Pergunta: onde mais, neste imenso Brasil, eu posso, num dia só:
- ser abordada por um iraniano pedindo que eu tirasse uma foto dele em frente a uma catedral católica,
- ouvir emocionada um trio nordestino, vestido a caráter, com sanfona, zabumba e triângulo, cantar Asa Branca numa pracinha, enquanto uma multidão se forma em volta,
- depois conversar com uma família de americanos num mirante no alto de um prédio, bem no Centro, de onde se vê a cidade quase toda,
- fotografar um menino boliviano descalço e remelento, provavelmente imigrante clandestino, numa vila operária do século XIX,
- comer um doce azedinho e bom, sentada sozinha num bar de judeus e acabar brincando de aviãozinho de papel com o Abraãozinho, neto do dono (era mesmo o nome do guri)?
Resposta: Em São Paulo.
Eu saí do Rio dia 27 de janeiro, para passar cinco dias na capital paulista, visitando amigas queridas, algumas das quais eu não via há mais de um ano. No caminho me dei conta de que era a primeira vez que eu ia a São Paulo a turismo, com disposição de conhecer a cidade. Sempre fui rapidinho, para algum evento específico, e ia do local onde estava hospedada para o evento e voltava. Tá, algumas vezes rolou um restaurante ou um barzinho, sempre ótimos, mas sempre guiada por moradores da cidade, e eu nunca prestei atenção em muita coisa à minha volta durante as andanças de carro. Ou então, passava por São Paulo (de novo de carro) a caminho do sul, e via só a parte ruim: os engarrafamentos da Marginal. Definitivamente, de carro é o pior jeito de conhecer uma cidade.
Vou confessar: São Paulo me intimidava. Engraçado que eu já visitei cidades estrangeiras, grandes, onde nem sempre eu sabia falar a língua local, e jamais deixei de pegar um mapinha e sair só (muitas vezes sozinha mesmo, enquanto o marido trabalhava) para bater pernas, conhecer, fotografar. Pego ônibus, bonde, metrô, entro em lojas, exploro bairros mais afastados, paro para almoçar em lugares comuns (evito os restaurantes típicos para turistas, prefiro os cafés e bares onde vejo toda a gente da cidade sentada). Numa boa, adoro, e no final do primeiro dia já sinto como se tivesse a cidade nas mãos. Mas em São Paulo? Eu achava que ficaria paralisada, que ia acabar me perdendo, que todo mundo ia sacar que eu era uma carioca acuada. Pois vou logo dizer: foi mais fácil do que eu pensava, e muito mais agradável e emocionante também (fora o calor, que só não estava pior que no Rio, de onde eu me livrei dos mais de 40 graus que andou fazendo enquanto eu estava fora). Apaixonei.
É verdade que eu tive um guia fantástico, que eu recomendo muito, mesmo aos paulistanos (eu descobri coisas que minhas amigas locais desconheciam, hohoho). É um livro que eu ganhei de um amigo uns anos atrás e que andou comigo diariamente, debaixo do braço, na mão, na bolsa: Dez roteiros históricos a pé em São Paulo. Um projeto da Secretaria de Estado da Cultura, realizado pelo Programa de Ação Cultural e publicado pela Editora Narrativa Um, em 2007. Cada roteiro é escrito por um autor diferente: arquitetos, historiadores, antropólogos, artistas plásticos, com olhares, formações e experiências urbanas distintas, e uma forma particular de tecer sua narrativa e apresentar seu “pedaço” da cidade. Todos têm um mapinha com o trajeto sugerido, em que os pontos citados no texto estão assinalados, bem como um pequeno histórico do bairro ou região descrita e sugestões de quitutes a experimentar, edifícios a visitar, praças a desfrutar, hábitos e personagens a observar. MUITO legal.
