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	<title>Urbanamente &#187; Outros</title>
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	<description>eu na cidade, a cidade em mim</description>
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		<title>O cimento, a América Latina e outros pensamentos partilhados</title>
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		<pubDate>Tue, 31 Aug 2010 04:40:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ana Paula</dc:creator>
				<category><![CDATA[Arquitetura & Urbanismo]]></category>
		<category><![CDATA[Ensino]]></category>
		<category><![CDATA[Outros]]></category>
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		<description><![CDATA[<p>Como prometido, eu vou contar a vocês alguma coisa da palestra do Fernando Lara, a que eu assisti no dia 06 de agosto, no PROARQ (Programa de Pós-Graduação em Arquietura, da FAU-UFRJ).</p>
<p>Eu fiquei realmente encantada com a palestra, como aliás sempre fico ao ouvir o Fernando falar, porque o cara sabe muito, e tem uma facilidade [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Como prometido, eu vou contar a vocês alguma coisa da palestra do <a href="http://parededemeia.blogspot.com/" target="_blank" onclick="pageTracker._trackPageview('/outgoing/parededemeia.blogspot.com/?referer=');">Fernando Lara</a>, a que eu assisti no dia 06 de agosto, no <a href="http://www.proarq.fau.ufrj.br/site/" target="_blank" onclick="pageTracker._trackPageview('/outgoing/www.proarq.fau.ufrj.br/site/?referer=');">PROARQ</a> (Programa de Pós-Graduação em Arquietura, da FAU-UFRJ).</p>
<p>Eu fiquei realmente encantada com a palestra, como aliás sempre fico ao ouvir o Fernando falar, porque o cara sabe muito, e tem uma facilidade de comunicação imensa. Acaba não sendo uma palestra, mas um papo, gostoso, instrutivo, em que você não sente o tempo passar e fica querendo mais quando termina. Dessa vez, o tema era<em><strong> &#8220;O cimento feroz &#8211; considerações sobre arquiteturas contemporâneas da América Latina&#8221;</strong></em>, assunto que ele vem estudando há bastante tempo e desenvolvendo em seus <a href="http://soa.utexas.edu/latitudes/" target="_blank" onclick="pageTracker._trackPageview('/outgoing/soa.utexas.edu/latitudes/?referer=');">grupos de pesquisa</a> sobre Arquitetura Latinoamericana  Moderna na <a href="http://www.soa.utexas.edu/lama" target="_blank" onclick="pageTracker._trackPageview('/outgoing/www.soa.utexas.edu/lama?referer=');">Universidade do Texas</a>.</p>
<p>Como é um assunto que eu absolutamente não domino, fui lá aprender. E, como boa aluna, tomei notas, que divido agora com vocês. Já comecei me surpreendendo com a frase-provocação que abriu a conversa, que o Fernando nos informou ter sido dita por Paulo Venâncio, professor da EBA (Escola de Belas-Artes), num livro sobre o Burle Marx. Sente só: &#8220;o brasileiro só consegue lidar com a paisagem mediada pelo cimento&#8221;. Gente, e não é verdade?</p>
<p>Gostei muito dele ter trazido, para começar, uma discussão sobre esse conceito de &#8220;América Latina&#8221;. O que é isso, afinal, o que quer dizer, o que expressa? Nós temos (ou pelo menos muitos de nós) a tendência a naturalizar certos termos e é preciso um certo esforço para ficarmos atentos aos seus significados, e sobretudo ao entendimento de como, quando e onde esses significados foram propostos e construídos. A idéia de uma América &#8220;latina&#8221; surge na segunda metade do século XIX, e é uma tentativa francesa de trazer, para seu círculo de influência &#8220;latinizante&#8221;, uma parte da América que orbitava, em vários aspectos, tanto políticos quanto econômicos, em torno do universo anglo-saxão. A França acenava com nossas raízes latinas, via Portugal e Espanha, para nos suscitar a ideia de uma herança cultural comum, que favorecesse nosso alinhamento aos seus interesses. Eu sei que estou encurtando um assunto que é mais comprido e mais complexo do que isso.  O que nos cabe discutir aqui é que esse conceito, ou esse agrupamento não é fruto de uma identidade própria ou auto-reconhecimento, mas sim uma característica, ou conjunto de características que nos é atribuída por outrem (por mais que hoje muita gente tenha se apropriado positivamente dessa identidade), e se a gente pensar bem,  é um conceito que já nasce problemático. Em outras palavras, não fomos nós mesmos que nos reconhecemos e designamos assim: &#8220;somos latinoamericanos&#8221;, mas um outro, europeu, que  veio nos dizer: &#8220;ei, <em>prestenção</em>, vocês são herdeiros de uma tradição latina, por MEU intermédio, fiquem aqui do meu lado&#8221;.  E vingou, né? Ou melhor, vingou especialmente a denominação. Não necessariamente o interesse francês.</p>
<p>Mas qual seria esse nosso traço comum, que nos permitiria abrigar-nos todos sob esse &#8220;guarda-chuva&#8221;? Um recorte simplesmente geopolítico arbitrário, que diz que do México pra baixo é tudo latinoamericano? Mas e as Ilhas Virgens, as Guianas holandesa e inglesa, as outras colônias de povos não-latinos no Caribe? Bom, seria então uma unidade linguística? Não, nesse conjunto de países há falantes de outras línguas também. Seria uma unidade religiosa? Econômica? Há algum dado <em>a priori</em> que permita nos agrupar sob esta classificação? Ele vai desmontando e desnaturalizando o conceito, pra mostrar que qualquer denominador comum que se busque tem seus furos, ou seja, dizer &#8220;América Latina&#8221; é enfatizar uma construção política e cultural, que serve (ainda hoje) a determinados interesses, para o bem ou para o mal.</p>
<p>Agora, uma coisa que muito me impressionou, das diversas imagens que ele mostrou, fruto da transcrição cartográfica das pesquisas que ele vem fazendo, é como, nas nossas revistas de arquitetura, aparece tão hegemonicamente a produção do hemisfério norte, em detrimento da produção abaixo da linha do Equador! Ele fez um levantamento em diversas revistas, das obras que são mencionadas, apresentadas como significativas da produção arquitetônica contemporânea. E foi marcando com uma bolinha num mapa mundi a localização da tal obra. Tá lá: só dá hemisfério norte! E ele mostrou, com exemplos muito legais, que não é por falta de produção de qualidade do lado de baixo do Equador, mas por falta de valorização e divulgação dessa produção. E isso não é só no Brasil. Segundo o Fernando, falta uma maior comunicação e trocas entre arquitetos e urbanistas &#8211; vá lá &#8211; latinoamericanos. Nas revistas brasileiras saem artigos e críticas sobre obras brasileiras, européias, norteamericanas, alguma coisa asiática. Nas revistas colombianas saem sobre obras colombianas, européias, norteamericanas, asiáticas. Nas revistas argentinas, a mesma coisa. E assim em todo lado.</p>
