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Nem tão recentemente

Rapidinho, só pra dizer que eu não sumi

Não só eu não sumi, como estou com os dedos coçando muito de vontade de continuar este assunto e começar outros. Mas o final do semestre está pior do que eu imaginava.

Além das pilhas de trabalhos e provas para corrigir, provas finais para preparar, notas para lançar, últimas aulas para montar (algumas de assuntos que – eu confesso sem pudor – tenho que pesquisar e ler muito antes porque nunca falei do tema), juntaram-se questões familiares que requisitaram a minha completa prioridade. Já está tudo encaminhado, ou pelo menos se encaminhando, com boas perspectivas de solução/tratamento, mas deu pra passar susto.

Nesse meio tempo, meu filho caçula fez 16 anos essa semana e isso me provocou uma avalanche de sentimentos muito bons mas muito intensos, reavaliações da minha própria adolescência, da minha relação com ele, da maneira como eu o vejo e como me sinto em relação a ele, e uma pequena frase num e-mail da minha mãe fez tanto significado pra mim. Eu tinha escrito umas coisas sobre isso tudo, e quis mostrar a ela. Ela me disse que ficou emocionada e que viu, na descrição que eu fiz dele, muito de mim, quando eu era pequena. Ela me chamou a atenção para o quanto ele se parece comigo em diversos traços de personalidade. Engraçado como a gente esquece as coisas (algumas coisas pelo menos), e é verdade. Ao longo desses 16 anos do crescimento, desenvolvimento, amadurecimento dele, muitas vezes olhar para o meu filho foi como olhar para um espelho, só que esse processo todo é inconsciente, e gera uns conflitos e até uns desconfortos dos quais só agora eu tenho me dado conta. Hoje eu percebo o quanto ele está num momento bonito e importante, tomando pé dos seus destinos, fazendo suas escolhas com clareza e maturidade (para a idade dele, claro), se tornando um rapaz bacana e cheio dos melhores potenciais e fico tão orgulhosa disso. Principalmente porque ele tem mostrado personalidade para traçar o próprio caminho, sem andar na sombra de ninguém. Essa coisa de reconhecer (e acolher em paz) os traços que a gente traz dos pais, da história da família, e ainda assim se saber e se contruir diferente é muito bonita. E complicada, e difícil de vez em quando, e leva tempo (levou pra mim, pelo menos). Pronto, acabou o momento terapia em público. :-)

Devo dizer ainda, em minha defesa, que cerca de dez dias atrás, eu cheguei a escrever o capítulo 2 inteirinho desse nosso tema islamismo, bem como prometido: a Arábia pré-islâmica e o contexto do surgimento de Maomé, assim como dos fundamentos da nova religião.  Estava sendo tudo escrito num arquivo separadinho, e, devo sucumbir à vaidade pra dizer que ficou muito bem arrumadinho. Faltava só inserir as imagens e links. Tudo sendo salvo a cada parágrafo acrescentado. Aí (parece desculpa de aluno, pra eu pagar a minha língua) o computador travou (meu departamento técnico, aka Marido, já identificou que o HD está em seus últimos suspiros de vida e é isso que está ocasionando esses problemas), eu tive que reiniciar e eis que: cabum! ele havia simplesmente esvaziado o arquivo inteirinho. O arquivo estava lá, na pasta certa, mas o conteúdo sumiu! Mesmo com meu personal expert, não foi possível recuperar nenhuma linha. Fiquei tão braba e chateada (eu tinha levado três horas ajustando tudo, checando informações, revisando, vocês pensam que escrever é fácil?) que m abati e não consegui escrever de novo. Os problemas já mencionados de final de semestre e prazos se acumularam e eu ainda não consegui enfrentar o assunto de novo. Mas vou fazê-lo, tenham paciência. Quem sabe semana que vem?

Bom, isso é porque o título do post era “Rapidinho”. Imagina se fosse “Devagarinho”. :-)

Já volto. Bjs

8 comentários para Rapidinho, só pra dizer que eu não sumi

  • Achei seu blog ontem por acaso e fiquei perplexo com a quantidade de informações presentes aqui, presente para todos nós, estou muito contente de poder ter seu blog nos meus favoritos que com toda certeza ficarei imensamente satisfeito de poder ler. Um enorme abraço!

    Opa, muito obrigada, Thiago. Será um prazer ver você por aqui sempre que quiser. Abração!

  • Deborah

    Ana, fujo ao assunto do post e venho aqui só pra parabenizá-la como ótima professora que é.
    Temos uns problemas sérios com professores de história lá na FAU (pelo menos eu tenho! rs) e vc tá sendo um exemplo muito bom pra quando eu argumento que ainda temos salvação! rs
    Seu material tem sido muuuito importante! (e eu espero poder ser sua aluna de verdade no próximo período, pq eu só assisto as aulas de “penetra” rs)
    :)

    Ai, céus, isso quer dizer que no semestre que vem vc pretende ouvir tudo de novo? Vou ter que inventar piadas novas, pra não ficar repetitivo, rsrsrsrsrs. Sem brincadeira agora, será um prazer, eu fico agradecida e honrada com suas palavras.

  • madoka

    é nas suas rapidinhas que nós vamos te conhecendo um pouquinho mais, e gostando mais de vc. Achei tão bonito do jeito que vc falou do seu filho caçula, fazendo as escolhas dele com ´clareza e maturidade´ , e tornando um rapaz bacana e cheio de potencialidades, porque é isso que a gente quer dos nossos filhotes, mesmo.
    bjk e sayonara
    madoka

    Madokaaaa! Sabe o que mais? Nessa história de escolher caminhos próprios, ele descobriu que gosta muito do Japão e da cultura japonesa em geral, e começou a fazer aula de japonês essa semana! Daqui a pouco, ponho ele pra vir aqui conversar contigo em nihon-go (é assim mesmo?). Bjs, sayonara!

  • Nêga, que delícia lamber as crias né? Beijos nesses meninos tudibão. E ó: me manda embora que eu tô aqui matando serviço.
    beijos

    É ruim de eu te mandar embora daqui, qualquer que seja o motivo. Eu tou aqui, nese momento, respondendo e matando serviço também, veja só.

  • Tania Beatriz

    Ooh delícia… Ter filhos e admirar o crescimento deles é tudo de muito bom. É através das atitudes deles que muitas vezes avaliamos a nossa. Parabéns a você e a seu filhão pela passagem de mais um ano de vida. Bjs

    Obrigada, querida. Pela mensagem, pelo carinho, pelo lindo presente. Adorei, e já está na fila da leitura das férias.

  • Pode ir, eu fico aqui, te esperando quietinha. Não vivo sem vc mesmo…rs..

    Bobona. :-)

  • Suel

    É… o fim desse período surpreendeu, né?

    Nem fala. E não acabou ainda…

  • Voltei! Pode vir aqui mandar bejos pra Vera? Pode? Obrigada. Beijos, Vera!!!!

    Hahahaha, você pode vir aqui fazer o que você quiser. Mas se é pra mandar beijos pra Vera, eu nem sei o motivo mas mando também, sempre: beijos, Veroca!

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