Mas vamos lá. Eu cheguei numa quarta de tardinha. Na quinta, todo mundo trabalhando, eu resolvi que iria explorar o centro histórico a pé. A querida Juju, que me recebeu, pegou comigo o primeiro ônibus ali do Caxingui, onde eu estava (perto do estádio do Morumbi) até a Av. Paulista e de lá eu poderia tomar o metrô para quase qualquer lugar. Escolhi fazer este circuito aqui:
Foi na Praça da Sé, início do percurso, que o tal iraniano me pediu que eu o fotografasse diante da catedral, num inglês meio cheio de mímica, provavelmente porque ele não sabia se eu entenderia. Comunicação estabelecida, ele se ofereceu pra tirar uma foto de mim também, e me perguntou de onde eu era. Eu falei que era brasileira e perguntei de onde ele era. Irã. Que legal!
O livro adverte: “o passeante curioso, ao ir descendo a Praça da Sé em direção ao antigo Pátio do Colégio, certamente vai trombar com meninos de rua, passar por cima de sem-tetos dormindo, desviar de camelôs, cruzar com ciganas ledoras de mão e ouvir a voz esganiçada de pregadores das mil seitas evangélicas que prosperam na cidade rica habitada exageradamente pelos muito pobres, atentos ouvintes embasbacados pelo som dos alto-falantes”. Só não vi as ciganas. Mas isso tudo faz parte das nossas cidades, e traduz nossa situação urbana. Seria tapar o sol com a peneira querer andar só pelos ambientes assépticos dos shoppings e bairros mais requintados, onde vigora a vigilância privada.
Sorri, portanto, e prestei atenção, absorvendo tudo, ali no famoso “triângulo” que compõe o núcleo de fundação da cidade, formado pela Rua de São Bento, que liga a igreja dos beneditinos à dos franciscanos, a Rua Direita, fazendo ângulo reto com ela e a Rua Quinze de Novembro em oposição a este ângulo. Bem próximo a uma das pontas do triângulo, o Pátio do Colégio ostenta uma reprodução da igreja e do colégio dos jesuítas, construída já na década de 70, em substituição ao conjunto original, do século XVI, há muito desaparecido (não esquecer que em meados do século XVIII, o Marquês de Pombal expulsou os jesuítas de terras portuguesas). Há ali uma cripta dedicada ao Padre José de Anchieta, que expõe inclusive um dos fêmures do padre, como relíquia religiosa. Essa veneração por restos de corpos de santos me dá arrepios, juro que não entendo, mas passemos adiante.
Esse capítulo do livro é escrito pelo arquiteto Carlos A. C. Lemos, e ele faz uma descrição bem… arquitetônica (!!!) de tudo. Vai apontando as obras mais importantes, com os nomes dos arquitetos e datas de construção, sem se furtar a elogiar os prédios e estilos que ele admira (o colonial autêntico, o eclético historicista da linhagem de Ramos de Azevedo, o próprio art déco) e descrever com visível desapreço obras mais contemporâneas e as neocoloniais, estilo que ele menosprezava. Olha só dois exemplos:
1) Falando da cobertura no Viaduto do Chá: “Muita gente achava inexpressiva tal cobertura art déco acoplada ao Viaduto do Chá, certamente também projeto de Elisiário Bahiana. Construção simples, nada semostradeira, na expressão de Mário de Andrade. Foi demolida e substituída por outra concebida por outro notável arquiteto, o nosso amigo Paulo Mendes da Rocha. Obra inteligente e até bonita, mas uma intrusa a clamar: ‘cheguei!’. As pessoas em geral têm que saber que Patrimônio Cultural não é composto apenas de obras belas; algumas históricas são inexpressivas. Aliás, quem é o fazedor de juízos de valor com procuração do povo para derrubar e construir?”
2) Falando da Faculdade de Direito, no Largo de São Francisco: “guandiloquente construção neocolonial projetada por Ricardo Severo e Felisberto Ranzini para o Escritório Técnico Ramos de Azevedo – Severo e Vilares, por volta de 1932/33, para substituir uma legítima e mais que histórica construção colonial. Substituíram um original por uma contrafação num total desrespeito ao nosso Patrimônio Cultural (…) É uma pena. Agora ali está a Igreja de São Francisco, último remanescente do século XVII, toda encolhida e amedrontada pela massa insólita de alvenaria pretensiosa”.