<p>A partir daí, ele começou a mostrar arquitetos e arquiteturas desses países nossos vizinhos, e, veja bem, a audiência da palestra era quase toda de professores e estudantes de mestrado e doutorado de arquitetura (e alguns dos meus alunos da graduação que eu chamei também), e é impressionante que tantos nomes que ele citou nós simplesmente nunca tínhamos ouvido falar, ou mal conhecíamos o nome. Entre tantos edifícios e intervenções urbanas de qualidade, um traço comum: o uso maciço do concreto, do tal &#8220;cimento feroz&#8221;, algumas vezes com rara poesia e leveza.</p>
<p>Vou mencionar apenas alguns (deixei os brasileiros de fora dessa vez, e ele mostrou projetos ótimos também) e fazer vocês irem pesquisar a respeito:</p>
<p><a href="http://www.rafaeliglesia.com.ar/first-E.htm" target="_blank" onclick="pageTracker._trackPageview('/outgoing/www.rafaeliglesia.com.ar/first-E.htm?referer=');">Rafael Iglesia</a> (Argentina), que diz que nós não temos História, mas Geografias, porque estamos sempre fazendo tabula rasa para novos experimentos;<br />
<a href="http://www.worldarchitecture.org/world-architects/index.asp?worldarchitects=architectdetail&amp;country=Mexico&amp;no=3" target="_blank" onclick="pageTracker._trackPageview('/outgoing/www.worldarchitecture.org/world-architects/index.asp?worldarchitects=architectdetail_amp_country=Mexico_amp_no=3&amp;referer=');">Alberto Kalach</a> (México);<br />
<a href="http://www.arqsaez.com/" target="_blank" onclick="pageTracker._trackPageview('/outgoing/www.arqsaez.com/?referer=');">José Maria Saez</a> (Equador);</p>
<div id="attachment_837" class="wp-caption aligncenter" style="width: 600px"><a href="http://www.urbanamente.net/blog/mngt/wp-content/uploads/2010/08/montagem-latino.jpg"><img class="size-full wp-image-837" title="montagem-latino" src="http://www.urbanamente.net/blog/mngt/wp-content/uploads/2010/08/montagem-latino.jpg" alt="" width="590" height="564" /></a><p class="wp-caption-text">Acima, à esquerda, uma escada maravilhosa de Iglesia, que não usa um único prego, só encaixe. Ao lado, a Biblioteca Nacional, do Kalach, no México. Abaixo, também do Kalach, a casa que está na página de abertura do seu site</p></div>
<p><a href="http://www.alejandroaravena.com/" target="_blank" onclick="pageTracker._trackPageview('/outgoing/www.alejandroaravena.com/?referer=');">Alejandro Aravena</a> (Chile): gostei muito de um projeto que foi mostrado, de habitação social, batizado de <a href="http://www.elementalchile.cl/viviendas/quinta-monroy/quinta-monroy/" target="_blank" onclick="pageTracker._trackPageview('/outgoing/www.elementalchile.cl/viviendas/quinta-monroy/quinta-monroy/?referer=');">Elemental</a>, que usa alguns blocos-padrão, modulares, intercalados com espaços livres que permitem que cada família construa o restante da unidade conforme suas necessidades (e possibilidades), gerando uma diversidade formal muito rica e interessante.</p>
<div id="attachment_838" class="wp-caption aligncenter" style="width: 790px"><a href="http://www.urbanamente.net/blog/mngt/wp-content/uploads/2010/08/Alejandro-Elemental-quintamoroy.jpg"><img class="size-full wp-image-838" title="Alejandro-Elemental-quintamoroy" src="http://www.urbanamente.net/blog/mngt/wp-content/uploads/2010/08/Alejandro-Elemental-quintamoroy.jpg" alt="" width="780" height="400" /></a><p class="wp-caption-text">Casas em Quinta Monroy, no Chile, nessa &quot;metodologia&quot; do Elemental, que permite arranjos posteriores diferentes com maior flexibilidade para os moradores. </p></div>
<p>Em todos os projetos apresentados, havia uma preocupação de melhoria e valorização do espaço público como estratégia para um melhor exercício da cidadania. E sobretudo, uma enorme confiança na arquitetura, no espaço construído, como elemento impactante nessa transformação. A premissa é de que ao construir creches, escolas, postos de saúde, praças, conjuntos habitacionais de grande qualidade formal e espacial você está, de certa forma, &#8220;educando&#8221; as novas gerações, oferecendo a possibilidade delas incorporarem novos parâmetros de qualidade, que as tornem mais críticas e exigentes no futuro. Isso é genial.</p>
<p>Eu achei espetacular saber que, na Colômbia, por exemplo, há uma lei que obriga todo projeto em terreno público, com mais de 5000 m2 de área construída, a ser alvo de concurso público. E tá certo. Isso provoca uma profunda renovação na arquitetura local, e contribui de maneira fundamental para a melhoria dos nossos referenciais construtivos. Estimula talentos novos, revigora o ensino, alavanca a pesquisa e o investimento em novas tecnologias, diversifica a paisagem urbana, favorece o controle e a fiscalização dos gastos públicos com as obras. Já pensou isso aqui, no Rio, no Brasil, com as obras da Copa e das Olimpíadas? Com a requalificação da área portuária? Nós só teríamos a ganhar, eu tenho certeza!</p>
<p>&#8212;&#8212;- x &#8212;&#8212; x &#8212;&#8212; x &#8212;&#8212;</p>
<p>Umas rapidinhas, pra fechar por hoje:</p>
<p>- imperdível o <a href="http://sexismonapolitica.wordpress.com/2010/08/29/campanha-incentivando-violencia-contra-candidata/" target="_blank" onclick="pageTracker._trackPageview('/outgoing/sexismonapolitica.wordpress.com/2010/08/29/campanha-incentivando-violencia-contra-candidata/?referer=');">post da Cynthia</a>, no blog <a href="http://sexismonapolitica.wordpress.com/" target="_blank" onclick="pageTracker._trackPageview('/outgoing/sexismonapolitica.wordpress.com/?referer=');">Sexismo na política</a>. É pra ser lido e divulgado. Longe de ser uma brincadeira, o teor da malfadada campanha é de um mau gosto grotesco e revela o quanto a violência contra a mulher continua um assunto sério e descuidado no país. E não se trata de uma defesa partidária, nem de falta de humor. É muito mais grave e amplo do que isso.</p>
<p>- ainda sobre política, um aviso importantíssimo: não se esqueçam que, este ano, para poder votar, não basta levar o título de eleitor à seção eleitoral. É <strong>OBRIGATÓRIO</strong> levar <strong>TAMBÉM</strong> um <strong>DOCUMENTO DE IDENTIDADE, OFICIAL, COM FOTO! </strong>Ou seja, são <span style="color: #ff0000;"><strong>DOIS DOCUMENTOS:</strong></span> o título e a identidade. Serve a carteira de identidade propriamente, passaporte, carteira de trabalho, carteira de habilitação, mas tem que ter foto. Divulgue essa notícia entre todos os seus conhecidos. Não vamos perder votos por causa disso, gente!</p>
<p>(nem vou entrar no mérito do quão &#8220;oportuna&#8221; é essa lei, e do quanto ela provavelmente vai punir os eleitores mais humildes, que muitas vezes não têm documentação completa, e o pessoal das cidades mais do interior, para quem, talvez, essa informação nem seja suficientemente divulgada. Olho vivo)</p>
<p>- fechando com mais política e cidade: ao escolher seus candidatos, se possível, avalie também a posição deles em relação aos nossos principais temas urbanos: habitação, saneamento, mobilidade e acessibilidade, sustentabilidade, educação. De preferência, do ponto de vista da maior inclusão social possível, democratizando o acesso do maior número de pessoas a esses bens e serviços, e que eles tenham mais qualidade, em todos os sentidos.</p>
