que existem alternativas e se mexer para pressionar por soluções. Meu medo sempre é o de que a gente reclame, reclame, numa queixa vazia que, por mais irritada que seja, não alcança objetivos, não produz mudança, e depois, a gente acabe se acostumando, como sempre, com a baderna, o descaso, o desconforto, e termine por se referir à situação com um “é assim mesmo, fazer o quê?”.
Aproveito para falar da minha experiência recente com transporte na Itália no mesmo post. Vamos a ele.