Eu vou bancar a atrevida e discordar do eminente mestre. Em primeiro lugar, eu não chamaria a atual Faculdade de Direito propriamente de neocolonial. Seu frontão é neocolonial, mas o pórtico que marca o corpo central, com colunas coríntias, e a própria disposição e ritmo das aberturas, classicizantes, enquadrariam este edifício, a meu ver, no estilo eclético em seu sentido mais estrito (a mistura de elementos e linguagens distintas). Em segundo lugar, ele fala como se este edifício que aí está tivesse tomado direta e abusivamente o lugar do original colonial. Pois bem, como podemos acompanhar pelas imagens abaixo (eu infelizmente não fotografei a faculdade, apenas o conjunto franciscano), até 1862, pelo menos, ainda era de fato o convento anexo à igreja que servia de Academia de Direito. Colonial, ok. Mas a foto seguinte, de 1867, já mostra uma reforma bastante modificadora, de feição neoclássica, com o telhado cerâmico escondido pela platibanda, a adição de pilastras decorativas sugerindo apoio ao entablamento e a criação de uma entrada destacada por uma porta em arco pleno, encimada por uma pequena torre com relógio. Neste momento, o edifício já deixou de ser o colonial original, que Carlos Lemos adoraria ter preservado. Ao prédio hoje existente não cabe a culpa pela destruição do patrimônio, a meu ver. Se algum colega mais apto, lendo isto, quiser dar seu parecer, eu agradeço.

À esquerda, 1862; ao centro, 1867. Fotos de Militão Augusto de Azevedo, em http://marcos.mazo.nom.br/site/node/187. À direita, pórtico em 2011. Fonte: http://www.panoramio.com/photo/24618569
Vamos prosseguir, que eu nem cheguei na hora do almoço e já vi que meu passeio ao Bom Retiro vai ficar pro próximo post. O texto de Carlos Lemos, de toda forma, é cheio de indicações preciosas, e, por causa dele, eu almocei na tradicional Casa Godinho, no térreo do edifício Sampaio Correia, primeiro arranha-céu paulistano, projetado em 1924 por Cristiano Stockler das Neves. Depois, parei para prestar homenagem ao Edifício Martinelli, de 1929, que para mim sempre estará associado a duas situações. A primeira, é que ele é mencionado no belíssimo livro Olhai os lírios do campo, de Érico Veríssimo e a festa de inauguração do prédio é um momento importante no livro. A segunda – vamos botar uma lenhazinha na fogueira da rivalidade rio-sãopaulo – é que eu sei que o Martinelli foi erigido na mesma época que o Edifício A Noite, sede da Rádio Nacional, aqui na Praça Mauá, e havia uma velada disputa para saber quem completaria mais depressa o primeiro edifício de concreto armado do Brasil, que seria o mais alto da América Latina naquele momento. Há controvérsias.

Da esqerda para a direita: A Noite, Martinelli e Cavanagh. O primeiro foi tirado de http://www.skyscrapercity.com/showthread.php?t=1147645&page=4, os outros são fotos da autora.
O projeto do A Noite é do francês Joseph Gire (o mesmo do Copacabana Palace) e de Elisiário Bahiana. Foi inaugurado com 22 andares, em 1929, com 102,80 m, o que equivale em nossos dias à altura de um prédio de mais de 30 andares. O Martinelli acabou sendo mais alto, atingindo 105,65 m (o livro fala em 80 metros, mas as outras fontes pesquisadas todas batem em torno de 105). Porém, alguns autores consideram que só foi concluído realmente em 1930, tendo apenas a estrutura terminada em 1929. Ficamos assim: o Rio inaugurou primeiro, mas São Paulo fez o mais alto. De que adianta? Em 1935 ambos perderiam a majestade para Buenos Aires, com os 120,35 m de seu Edifício Cavanagh.