<p>- agora é pra fechar, mesmo. Por falar em mobilidade e cidadania, não posso deixar de recomendar, também, veementemente, o<a href="http://mateipormenos.apostos.com/2010/08/26/antes-morrer-de-bicicleta/" target="_blank" onclick="pageTracker._trackPageview('/outgoing/mateipormenos.apostos.com/2010/08/26/antes-morrer-de-bicicleta/?referer=');"> post da Juliana</a>, sobre a banalização da morte de pedestres por atropelamentos. No mesmo assunto, sempre tem textos interessantíssimos no<a href="http://www.apocalipsemotorizado.net/" target="_blank" onclick="pageTracker._trackPageview('/outgoing/www.apocalipsemotorizado.net/?referer=');"> Apocalipse Motorizado</a>, como <a href="http://www.apocalipsemotorizado.net/2009/01/12/a-maioria-silenciosa/" target="_blank" onclick="pageTracker._trackPageview('/outgoing/www.apocalipsemotorizado.net/2009/01/12/a-maioria-silenciosa/?referer=');">esse daqui</a>, do ano passado.</p>
<p>Volto já, até daqui a pouco.</p>
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		<title>Verás que um filho teu não foge à luta*</title>
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		<pubDate>Fri, 20 Aug 2010 22:47:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ana Paula</dc:creator>
				<category><![CDATA[Arquitetura & Urbanismo]]></category>
		<category><![CDATA[Outros]]></category>
		<category><![CDATA[opiniões]]></category>
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		<description><![CDATA[<p>Eu pensei, de verdade, que durante as férias eu ia conseguir voltar a escrever com calma e mais regularidade. Vejo que subestimei o tamanho do meu cansaço. Eu estava realmente exausta, e bateu aquele vazio, aquela vontade de só dormir e mais nada. Acho mesmo que não cheguei a descansar tudo o que precisava, e diariamente [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Eu pensei, de verdade, que durante as férias eu ia conseguir voltar a escrever com calma e mais regularidade. Vejo que subestimei o tamanho do meu cansaço. Eu estava realmente exausta, e bateu aquele vazio, aquela vontade de só dormir e mais nada. Acho mesmo que não cheguei a descansar tudo o que precisava, e diariamente me sinto atropelada pelo ritmo do novo semestre que já começou com toda a corda, enquanto eu ainda me sinto zonza, com sono e com mais de 5 semanas de trabalho atrasado. Eu vejo o futuro repetir o passado e o tempo não pára. Ticking away the moments that make up a dull day&#8230; waiting for someone or something to show you the way. Cara, eu preciso sacudir a cabeça, espanar a letargia e me mexer.</p>
<p>Nesse tempo em que eu estive parada, pelo menos algumas coisas boas aconteceram, e uma das melhores, sem dúvida, foi a volta do<a href="http://www.idelberavelar.com/" target="_blank" onclick="pageTracker._trackPageview('/outgoing/www.idelberavelar.com/?referer=');"> Idelber </a>e seu <a href="http://www.idelberavelar.com/" target="_blank" onclick="pageTracker._trackPageview('/outgoing/www.idelberavelar.com/?referer=');"><strong>Biscoito Fino</strong></a>, que podemos voltar a degustar diariamente. Corre lá que tem <a href="http://www.idelberavelar.com/archives/2010/08/jose_serra_e_seu_descompasso_com_o_mundo.php" target="_blank" onclick="pageTracker._trackPageview('/outgoing/www.idelberavelar.com/archives/2010/08/jose_serra_e_seu_descompasso_com_o_mundo.php?referer=');">muita</a> <a href="http://www.idelberavelar.com/archives/2010/08/sobre_o_conflito_colombiano.php" target="_blank" onclick="pageTracker._trackPageview('/outgoing/www.idelberavelar.com/archives/2010/08/sobre_o_conflito_colombiano.php?referer=');">coisa</a> <a href="http://www.idelberavelar.com/archives/2010/08/autocritica_do_dunguismo_de_esquerda.php" target="_blank" onclick="pageTracker._trackPageview('/outgoing/www.idelberavelar.com/archives/2010/08/autocritica_do_dunguismo_de_esquerda.php?referer=');">ótima</a>.</p>
<p>Outro fato que me surpreendeu também foi a repercussão <a href="http://www.urbanamente.net/blog/2010/07/12/posso-falar-um-pouquinho-sobre-gramatica/" target="_blank">deste post</a> sobre gramática, tema que nem é central no blog, mas que foi alvo de um desabafo meu enquanto corrigia provas dois meses atrás, e que rendeu boas conversas e um debate interessante na <a href="http://www.urbanamente.net/blog/2010/07/12/posso-falar-um-pouquinho-sobre-gramatica/#comments" target="_blank">caixa de comentários</a>.</p>
<p>Quero voltar a falar dos assuntos parados. Ouvi uma observação um tempo atrás que está correta, e cuja constatação me causa incômodo: eu tenho o mau hábito de iniciar (e anunciar) séries que depois não levo adiante, gerando expectativas e causando alguma frustração nos que gostariam de acompanhar o desenrolar do assunto. As cidades muçulmanas foram as últimas vítimas. Mas vou retomar (eu já ia completando com um &#8220;prometo&#8221;, mas achei melhor não. Minhas promessas bloguísticas não estão valendo muito na praça). Pra ir reesquentando os motores, eu dou uma sugestão de filme: <a href="http://www.adorocinema.com/filmes/o-que-resta-do-tempo/#ficha-tecnica" target="_blank" onclick="pageTracker._trackPageview('/outgoing/www.adorocinema.com/filmes/o-que-resta-do-tempo/_ficha-tecnica?referer=');"><strong>O que resta do tempo</strong></a> (<a href="http://www.imdb.com/title/tt1037163/" target="_blank" onclick="pageTracker._trackPageview('/outgoing/www.imdb.com/title/tt1037163/?referer=');">The time that remains</a>), de Elia Suleiman. Aqui no Rio acho que já saiu de cartaz, mas a gente pode colocar na lista de espera para o dvd. O filme trança a vida do próprio diretor, recuperada através dos diários do pai e de cartas da mãe, com a história de ocupação da Palestina pelo governo israelense nos últimos 60 anos. Só não concordo, no título da <a href="http://jbonline.terra.com.br/pextra/2010/04/29/e29049133.asp" target="_blank" onclick="pageTracker._trackPageview('/outgoing/jbonline.terra.com.br/pextra/2010/04/29/e29049133.asp?referer=');">resenha do jornal</a>, com chamar de &#8220;conflito&#8221; uma guerra cruel que já se tornou um verdadeiro massacre.</p>
<p>Além das cidades muçulmanas eu estou devendo falar mais sobre algumas impressões de viagem, no que diz respeito à análise de espaços públicos e projetos urbanos. Enquanto isso, algumas coisas:</p>
