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Nem tão recentemente

Cisnes

Estar de férias é bom. Hoje eu fiz as unhas, almocei com uma amiga querida, com direito a algumas horas de conversa de mulheres – marido, filhos, trabalho, idade, nossa relação com o corpo e com o mundo (eu sei que é tremendamente clichê e reducionista chamar isso de “conversa de mulheres”, mas isso é outro assunto). Depois fui ao cinema.

Eu tinha em mente mesmo sentar e escrever hoje, o que eu ia postar já está até pronto, é sobre São Paulo, faltava só acrescentar algumas imagens e links e publicar. Mas estou sob tão forte impacto do filme que acabei de assistir que preciso falar dele enquanto ainda está tudo borbulhando.

Fui ver Cisne Negro (The Black Swan), com o qual eu espero que a Natalie Portman ganhe o Oscar de melhor atriz esse ano.

Eu sou chorona e me envolvo emocionalmente com personagens e histórias, em filmes e livros. Por tudo o que eu já tinha lido e ouvido falar sobre este filme, eu esperava mesmo me impressionar. Só que eu não chorei desta vez. Fiquei tensa e atenta, acompanhando a história crescer. Atenta às minhas emoções e às angústias da personagem, analisando cenas e diálogos, processando imagens, luz, cores, enquadramentos, atuações. Enlevada com a excelência de tudo, as escolhas perfeitas de todos os detalhes. Mas na hora que o filme acabou e começaram a subir os créditos, eu me vi colada na cadeira; subitamente as lágrimas brotaram grossas e eu precisei me esforçar para conter uma forte crise de choro ali mesmo. Estou me segurando até agora, embora não consiga parar de tremer. Respirei fundo, fui ao banheiro lavar o rosto, as palavras começaram a jorrar na minha cabeça e eu achei melhor sentar para tomar um café e escrever (a cadernetinha, lembra?). Neste exato momento estou em casa passando a limpo o que saiu às pressas ao longo de uma grande xícara de capuccino.

Uma das coisas deliciosas do bom cinema (cada um sabe o que considera bom) é justamente permitir leituras várias, na medida em que encontra em cada espectador terrenos diferentes, predisposições diferentes, e desperta fantasmas, feridas, resistências, crenças, lembranças e afetos diferentes. Nenhuma dessas leituras invalida a outra, todas se enriquecem e complementam, numa grande e coletiva recriação da obra. Aliás, é por isso que eu odeio quando perguntam pra meninos e meninas de escola, obrigados a ler livros que não desejam porque “cai no vestibular”: o que o autor quis dizer com…? Porra, eu sei lá? Faz diferença? No máximo – e já é muito se eu der conta disso – eu sei o que aquilo disse pra mim, o que eu senti naquele momento, e que pode ser diferente do que eu sentirei se reler em outro momento da vida.

Meu café acabou e eu estou mais calma. A partir de agora, eu devo alertá-los de uma coisa. Se você não viu o filme ainda, é hora de parar aqui e voltar depois. Daqui pra diante é só spoiler, por sua conta e risco. Se você já viu, ou não vai ver, ou não se importa de saber previamente de cenas e desfechos, fique à vontade para entrar na conversa.

Basicamente, o filme mostra a trágica e delirante trajetória de uma jovem bailarina, competentíssima e dedicada, além de meiga e vulnerável, em direção à loucura, ao aceitar (ela mais do que aceita, ela deseja) o papel de Rainha dos Cisnes numa montagem da célebre obra de Tchaikowsky. Aí entram outros elementos, claro. A mocinha tem uma mãe tirana e manipuladora, ex-bailarina que nunca saiu do anonimato do corpo de baile, abandonou o palco quando engravidou, e agora esmaga a filha com a obrigação de vingar suas frustrações. Aflige ver, na primeira metade do filme, a garota como dócil massinha de modelar nas mãos da mãe, sublimando seus próprios desejos, ao mesmo tempo em que pressentimos a revolta sob a pele, manifesta em compulsões como se coçar ou cutucar até arrancar sangue. Ao mesmo tempo, há o diretor da companhia, déspota e sedutor (Vincent Cassel, magnífico), que molda suas estrelas a ponto de subjugá-las, para substituí-las quando seu desempenho já não rende o necessário para a companhia de dança. Sem falar da culpa que a novata sente ao destronar a bailarina que até então era a diva intocável, invejada e venerada. De todo lado há pressões e tormentos, que por habilidade do diretor do filme, nem sempre distinguimos de imediato se são reais ou alucinatórios. Prato cheio.