Foi ali do ladinho do Martinelli, na Praça Antonio Prado, que eu parei para ouvir Asa Branca, embevecida. Já falei que adoro a vida popular das praças? Guiada pelos conselhos de Carlos Lemos, segui logo depois para o Banespa, em cujo topo há um mirante com uma visão soberba da cidade. Desci de lá pensando que eu definitivamente amo as cidades. Esses centros meio sujos, tumultuados, de ruas estreitas. Buzina, edifícios antigos e novos lado a lado, mendigos, vendedores ambulantes, artistas de rua, ônibus, gente. Certo, podíamos não ter os mendigos. Mas não no sentido do “choque de ordem” do nosso prefeito carioca, que tira todos dos lugares mais valorizados da cidade, apenas para que não sejam vistos, como quem varre a sujeira para baixo do tapete, e assim crê que a casa ficou limpa. Podiam não existir mendigos no sentido de não existir tamanha miséria, tanta desigualdade e desamparo. Se é para eles existirem, então acho que devem mesmo estar diariamente às nossas vistas, confrontando nosso conforto e sucesso (e nossas responsabilidades) com o longo caminho que ainda devemos percorrer para extirpar essa chaga do país.
De resto, os cafés e botequins, os homens fumando de pé nas esquinas, o burburinho, os becos, as pessoas tão diferentes em suas cores, tamanhos e jeitos, em sua faina de formigas, tudo me fascina. Me deu um carinho, como se eu quisesse pegar São Paulo no colo.
No próximo episódio, uma tarde maravilhosa: a Estação da Luz, o Museu de Língua Portuguesa, Pinacoteca, e como lutar bravamente – e falhar! – na tentativa de resistir às compras no fantástico bairro do Bom Retiro.
* Thanks, Mario de Andrade!





Napaula.
São Paulo agradece sua visita e suas palavras. Muitos de nós jamais quis conhecer a Cidade como você conheceu.
(o interior da faculdade São Francisco e do Tribunal de Justiça são lindos, imperdíveis)
Beijos
Tati, você é um dos motivos pra eu ir a São Paulo com tanto gosto e prazer.
Ana, tb nunca fui a SP pra fazer turismo, por assim dizer. Sempre correndo…espero um dia poder fazer este passeio (e espero, MUITO, que seja junto com vc!).
Excelente dica do livro.
Beijos
Vamos, Linoca?
Já encomendei o livro e vou guardar o texto pra quando for a Sampa
Vai lendo o livro nesse meio tempo, você vai gostar muito.
lindo…
<3
Ana, até já fiz uns passeios a pé pro são paulo, mas nenhum com tanto sabor.
Alline, se vc quiser me convidar para este passei o junto com a Ana, aceito. eheheheheh
Sugestão: existe um livrinho assim do Rio? Se não, você poderia propor, supervisionar os roteiros e ser autora de um, Ana.
A prefeitura gosta tanto dinheiro com porcarias (falando nisto, ontem vi a decoração de carnaval de copacabana – vergonha alheia, foi o mínimo que pude sentir). Ou, quem sabe?, Carlos Fernando, que deve ler seu blog, se anima. Afinal, seria um roteiro, também, do patrimônio histórico.
Clau, eu acho sua ideia maravilhosa. Também não conheço um livro com essas características sobre o Rio. conheço vários guias de patrimônio, mas um guia para turistas, com roteiros variados, que fale não só de arquitetura, mas de outras coisas legais, não conheço. Pensar em fazer um é tentador, mas só se fosse uma coisa de muito longo prazo, porque no curto prazo eu não dou conta de mais nada. Agora, se o IPHAN-Rio entrasse na jogada, aí quem sabe?
eu tive oportunidade de conhecer todos esses lugares assim como você, andando. e não tem comparação.
tenho vontade de refazer esse roteiro pois fiz antes de pensar em fazer Arquitetura e Engenharia e tenho certeza que eu veria muitas coisas de forma diferente hj.
comprarei esse livro com certeza.
pena que não existe (ou eu nao conheço) um assim sobre o Centro do Rio.