<p>- No<a href="http://www.bb.com.br/portalbb/home22,128,10151,0,0,1,1.bb?codigoMenu=9887" target="_blank" onclick="pageTracker._trackPageview('/outgoing/www.bb.com.br/portalbb/home22_128_10151_0_0_1_1.bb?codigoMenu=9887&amp;referer=');"> Centro Cultural do Banco do Brasil</a> aqui no Rio, está em cartaz uma belíssima<a href="http://www.bb.com.br/portalbb/page511,128,10154,1,0,1,1.bb?dtInicio=8/2010&amp;codigoEvento=3535" target="_blank" onclick="pageTracker._trackPageview('/outgoing/www.bb.com.br/portalbb/page511_128_10154_1_0_1_1.bb?dtInicio=8/2010_amp_codigoEvento=3535&amp;referer=');"> exposição</a> sobre a viagem capitaneada pelo alemão <strong>Langsdorff</strong> ao interior do Brasil entre 1821 e 1829. Eu acho fascinante que a gente tenha descoberto tanto do nosso país através dos olhos de tantos estrangeiros que por aqui estiveram, que pintaram as paisagens, as cenas urbanas,  retrataram índios, negros, portugueses, mestiços, recolheram espécimes de plantas e bichos, relataram em seus diários os hábitos, os eventos, as aventuras que viveram. Além das aquarelas bem ao gosto do Enciclopedismo típico da época, há mapas e plantas de cidades, e um texto cuidadoso que fala das circunstâncias da expedição e seus personagens &#8211; Rugendas, Taunay, Florence. Até 26 de setembro, entrada franca.</p>
<p>- Outra exposição que estou louca para ver, mas ainda não entrou em cartaz é <a href="http://mapasinvisiveis.wordpress.com/2010/08/11/a-cidade-e-sua-escrita/" target="_blank" onclick="pageTracker._trackPageview('/outgoing/mapasinvisiveis.wordpress.com/2010/08/11/a-cidade-e-sua-escrita/?referer=');"><strong>Mapas invisíveis</strong></a>, que vai estrear na Caixa Cultural (prédio da Caixa Econômica do Rio, no Centro, próximo ao Largo da Carioca) no dia 08 de novembro. Neste <a href="http://mapasinvisiveis.wordpress.com/" target="_blank" onclick="pageTracker._trackPageview('/outgoing/mapasinvisiveis.wordpress.com/?referer=');">link</a> você pode ver em que consiste a proposta, os artistas que participarão, e acompanhar as discussões a respeito.</p>
<p>- No próximo post eu quero comentar a palestra que assisti na UFRJ há poucas semanas, com o <a href="http://parededemeia.blogspot.com/" target="_blank" onclick="pageTracker._trackPageview('/outgoing/parededemeia.blogspot.com/?referer=');">Fernando Lara</a>, com o instigante título de <strong>&#8220;O cimento feroz: considerações sobre Arquiteturas Contemporâneas da América Latina&#8221;</strong>. Fiz diversas anotações, e alguns aspectos do que ele disse me chamaram muito a atenção, quero dividir com vocês.</p>
<p>- Por fim, um assunto que tanta gente evita, mas que eu acho necessário trazer pra frente da discussão: as nossas próximas eleições. Quem me acompanha aqui ou no <a href="https://www.google.com/reader/view/?tab=my#overview-page" target="_blank" onclick="pageTracker._trackPageview('/outgoing/www.google.com/reader/view/?tab=my_overview-page&amp;referer=');">GReader</a>, pelos links que partilho, sabe o que penso e as ideias que defendo. O que isso tem a ver com a cidade e com os temas urbanos que procuramos discutir aqui? TUDO. Vocês já se deram conta de que o mesmo termo grego que designa a cidade &#8211; POLIS &#8211; está na raiz da palavra POLÍTICA? Em que pesem as diferenças históricas e conceituais entre a democracia grega e a democracia contemporânea, a política continua sendo essencialmente a expressão da nossa participação na vida da cidade (ou do país, do mundo) em que vivemos. Todas as nossas ações e decisões nesse sentido são políticas, mesmo &#8211; e especialmente danosas &#8211; as de não participar (ou achar que não está participando do processo ao dar as costas).</p>
<p>Eu prezo acima de tudo a pluralidade democrática, que nos permite fazer nossas escolhas e manifestá-las livremente. Sobre isso, vou contar uma coisa. Estava em sala de aula esta semana, falando sobre plano diretor e as modificações trazidas pela <a href="http://www.pge.sp.gov.br/centrodeestudos/bibliotecavirtual/dh/volume%20i/constituicao%20federal.htm" target="_blank" onclick="pageTracker._trackPageview('/outgoing/www.pge.sp.gov.br/centrodeestudos/bibliotecavirtual/dh/volume_20i/constituicao_20federal.htm?referer=');">Constituição de 1988</a>, em seus artigos 182 e 183, que tratam da política de desenvolvimento urbano e enfatizam a função social da propriedade (artigos regulamentados em 2001 pelo <a href="www.ibam.org.br/publique/media/Cidade.pdf" target="_blank">Estatuto da Cidade</a> &#8211; link em pdf), quando me dei conta de que estavam todos me olhando como se eu falasse do século passado (e pior que eu falava mesmo!). Perguntei e não deu outra: ninguém ali tinha nascido antes disso. Uau!  Em 1988 eu era uma pirralha recém-formada em Comunicação Social, morando no interior do Tocantins, trabalhando como jornalista (péssima jornalista, diga-se, sem nenhuma paixão pela profissão, tanto que larguei), engajada na minha primeira eleição para presidente da República (Collor x Lula, 1989). A maioria dos meus alunos passou a infância na década de 90, enquanto eu tinha filhos e fazia minha segunda faculdade.</p>
<p>Há entre vários desses jovens uma crença disseminada de que não vale a pena se interessar ou participar do processo político porque  os políticos são todos corruptos, ninguém presta, o jogo é sujo e portanto tanto faz, melhor não votar, anular para mostrar minha insatisfação &#8220;com tudo isso que está aí&#8221;. Este pensamento encerra, pra começar, uma premissa moral de que a política deveria ser um sacerdócio praticado por idealistas isentos de qualquer interesse próprio, seres 100% honestos, abnegados, incorruptíveis. Algum de nós é assim? A política é uma fricção constante, uma negociação por objetivos e estratégias, praticada por atores que agem e também sofrem os resultados de suas ações, que têm interesses, bagagens culturais, históricas, sociais diferentes. E não estou falando só dos detentores de cargos eletivos, mas de todos nós que &#8211; ainda que sem perceber &#8211; fazemos política o tempo todo. Associações civis, grupos de empresários, comunidade acadêmica, sindicatos e organizações profissionais, cidadãos que constroem e partilham o espaço urbano o tempo todo.</p>
<p>Eu me pergunto: a quem interessa esse discurso e essa prática, de despolitização? Quem se beneficia da apatia política, da desmobilização popular, do clima de não-vale-a-pena? Que bem pode fazer à democracia o meu nariz torcido, o meu desdém, a minha ilusão de que eu não faço parte disso tudo? Quem ocupa a brecha deixada pelos que dão as costas? Qual a alternativa? Sim, porque o lugar do poder e da decisão será sempre ocupado, quer eu goste ou não. E a minha recusa em meter a colher nesse mingau sob a alegação de que é tudo imundo e eu não quero me sujar só abre espaço pra mais daquilo que eu tanto critico. Melhor prestar atenção, acompanhar, cobrar, participar. Pensem nisso antes de ir às urnas em outubro.</p>
<p>Volto já. Mesmo.</p>
<p><em>* Referência à excelente arte feita sobre a capa da revista Época desta semana, que destaca ameaçadoramente o &#8220;passado guerrilheiro&#8221; da candidata do PT à presidência, Dilma Roussef.</em></p>
<p><a href="http://www.urbanamente.net/blog/mngt/wp-content/uploads/2010/08/dilma_ALUTA.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-822" title="dilma_ALUTA" src="http://www.urbanamente.net/blog/mngt/wp-content/uploads/2010/08/dilma_ALUTA.jpg" alt="" width="200" height="267" /></a></p>