No balé Lago dos Cisnes (que música arrebatadora) há essa personagem, a mocinha que é enfeitiçada e vira um lindo cisne branco. Só o verdadeiro amor pode salvá-la. O amor chega na forma de um príncipe, mas eis que surge um cisne negro, que encanta, seduz e conquista o amor desse príncipe, levando-o embora. Em desespero, o cisne branco se atira de um precipício, pois entende que só assim terá a sonhada liberdade. A montagem visceral e inovadora idealizada pelo diretor da companhia e coreógrafo bam-bam-bam para a abertura da temporada propõe que a mesma bailarina interprete ambos os cisnes, o branco e o negro.

Nossa mocinha, Nina, é perfeita para o papel de cisne branco: técnica apuradíssima, doçura, inocência e entrega às raias do desamparo. Mas o cara duvida que ela seja também capaz de incorporar o lado sombrio, passional, do outro cisne. Ela ensaia exaustiva e repetidamente. Seus movimentos são tecnicamente irretocáveis. Ele empurra seus limites, quer mais, reclama, não está satisfeito. Ela não entende, quer saber onde está errando. Ela quer ser perfeita. Num dos momentos que mais me tocaram no filme, ele lhe diz que perfeição não tem a ver com controle, com disciplina. Perfeição não existe. Existe o maravilhamento que vem da entrega absoluta. É preciso se soltar, diz ele. Eu não entendi direito no original se ele diz “loose yourself” ou “lose yourself”. Eu sei que a pronúncia é ligeiramente diferente, mas meu inglês não deu pra tanto. Não importa. Loose é soltar, afrouxar. Lose, literalmente, é perder. Se soltar pode ser também se perder. Quando a gente se solta, abre mão do controle (o que pode dar a sensação de perder o controle)  e isso pode assustar, travar.

Nina tem medo. E o sofrimento de parir/soltar esse personagem, leva-a gradativamente a perder a sanidade.

Esse tema é muito caro para mim. Eu fui uma criança e uma adolescente com esse ímpeto: ser a melhor aluna, a filha exemplar, a mocinha educada, simpática, gentil, inteligente, ser perfeita. Só assim eu seria amada. Desagradar a alguém, quem quer que fosse, era uma dor insuportável, uma vergonha e um fracasso. Não, meus pais não eram tiranos, isso era um traço meu, a minha forma de perceber o meu mundo e lidar com ele. Claro, eu sei, (claro hoje, tsc tsc tsc), a perfeição não existe. Lutar por ela, nesse nível, exige, entre outras coisas, abdicar de uma ampla gama de emoções. Domar, sufocar o cisne negro, mantê-lo sob controle (e isso cansa e aprisiona, eu garanto).

Todos temos dentro de nós luz e sombra, bondade e crueldade, generosidade e mesquinharia. Quando cindimos e exilamos de nós qualquer dessas dimensões, dessas facetas, há frustração, dor, e em casos muito extremos, como acontece no filme, pode haver loucura, esquizofrenia. Eu passei bem longe disso, vamos deixar claro, mas tive minha cota de sofrimento nessa batalha inglória e inócua. Demorei muitos anos para, já na minha vida adulta, conciliar em paz as duas partes em mim. Aliás, minto. Hoje eu vejo tudo de uma forma que eu não sei se sei explicar direito. Porque não são duas partes, como se existisse ora uma, ora outra. Eu não vejo a vida de maneira tão dicotômica. É tudo junto, misturado, camadas que formam um uno complexo e fascinante, imperfeito e maravilhoso. A falha, a falta, esse indizível buraco escuro e estranho em nosso peito, são parte integrante e inalienável de todos nós, o que nos faz humanos, o que nos faz andar.