Conhecer uma cidade tem que ser a pé. Como você disse, não tem comparação. E sim, refazer o passeio agora com seus conhecimentos de Arquitetura e Urbanismo é outra coisa. Dou a maior força.
[...] This post was mentioned on Twitter by Gabriel Cavalcante, Turisdata. Turisdata said: Paulicéia desvairada* « Urbanamente http://dlvr.it/GrjJG [...]
Claudio, vc sempre é convidado para todos os passeios que eu fizer nesta vida :-p
Adorei a proposta do livro! é uma otima pedida…
Mas fiquei curiosa com a decoraçao de carnaval de Copa…kkkk.
Beijos
Menina, também não vi ainda a decoração de copa. Depois te conto o que eu achei.
oi ana,
quanto tempo, parabéns pelo doutorado, que bom ter voltado ao blog! Que emoção, eu amo sao paulo. é a mesma sensação: ” os cafés e botequins, os homens fumando de pé nas esquinas, o burburinho, os becos, as pessoas tão diferentes em suas cores, tamanhos e jeitos, em sua faina de formigas, tudo me fascina. Me deu um carinho, como se eu quisesse pegar São Paulo no colo.” linda imagem e é exatamente assim de longe que eu a vejo e sinto tanta falta.
um beijo em sampa
Um beijo em você, madoka, que bom tê-la de volta.
Muito legal este post. Eu também me sinto um pouco inseguro lá mas a coisa passa e a beleza e hostória da cidade se desvenda.
Da próxima vez tenta visitar, se já não o fez, a Fundação Maria Luisa e Oscar Americano. Bonito acervo e arquitetura do predio(casa). O parque ao redor da casa é muito lindão também com plantas da mata Atlantica, um oásias de verde.
Cheers!
Heguiberto
Mais um item para a minha lista. Não conheço a Fundação. Onde fica?
Muito ótimo seu texto, comprei o livro também (quando o post é bom ele tb vende ::)) e penso em ir a sampa para conhecer melhor, como vc fez e relatou tão bem,
abraço, merci,
clara
Vai, sim, clara, você vai gostar. Abraços!
Ana Paula, que delícia ler assim sobre a minha cidade.
Além do livro que é bem legal, sugiro o Turismetrô projeto com roteiros a partir de estações de metrô com guias.
http://www.metro.sp.gov.br/cultura/turismetro/turismetro.asp
Bom para turista mas também pra quem mora em São Paulo e não conhece a cidade.
Por ser nascida e criada no Bom Retiro estou curiosa pelo próximo post… e entendo perfeitamente a cena no bar de judeus que provavelmente é um em frente a uma casa de produtos coreanos ; )
Que bom que você gostou, Dyane! Vou dar uma espiada no Turismetrô também. O mapinha do metrô de sp ficou a minha mão também, foi uma tranquilidade me locomover!
Na próxima, vamos da Pça. da República, pelo viaduto do chá, até a Praça Patriarca? Podemos até tomar um chá no Mappin, cof, cof, e vemos o Municipal. Cadê o post do Bonrra, meu? Bjs, Bel
Tá aí, Bel. Na próxima eu quero passear bem mais contigo.
ana, estou adorando turistar por sao paulo com voce. é isso (andar a pé) o que também faço quando vou lá. voce deve ter ido ao museu do futebol tb, nao? e estou aguardando o relato da visita á vila operária, onde já tentei ir e ainda nao consegui. beijos
Vera, o Museu do futebol, vergonhosamente, vai ficar para a próxima, não deu desta vez.
A fundação fica aqui
Ave Morumbi 4077
H
Anotadíssimo, Heguiberto, muito obrigada!