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		<title>Rapidinho, só pra dizer que eu não sumi</title>
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		<pubDate>Sun, 04 Jul 2010 15:43:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ana Paula</dc:creator>
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		<description><![CDATA[<p>Não só eu não sumi, como estou com os dedos coçando muito de vontade de continuar este assunto e começar outros. Mas o final do semestre está pior do que eu imaginava.</p>
<p>Além das pilhas de trabalhos e provas para corrigir, provas finais para preparar, notas para lançar, últimas aulas para montar (algumas de assuntos que &#8211; [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Não só eu não sumi, como estou com os dedos coçando muito de vontade de continuar este assunto e começar outros. Mas o final do semestre está pior do que eu imaginava.</p>
<p>Além das pilhas de trabalhos e provas para corrigir, provas finais para preparar, notas para lançar, últimas aulas para montar (algumas de assuntos que &#8211; eu confesso sem pudor &#8211; tenho que pesquisar e ler muito antes porque nunca falei do tema), juntaram-se questões familiares que requisitaram a minha completa prioridade. Já está tudo encaminhado, ou pelo menos se encaminhando, com boas perspectivas de solução/tratamento, mas deu pra passar susto.</p>
<p>Nesse meio tempo, meu filho caçula fez 16 anos essa semana e isso me provocou uma avalanche de sentimentos muito bons mas muito intensos, reavaliações da minha própria adolescência, da minha relação com ele, da maneira como eu o vejo e como me sinto em relação a ele, e uma pequena frase num e-mail da minha mãe fez tanto significado pra mim. Eu tinha escrito umas coisas sobre isso tudo, e quis mostrar a ela. Ela me disse que ficou emocionada e que viu, na descrição que eu fiz dele, muito de mim, quando eu era pequena. Ela me chamou a atenção para o quanto ele se parece comigo em diversos traços de personalidade. Engraçado como a gente esquece as coisas (algumas coisas pelo menos), e é verdade. Ao longo desses 16 anos do crescimento, desenvolvimento, amadurecimento dele, muitas vezes olhar para o meu filho foi como olhar para um espelho, só que esse processo todo é inconsciente, e gera uns conflitos e até uns desconfortos dos quais só agora eu tenho me dado conta. Hoje eu percebo o quanto ele está num momento bonito e importante, tomando pé dos seus destinos, fazendo suas escolhas com clareza e maturidade (para a idade dele, claro), se tornando um rapaz bacana e cheio dos melhores potenciais e fico tão orgulhosa disso. Principalmente porque ele tem mostrado personalidade para traçar o próprio caminho, sem andar na sombra de ninguém. Essa coisa de reconhecer (e acolher em paz) os traços que a gente traz dos pais, da história da família, e ainda assim se saber e se contruir diferente é muito bonita. E complicada, e difícil de vez em quando, e leva tempo (levou pra mim, pelo menos). Pronto, acabou o momento terapia em público. <img src='http://www.urbanamente.net/blog/mngt/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':-)' class='wp-smiley' /> </p>
<p>Devo dizer ainda, em minha defesa, que cerca de dez dias atrás, eu cheguei a escrever o capítulo 2 inteirinho desse nosso tema islamismo, bem como prometido: a Arábia pré-islâmica e o contexto do surgimento de Maomé, assim como dos fundamentos da nova religião.  Estava sendo tudo escrito num arquivo separadinho, e, devo sucumbir à vaidade pra dizer que ficou muito bem arrumadinho. Faltava só inserir as imagens e links. Tudo sendo salvo a cada parágrafo acrescentado. Aí (parece desculpa de aluno, pra eu pagar a minha língua) o computador travou (meu <em>departamento técnico</em>, <em>aka Marido</em>, já identificou que o HD está em seus últimos suspiros de vida e é isso que está ocasionando esses problemas), eu tive que reiniciar e eis que: cabum! ele havia simplesmente esvaziado o arquivo inteirinho. O arquivo estava lá, na pasta certa, mas o conteúdo sumiu! Mesmo com meu personal expert, não foi possível recuperar nenhuma linha. Fiquei tão braba e chateada (eu tinha levado três horas ajustando tudo, checando informações, revisando, vocês pensam que escrever é fácil?) que m abati e não consegui escrever de novo. Os problemas já mencionados de final de semestre e prazos se acumularam e eu ainda não consegui enfrentar o assunto de novo. Mas vou fazê-lo, tenham paciência. Quem sabe semana que vem?</p>
<p>Bom, isso é porque o título do post era &#8220;Rapidinho&#8221;. Imagina se fosse &#8220;Devagarinho&#8221;. <img src='http://www.urbanamente.net/blog/mngt/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':-)' class='wp-smiley' /> </p>
<p>Já volto. Bjs</p>
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		<title>Um ano</title>
		<link>http://www.urbanamente.net/blog/2010/03/28/um-ano/</link>
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		<pubDate>Sun, 28 Mar 2010 16:14:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ana Paula</dc:creator>
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		<category><![CDATA[parabéns]]></category>

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		<description><![CDATA[<p></p>
<p>Passou depressa. Eu estou muito feliz de estar aqui, de ter conhecido gente ótima através do blog, de ter começado a pensar e escrever sobre tanta coisa. Obrigada a cada um que leu, que comentou, que indicou, que dividiu com todos sua opinião, sua dúvida, sua discordância, sua sugestão.</p>
<p>Eu acabei escrevendo menos do que pensei que [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.urbanamente.net/blog/mngt/wp-content/uploads/2010/03/brinde.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-750" title="brinde" src="http://www.urbanamente.net/blog/mngt/wp-content/uploads/2010/03/brinde.jpg" alt="" width="328" height="400" /></a></p>
<p>Passou depressa. Eu estou muito feliz de estar aqui, de ter conhecido gente ótima através do blog, de ter começado a pensar e escrever sobre tanta coisa. Obrigada a cada um que leu, que comentou, que indicou, que dividiu com todos sua opinião, sua dúvida, sua discordância, sua sugestão.</p>
<p>Eu acabei escrevendo menos do que pensei que faria, mas a variedade de temas e o alcance do blog superaram minhas expectativas. Continuo cheia de ideias e disposição.</p>
<p>Vambora pra mais um ano!</p>
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		<title>Fim de ano, de novo.</title>
		<link>http://www.urbanamente.net/blog/2009/12/29/fim-de-ano-de-novo/</link>
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		<pubDate>Tue, 29 Dec 2009 20:43:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ana Paula</dc:creator>
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		<description><![CDATA[<p>Sinceramente?