Se eu aceito e integro isso em mim, eu não preciso ser o cisne branco OU o cisne negro, eu posso ser simultaneamente os dois e muito mais. Não existe mais isso de ter que ser educada, doce e inteligente ou então botar tudo a perder e ser porralouca, respondona, arrogante. Casta ou vagabunda. Careta ou drogada. Disciplinada ou desleixada. Perfeita ou fracassada. Sim, porque quando a gente se dá conta do horror, do peso de ter sido “a certinha” tanto tempo, o risco de pendular para o lado oposto é enorme. Principalmente quando a gente é muito jovem e tudo tem tanto contraste. E o pior é que a gente não percebe que a moeda é a mesma. Cara e coroa. Então, eu não preciso abrir mão de ser gentil para viver (em paz) com o fato de que eu posso ocasionalmente cometer uma grosseria. Inadvertidamente… ou não. Como todo mundo. Ser uma “garota meiga”, como a Nina é chamada pela mãe, não deveria impedir ninguém de sentir (e poder externar de alguma forma) raiva, inveja, ciúme, medo, desejo. Afinal, forçar a existência de um só lado é se mutilar…

Quando, no final do filme, o cisne negro eclode, a fórceps, de dentro dela, Nina precisa fazer os dois cisnes lutarem entre si, porque, na sua experiência desesperada, só um pode sobreviver. E quando só um lado existe, nenhum dos dois consegue viver, realmente.

Meu encantamento com a arte é esse. Ela nos permite vivenciar simbolicamente todos os limites. Vislumbrar ou fantasiar o que poderíamos ser se nosso próprio trem descarrilhasse. Uma pausa aqui. Eu lembro que, numa certa fase da adolescência, toda vez (foram poucas, confesso) que eu tinha essa sensação de que ninguém me entendia, e ficava tão exageradamente devastada que flertava com a idéia de morrer só pra ver os outros se martirizando por não terem me dado a devida atenção (adolescentes podem ser muito dramáticos e teatrais – e horrivelmente narcisistas), eu me trancava no quarto e ouvia Pink Floyd. De olhos fechados, no escuro. Especialmente The Wall e The dark side of the moon. Eu me emociono até hoje com a sequência de Time e The great gig in the sky. Me confortava realizar qualquer fantasia (principalmente as dolorosas) através da música. Aí eu chorava um balde, desanuviava e seguia a minha vida, feliz e contente. Não, eu não fui uma adolescente depressiva, longe disso. Mas é como eu estou dizendo: existe de tudo lá dentro da gente. Fim da pausa.

Pela arte, a gente pode se soltar sem se perder, experimentar sensações que não conseguiria externar de outra forma, se aproximar emocionalmente não só das nossas próprias (e de vez em quando ocultas) entranhas, como dos outros em geral,  porque todas as emoções existem potencialmente dentro de nós e nos conectam uns aos outros, nos igualam de certa forma, ou estabelecem um denominador comum pelo menos.

Quando eu chorei no fim do filme foi porque, ao abandonar a “perfeição” da análise técnica e psicológica, eu relaxei e fui inundada de empatia por aquela personagem. Eu pude sentir, por um minúsculo instante, todo o peso de sua dor, de seu medo, de sua cisão interna, até sua trágica libertação. Pude sentir quão frágil é nossa humanidade, minha humanidade imperfeita, quão tênues são às vezes os véus que nos separam ou nos resguardaram, ao longo da vida, de caminhos mais turbulentos. Chorei por mim, pelas minhas falhas, mas também pela minha sorte e pela minha força, pela minha história e pelos meus próprios cisnes, entrelaçados em mim. Como numa dança contínua, eles se espreitam, se atraem, se afastam, se tocam, e por fim se abraçam e se fundem no que eu sou. E entre o branco e o negro eu sou também todos os infinitos matizes e nuances aí no meio. O cisne negro não é meu lado escuro e falho. Ele simplesmente é parte integrante de mim, uma das muitas manifestações do meu ser, em toda a imperfeita inteireza que me constitui.

O meu cisne negro não precisa ser destrutivo, no sentido de aniquilador, embora possa ser transformador. Às vezes é preciso destruir algumas coisas para que surjam outras novas, quebrar o ovo para fazer o omelete, sabe como? Quando eu abraço meu cisne negro e permito que ele venha à tona, ele pode ser uma força poderosamente criativa, propulsora e até bem-humorada. Buscar esse equilíbrio e essa integração é o espetáculo da nossa vida inteira.

16 comentários para Cisnes

  • esther

    ao ouvir você falar de sua, nossa humanidade reportei-me ao foco que uma pessoa precisa para conseguir do corpo o que somente uma ave faria: o movimento das asas, a leveza do vôo representado nas piruetas e na ponta dos pés. lembrei do que muito vi: os pés das bailarinas deformados pelas sapatilhas, calejados, doídos pelo esforço em projetar o peito e equilibrar-se na ponta dos dedos sendo necessário para isto domínio de todos os músculos , tendões e nervos. durante as aulas, as preparações e os espetáculos elas parecem somente um corpo disciplinado voltado apenas para a interpretação. mas quem conviveu com elas entende que é necessário , para conseguir o domínio da técnica, privar-se de todo sentimento que não a emoção da dança. é condição abolir conflitos.
    você fala dos seus. vivi de forma semelhante os meus. não consegui , mesmo supondo que sim, superar a necessidade de ser a “certinha”, mesmo hoje ultrapassando medidas. posso dizer que a disciplina da dança que pratiquei por prazer à beleza , por desejo de sofrimento, e para disciplinar-me foi fundamental para ser um pouco mais organizada com minhas limitações.

    seu depoimento tocou-me. obrigada, ana.
    segue com eleanora greca, a morte do cisne. http://www.youtube.com/watch?v=ohGIHS72L-s

    Que delicadeza, que suavidade, lindíssima a interpretação de eleanora greca. Obrigada, Esther!

  • Luciana

    Ana, adorei seu post! Eu amei esse filme, se der tempo quero ver de novo. Este é daqueles que grudam na pele e na cabeça, tamanha a força que ele tem. Também acho que o “Cisne Negro” surpreendeu em todos os níveis, da fotografia, ao enredo, das interpretações à trilha sonora… E como ele fala com a gente! Quem não tem seu “lado negro da força”? Todos sabemos como acessá-lo e é assustador ver isso materializado! Grata surpresa!…
    Em tempo: a interpretação de Eleonora Greca (sugestão da Esther) é realmente fantástica!
    Bjs!!

    E hoje é dia de tomar café com outra amiga querida ;) . Tou saindo de casa em 5 minutos!

  • Paula Clarice

    Parei bem ali no negrito. Tou louca pra ver esse filme, mas não chegou por aqui ainda.

    Veja, Paulinha, você vai gostar. Depois vem me contar.

  • Cláudia Marcanth

    Fiz o mesmo que a Paula Clarice – “parei bem ali no negrito”. E como me custou ter que parar! Vou ter que ver o filme assim que puder para poder continuar a leitura das suas impressões sobre o Cisne Negro da telona. Seus textos, suas palavras, suas idéias – tudo isso sempre me interessa! Como é bom poder ser sua amiga! O dia de ontem me deixou mais leve. Obrigada pela companhia, carinho e, principalmente, pelos seus ouvidos tão sagazes – os feedbacks que você me dá ficam hanging around na minha mente por horas, dias, semanas! Beijos!
    PS: Pleeeeeease – não se esqueça de me enviar daqueles e-mails com as anotações sobre Alhambra etc. Estou aguardando-os ansiosamente!

    Veja com urgência. O sentimento de amizade é recíproco. E conversar com você antes de ver o filme foi o prólogo perfeito. Como molhar a terra antes de receber a semente. Mando o que tenho sobre alhambra hoje ainda.

  • Eu não parei no negrito como a PC e a Cláudia.
    Agora, decididamente verei dois filmes. Quiça 3. O da tela, o seu e o meu.
    Mas isto pra mim é definitivo.
    “O cisne negro não é meu lado escuro e falho. Ele simplesmente é parte integrante de mim, uma das muitas manifestações do meu ser, em toda a imperfeita inteireza que me constitui.

    Às vezes é preciso destruir algumas coisas para que surjam outras novas, quebrar o ovo para fazer o omelete, sabe como? Quando eu abraço meu cisne negro e permito que ele venha à tona, ele pode ser uma força poderosamente criativa, propulsora e até bem-humorada.”

    Você acredita que eu pensei também em você quando escrevi isso? É das coisas mais importantes que se pode aprender na vida.

  • vera

    ana, voce nasceu para explicar, desvelar, deslindar, iluminar, esclarecer, abrir portas, conduzir, dar de beber, dar de comer. e eu vou te seguindo. beijos

    Veroca, foi você que me provocou, não se esqueça disso. De formas que este texto bem poderia lhe ser dedicado.