Não sei bem o que dizer. Tou meio desanimada, eu acho.</p>
<p style="margin-bottom: 0in;">As atividades na faculdade se encerraram no dia 17, eu estava um caco. Essa coisa de fechar notas, decidir reprovações, enfrentar as minhas reflexões recorrentes sobre o que é dar aula numa faculdade privada e sobre o nível geral dos alunos, do ensino, blablabla, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Sinceramente?<br />
Não sei bem o que dizer. Tou meio desanimada, eu acho.</p>
<p style="margin-bottom: 0in;">As atividades na faculdade se encerraram no dia 17, eu estava um caco. Essa coisa de fechar notas, decidir reprovações, enfrentar as minhas reflexões recorrentes sobre o que é dar aula numa faculdade privada e sobre o nível geral dos alunos, do ensino, blablabla, tudo isso foi mais extenuante esse ano pra mim do que em outros, ainda estou pra descobrir exatamente por quê. Achei que ia aparecer aqui mais cedo. Só que eu estava um caco (já disse isso? Ah, tá, desculpe), precisava dormir, assim talvez umas 48 horas seguidas, numa bolha de ar condicionado se possível, e nem isso dava pra fazer. Fui rapidamente abduzida pelas intermináveis festividades de fim de ano, confraternizações, festa de formatura e colação de grau do filho mais velho (sim, o garoto terminou o ensino médio e está prestando vestibular), e as indefectíveis compras de natal. Preparar a ceia, armar a árvore, filhos de férias em casa, shoppings lotados, trânsito insuportável, calor pior ainda, chuvas de verão, tá todo mundo meio irritado e esquisito mesmo ou sou eu que estou ficando velha e rabugenta?</p>
<p style="margin-bottom: 0in;">Depois disso, ou pra ornar com o cenário, eu gripei. Seriamente. Três dias lindos pra ficar arriada, de cama: 24, 25 e 26 de dezembro. Sinusite, garganta inflamada, dor no corpo e fraqueza. E claro, total ausência de olfato ou paladar. Alguém aí talvez argumente que pelo menos assim eu não devo ter engordado tanto com as comilanças da ceia. Engraçadinho. Mas a verdade é que a gente perde totalmente o prazer de comer quando não consegue distinguir nem se o que está colocando na boca é doce ou salgado. E essa parte ainda não passou de todo. Talvez seja mesmo um momento apropriado pra recomeçar a dieta.</p>
<p style="margin-bottom: 0in;">De toda forma, tudo isso está ligado a um momento pessoal. Claro, sempre está. Não vou fazer meu blog de querido diário nem de consultório sentimental. Nada contra quem faz, por favor. Mas não foi esse o meu propósito aqui e continua não sendo. Só tive vontade de falar umas coisas em voz alta. Fim de ano, né? Os mesmos programas idiotas na tv, as mesmas reportagens sobre que maquiagem usar no ano novo, como manter suas promessas de ano novo, as simpatias, os caroços de romã, as ondinhas pra pular, os preparativos para os fogos de Copacabana, as mesmas retrospectivas com o mesmo locutor, e eu vou confessar a vocês: não tou achando graça em nada disso.</p>
<p style="margin-bottom: 0in;">O que não me impede de desejar a todos vocês que o novo ciclo seja bom. Eu ia dizer seja ótimo. Mas se for bom, eu já fico feliz da vida. Eu tou meio sem criatividade para esses votos-clichê. Paz, prosperidade, amor, saúde, alegrias, sucesso, etc, etc, etc. Não estou sentindo exatamente firmeza nem sinceridade nessas palavras saindo da minha boca. Não no momento. Consigo desejar, de coração, serenidade e força, serve? Alguma leveza, clareza de pensamento, abrigo na tempestade, coragem, bons amigos e bons momentos pra respirar no meio das dificuldades, pequenas mas sólidas conquistas, surpresas e oportunidades legais ao longo da jornada, um pouco de sorte, motivos pra sorrir muitas vezes, consciência tranquila no travesseiro, soluções à medida que elas forem necessárias.  E, ao final do ano que vem, poder olhar pra trás e descobrir que os caminhos trilhados foram menos árduos do que parecem agora. É o que eu desejo pra mim mesma. É o que eu desejo a vocês.</p>
<p style="margin-bottom: 0in;">Vi essa tirinha da Mafalda, que eu amo de paixão, por acaso, <a href="http://diariosdabicicleta.blogspot.com/2009/12/o-desejo-do-ano-novo.html" target="_blank" onclick="pageTracker._trackPageview('/outgoing/diariosdabicicleta.blogspot.com/2009/12/o-desejo-do-ano-novo.html?referer=');">neste blog</a>. Achei tão adequada, tão legal, tão perfeita, que repito aqui, e deixo de presente pra todo mundo. Beijos e até semana que vem!</p>
<p style="margin-bottom: 0in;"><img class="aligncenter size-full wp-image-621" title="mafalda-thumb" src="http://www.urbanamente.net/blog/mngt/wp-content/uploads/2009/12/mafalda-thumb.jpg" alt="mafalda-thumb" width="400" height="222" /></p>
]]></content:encoded>
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		<title>Rapidinhas</title>
		<link>http://www.urbanamente.net/blog/2009/11/01/rapidinhas/</link>
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		<pubDate>Sun, 01 Nov 2009 21:21:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ana Paula</dc:creator>
				<category><![CDATA[Outros]]></category>

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		<description><![CDATA[<p>1) Escrevi um artigo sobre a realização das Olimpíadas no Rio de Janeiro, abordando as implicações em termos de desenvolvimento para a cidade e a maioria de sua população, as prioridades na alocação de recursos e investimentos públicos, e as experiências, do ponto de vista das consequências urbanísticas, das realizações de algumas das últimas cidades-sede dos [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>1) Escrevi um <a href="http://blogsarj.wordpress.com/2009/10/29/olimpiadas-o-que-realmente-esta-em-jogo/" target="_blank" onclick="pageTracker._trackPageview('/outgoing/blogsarj.wordpress.com/2009/10/29/olimpiadas-o-que-realmente-esta-em-jogo/?referer=');">artigo</a> sobre a realização das Olimpíadas no Rio de Janeiro, abordando as implicações em termos de desenvolvimento para a cidade e a maioria de sua população, as prioridades na alocação de recursos e investimentos públicos, e as experiências, do ponto de vista das consequências urbanísticas, das realizações de algumas das últimas cidades-sede dos Jogos. Está publicado no blog do <strong><a href="http://blogsarj.wordpress.com/" target="_blank" onclick="pageTracker._trackPageview('/outgoing/blogsarj.wordpress.com/?referer=');">Sindicato dos Arquitetos</a></strong>, e eu convido a todos para darem uma lida e participarem do debate. É um assunto que diz respeito a todos nós (cariocas especialmente, mas todos em geral, até porque a lógica que se aplica pode ser utilizada na análise de diversos outros empreendimentos nas nossas cidades) porque as decisões que forem tomadas nos afetarão a todos.</p>
<p>2) Aliás, arquitetos ou não arquitetos, o blog é relativamente novo e está com uns temas muito interessantes, numa abordagem clara e de defesa dos melhores interesses da nossa cidade, estabelecendo mais um forum importante de discussão nas áreas de arquitetura e urbanismo. Eu recomendo muito.</p>