  • Alline

    Fiz igual ao Claudio Luiz e li tudinho, mesmo sem ter visto o filme ainda…adoro spoilers, hihihi. Tb tou louca pra ver, ainda mais agora que vi o filme pelos teus olhos!
    Um beijo

    Que nem eu: adoro um spoiler, leio tudo. O que seria de mim sem vocês?

  • Eva Noelia Garcia de Medeiros.

    Como eu gostaria de ver esse filme!
    Será que sábado daria?
    Bjos.

    Mãe, você ia adorar. Deve ficar bastante tempo em cartaz, quem sabe a gente organiza da próxima vez que vc vier ao Rio?

  • Nêga, tê preparando o post do Oscar e este filme me é muito caro. Deixo aqui uma teoria que está me carcomendo os miolos: e se a mãe dela não existe? sempre de preto, no quarto da mãe nao tem cama, a filha botando o lixo pra fora(desde qdo filha q tem mãe em casa bota o lixo?)… a teoria é do Rapaduracast e eu fiquei doida por ela. E tô ampliando a coisa. E se?

    Cara, eu não tinha pensado nisso, mas faz algum sentido. Teria que rever o filme para prestar atenção e ver se não há algum detalhe que fure a teoria. Já vi gente cogitando que a Lily não existe, só na cabeça dela. Mas a mãe… não sei. Veremos o Oscar juntas de novo, fazendo fofoca e falando mal dos outros?

  • iiiiiii fiquei sempre na esperança de ser o patinho feio. Mas…. não há cisne aqui, continuo um pato.
    Agora, adoro balé, mas não sou bom de ponta. eheheheheh
    Pra vc sou o cisne branco ou o negro?

    Você é cisne. Ponto. Garboso, majestoso, maravilhoso. Da cor que você quiser, ou de todas as cores, pode escolher.

  • Liliane

    Cada vez que leio sobre esse filme fico mais curiosa para vê-lo… Não ligo para espoiler e adorei ler sobre como voce sentiu ele…
    bjos

    Então quando assistir, vem cá contar como foi pra você! Bjs

  • vera

    oi, ana! deixa eu falar com a suzi? suzi márcia, estou bastante inclinada a concrdar com voce (como concordamos em matéria de sapatos e brincos) quanto à mãe. nao chego a imaginar que ela nao exista, mas acho que AQUELA mãe estava na cabeça da menina. beeeeeeijos

    Vera, eu deixo você fazer tudo o que quiser nesta casa. Muito boa a sua hipótese.

  • Minhas opiniões! (Ana, o texto está lindo, e eu concordo com um montão de coisas nele. Também sempre tentei ser perfeita…)

    A Lily existe, mas é só uma bailarina do grupo, que, como TODAS, acha a Nina meio esquisitinha.

    A Mãe existe, mas provavelmente já morreu (por isso o preto). Hohohoho. E porque a mãe só pinta auto-retratos? Será que não é porque ela é apenas uma imagem do que já se foi? A mãe é a única que vê as feridas dela. A mãe telefona para alguém na companhia de dança, reclamando do resultado do Teste, mas ninguém fala sobre isso no dia seguinte…A mãe avisa que ela não vai à estreia, mas quando ela chega, o diretor não comenta nada…Fantasma, aposto! Sexto Sentido feelings. :D

    Detalhe pequeno que eu adorei muito: o toque do celular dela é “A morte do Cisne”. E a única pessoa que liga é…a mãe!

    Uia, muitas teorias sinistras! Vou ter que ver o filme de novo pra conferir esses detalhes, já vi tudo! Bjs!

  • Paula Clarice

    Ana, conforme prometido, guardei o post pra ler quando visse o filme. Assisti neste final de semana e corri aqui para ler o texto guardado. E a espera valeu, porque a tua leitura está linda sobre ele e os comentários me revelaram um filme inteiro que eu não tinha visto dentro do filme. Um beijo!

  • Isa

    Vim aqui parar por acaso e adorei o que escreveste sobre o filme, concodo em género, número e grau. apesar de ser tão difícil aplicar a teoria à prática. eu nao consigo ser os dois, ou sou dr jeckil ou sou Mr Hyde. mas ainda nao perdi a esperança.
    Bjo

  • Isa

    aqui, a este post, bem entendido ;)

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