<p>3) Outro vício recente, que tem me arrancado gargalhadas (algumas de nervoso, porque tudo o que está ali é acidamente verdadeiro) é o <a href="http://classemediawayoflife.blogspot.com/" target="_blank" onclick="pageTracker._trackPageview('/outgoing/classemediawayoflife.blogspot.com/?referer=');">Classe Média Way of Life</a>. Destaque para a série &#8220;Morar em apartamento&#8221;. Vai lá e me diz se não é assim mesmo?</p>
<p>4) Sobre o grotesco e pavoroso episódio envolvendo a minissaia da moça lá na Uniban, eu não vou dizer nada porque a <a href="http://marjorierodrigues.wordpress.com/" target="_blank" onclick="pageTracker._trackPageview('/outgoing/marjorierodrigues.wordpress.com/?referer=');">Marjorie</a> e a <a href="http://beauvoriana2.zip.net/" target="_blank" onclick="pageTracker._trackPageview('/outgoing/beauvoriana2.zip.net/?referer=');">Mary W</a> já disseram por mim. Querem saber o que eu penso a respeito? Vai <a href="http://marjorierodrigues.wordpress.com/2009/10/29/pensamentos-soltos-sobre-a-humilhacao/" target="_blank" onclick="pageTracker._trackPageview('/outgoing/marjorierodrigues.wordpress.com/2009/10/29/pensamentos-soltos-sobre-a-humilhacao/?referer=');">lá </a>e dá uma <a href="http://beauvoriana2.zip.net/arch2009-10-01_2009-10-31.html#2009_10-29_00_59_44-127299368-0" target="_blank" onclick="pageTracker._trackPageview('/outgoing/beauvoriana2.zip.net/arch2009-10-01_2009-10-31.html_2009_10-29_00_59_44-127299368-0?referer=');">lida</a> nelas.</p>
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		<title>Leis da arquitetura</title>
		<link>http://www.urbanamente.net/blog/2009/08/13/leis-da-arquitetura/</link>
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		<pubDate>Thu, 13 Aug 2009 16:09:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ana Paula</dc:creator>
				<category><![CDATA[Outros]]></category>
		<category><![CDATA[abobrinhas]]></category>
		<category><![CDATA[arquitetura]]></category>

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		<description><![CDATA[<p>Pausa pra rir um pouquinho.</p>
<p>Eu tou aqui limpando a minha caixa de e-mail, que está lotada e me ameaçando de ter que comprar mais espaço se quiser continuar a ter este endereço. Blé. Daí que tenho jogado muita coisa fora, mas guardo alguns arquivos, em outras pastas, para consulta futura, principalmente coisas de trabalho. Reparei que [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Pausa pra rir um pouquinho.</p>
<p>Eu tou aqui limpando a minha caixa de e-mail, que está lotada e me ameaçando de ter que comprar mais espaço se quiser continuar a ter este endereço. Blé. Daí que tenho jogado muita coisa fora, mas guardo alguns arquivos, em outras pastas, para consulta futura, principalmente coisas de trabalho. Reparei que tenho um monte de piadas na caixa e resolvi salvar um arquivão só com isso. Dentre as que reli e me arrancaram novas risadas, estava essa aí. Veio há mais de dois anos, eu não sei a fonte, não tem autoria. Dedico aos meus coleguinhas, e em especial ao <a href="http://correioselado.blogs.sapo.pt/" target="_blank" onclick="pageTracker._trackPageview('/outgoing/correioselado.blogs.sapo.pt/?referer=');">Cláudio Luiz</a>, que está fazendo obra em casa (ui, tadinho!). Mas tem potencial pra divertir todo mundo, coloque-se na posição do coitado do cliente do arquiteto e veja:</p>
<p style="margin-bottom: 0in; line-height: 0.26in;" align="JUSTIFY"><span style="font-family: Arial,sans-serif;"><span style="font-size: small;"><span style="color: #000000;">LEI DO LOTE ESTREITO: em todos os lotes falta um metro de largura.<br />
</span></span></span></p>
<p style="margin-bottom: 0in; line-height: 0.26in;" align="JUSTIFY"><span style="font-family: Arial,sans-serif;"><span style="font-size: small;"><span style="color: #000000;">LEI DO TOPÓGRAFO: dois levantamentos topográficos de um lote nunca são iguais. Corolário: Se existe um só levantamento este é confiável. Se existem dois&#8230;Nenhum é confiável.</span></span></span></p>
<p style="margin-bottom: 0in; line-height: 0.26in;" align="JUSTIFY"><span style="font-family: Arial,sans-serif;"><span style="font-size: small;"><span style="color: #000000;">LEI DO BI-PROJETO: o cliente que necessita ampliar a garagem e construir um grande edifício, somente construirá a garagem.<br />
</span></span></span></p>
<p style="margin-bottom: 0in; line-height: 0.26in;" align="JUSTIFY"><span style="font-family: Arial,sans-serif;"><span style="font-size: small;"><span style="color: #000000;">LEI DO CARTOON: Se um cliente chama &#8220;desenhinho&#8221; ao anteprojeto, ele não vai querer pagá-lo.</span></span></span></p>
<p style="margin-bottom: 0in; line-height: 0.26in;" align="JUSTIFY"><span style="font-family: Arial,sans-serif;"><span style="font-size: small;"></span></span></p>
<p style="margin-bottom: 0in; line-height: 0.26in;" align="JUSTIFY"><span style="font-family: Arial,sans-serif;"><span style="font-size: small;"><span style="color: #000000;">LEI DA CERÂMICA: Nenhuma cerâmica de 20 x 20 mede 20 x 20.</span></span></span></p>
<p style="margin-bottom: 0in; line-height: 0.26in;" align="JUSTIFY"><span style="font-family: Arial,sans-serif;"><span style="font-size: small;"><span style="color: #000000;">LEI DO CAMINHÃO: Sempre que se vai verificar uma entrega de materiais, dirão que &#8220;o caminhão já saiu para entregar&#8221;</span></span></span></p>
<p style="margin-bottom: 0in; line-height: 0.26in;" align="JUSTIFY"><span style="font-family: Arial,sans-serif;"><span style="font-size: small;"><span style="color: #000000;">LEI DO &#8220;NINGUÉM SABE&#8221;: O cliente nunca sabe o que quer. O arquiteto tampouco sabe o que quer o cliente. O cliente nunca entende o que quer o arquiteto. Corolário: O projeto nunca reflete o que quer o arquiteto, nem o que quer o cliente.</span></span></span></p>
<p style="margin-bottom: 0in; line-height: 0.26in;" align="JUSTIFY"><span style="font-family: Arial,sans-serif;"><span style="font-size: small;"><span style="color: #000000;">LEI DA BUSCA: Não importa que seu projeto fique em um local escondido; se for um mau projeto, todos irão encontrá-lo.</span></span></span></p>
<p style="margin-bottom: 0in; line-height: 0.26in;" align="JUSTIFY"><span style="font-family: Arial,sans-serif;"><span style="font-size: small;"></span></span></p>
<p style="margin-bottom: 0in; line-height: 0.26in;" align="JUSTIFY"><span style="font-family: Arial,sans-serif;"><span style="font-size: small;"><span style="color: #000000;">LEI DO VIZINHO: Se no lote vizinho existe um edifício de &#8220;N&#8221; pavimentos, no seu terreno será permitido &#8220;N – 2&#8243;. Se seu edifício tem &#8220;N&#8221; pavimentos, seu vizinho poderá construir &#8220;N + 2&#8243;</span></span></span></p>
<p style="margin-bottom: 0in; line-height: 0.26in;" align="JUSTIFY"><span style="font-family: Arial,sans-serif;"><span style="font-size: small;"><span style="color: #000000;">LEI DO PRONTO: Se um cliente solicita uma modificação de projeto, diga que é impossível de ser realizada: depois estude o caso.</span></span></span></p>
<p style="margin-bottom: 0in; line-height: 0.26in;" align="JUSTIFY"><span style="font-family: Arial,sans-serif;"><span style="font-size: small;"></span></span></p>
<p style="margin-bottom: 0in; line-height: 0.26in;" align="JUSTIFY"><span style="font-family: Arial,sans-serif;"><span style="font-size: small;"><span style="color: #000000;">LEI DO TEMPO A FAVOR: Demore a realizar o detalhamento e não será preciso faze-lo.</span></span></span></p>
<p style="margin-bottom: 0in; line-height: 0.26in;" align="JUSTIFY"><span style="font-family: Arial,sans-serif;"><span style="font-size: small;"></span></span></p>
<p style="margin-bottom: 0in; line-height: 0.26in;" align="JUSTIFY"><span style="font-family: Arial,sans-serif;"><span style="font-size: small;"><span style="color: #000000;">LEI DOS EGOS: Se quer um bom projeto, utilize o material adequado. Se quiser que seja publicado, use tijolos de vidro.</span></span></span></p>
<p style="margin-bottom: 0in; line-height: 0.26in;" align="JUSTIFY"><span style="font-family: Arial,sans-serif;"><span style="font-size: small;"><span style="color: #000000;">LEI DO ELETRODOMÉSTICO: Todas as máquinas de lavar pratos são 5 cm maiores do que o espaço previsto em projeto para elas.</span></span></span></p>
<p style="margin-bottom: 0in; line-height: 0.26in;" align="JUSTIFY"><span style="font-family: Arial,sans-serif;"><span style="font-size: small;"></span></span></p>
<p style="margin-bottom: 0in; line-height: 0.26in;" align="JUSTIFY"><span style="font-family: Arial,sans-serif;"><span style="font-size: small;"><span style="color: #000000;">LEI DO TEMPO: A temporada de chuvas começa no dia em que se iniciam as escavações.</span></span></span></p>
<p style="margin-bottom: 0in; line-height: 0.26in;" align="JUSTIFY"><span style="font-family: Arial,sans-serif;"><span style="font-size: small;"></span></span></p>
<p style="margin-bottom: 0in; line-height: 0.26in;" align="JUSTIFY"><span style="font-family: Arial,sans-serif;"><span style="font-size: small;"><span style="color: #000000;">LEI DO MAL: Não importa a causa: se algo sai mal no projeto o responsável será o arquiteto.</span></span></span></p>
<p style="margin-bottom: 0in; line-height: 0.26in;" align="JUSTIFY"><span style="font-family: Arial,sans-serif;"><span style="font-size: small;"><span style="color: #000000;">LEI DO AQUECEDOR: Para acomodar um simples aquecedor um closet deverá ser sacrificado.</span></span></span></p>
<p style="margin-bottom: 0in; line-height: 0.26in;" align="JUSTIFY"><span style="font-family: Arial,sans-serif;"><span style="font-size: small;"><span style="color: #000000;"> </span></span></span></p>
<p style="margin-bottom: 0in; line-height: 0.26in;" align="JUSTIFY"><span style="font-family: Arial,sans-serif;"><span style="font-size: small;"><span style="color: #000000;">LEI DA SATISFAÇÃO APARENTE: Se um cliente fica satisfeito:</span></span></span></p>
<p style="margin-bottom: 0in; line-height: 0.26in;" align="JUSTIFY"><span style="font-family: Arial,sans-serif;"><span style="font-size: small;"><span style="color: #000000;">a) Não entendeu o projeto.</span></span></span></p>
<p style="margin-bottom: 0in; line-height: 0.26in;" align="JUSTIFY"><span style="font-family: Arial,sans-serif;"><span style="font-size: small;"><span style="color: #000000;">b) Não pagou o projeto.</span></span></span></p>
<p style="margin-bottom: 0in; line-height: 0.26in;" align="JUSTIFY"><span style="font-family: Arial,sans-serif;"><span style="font-size: small;"><span style="color: #000000;">c) O arquiteto se enganou.</span></span></span></p>
<p style="margin-bottom: 0in; line-height: 0.26in;" align="JUSTIFY"><span style="font-family: Arial,sans-serif;"><span style="font-size: small;"><span style="color: #000000;">LEI DA TOLERÂNCIA: &#8220;Modulação&#8221; é um sistema milimétrico para que os elementos fiquem mais ou menos parecidos.</span></span></span></p>
<p style="margin-bottom: 0in; line-height: 0.26in;" align="JUSTIFY"><span style="font-family: Arial,sans-serif;"><span style="font-size: small;"><span style="color: #000000;">LEI DA EMPREGADA DOMÉSTICA: Se o quarto de empregada está projetado para que caiba uma empregada, o apartamento é velho. Se a empregada não cabe no quarto, o apartamento é novo.</span></span></span></p>
<p style="margin-bottom: 0in; line-height: 0.26in;" align="JUSTIFY"><span style="font-family: Arial,sans-serif;"><span style="font-size: small;"><span style="color: #000000;">LEI DO CLIENTE-ARQUITETO: O cliente é um arquiteto que não sabe desenhar. Quanto mais caro o projeto, mais arquiteto é o cliente e mais desenhista é o arquiteto.</span></span></span></p>
<p style="margin-bottom: 0in; line-height: 0.26in;" align="JUSTIFY"><span style="font-family: Arial,sans-serif;"><span style="font-size: small;"><span style="color: #000000;">LEI DO MESTRE DE OBRAS: Os ângulos retos não existem.</span></span></span></p>
<p style="margin-bottom: 0in; line-height: 0.26in;" align="JUSTIFY"><span style="font-family: Arial,sans-serif;"><span style="font-size: small;"></span></span></p>
<p style="margin-bottom: 0in; line-height: 0.26in;" align="JUSTIFY"><span style="font-family: Arial,sans-serif;"><span style="font-size: small;"><span style="color: #000000;">LEI DO OLHÔMETRO: Um orçamento nunca é cumprido. Corolário: se um orçamento é cumprido, alguém cometeu um erro.</span></span></span></p>
<p style="margin-bottom: 0in; line-height: 0.26in;" align="JUSTIFY"><span style="font-family: Arial,sans-serif;"><span style="font-size: small;"><span style="color: #000000;">LEI DA MEMBRANA ASFÁLTICA: Se uma cobertura não tem goteiras, &#8230;tenha paciência.</span></span></span></p>
<p style="margin-bottom: 0in; line-height: 0.26in;" align="JUSTIFY"><span style="font-family: Arial,sans-serif;"><span style="font-size: small;"></span></span></p>
<p style="margin-bottom: 0in; line-height: 0.26in;" align="JUSTIFY"><span style="font-family: Arial,sans-serif;"><span style="font-size: small;"><span style="color: #000000;">LEI DA FALSA ENTREGA: Se o carpinteiro chegou a tempo com os móveis, ele se enganou de obra.</span></span></span></p>
<p style="margin-bottom: 0in; line-height: 0.26in;" align="JUSTIFY"><span style="font-family: Arial,sans-serif;"><span style="font-size: small;"><span style="color: #000000;">LEI DA OFERTA: Se um tapete está em oferta:</span></span></span></p>
<p style="margin-bottom: 0in; line-height: 0.26in;" align="JUSTIFY"><span style="font-family: Arial,sans-serif;"><span style="font-size: small;"><span style="color: #000000;">a) É rosa com verde e lilás</span></span></span></p>
<p style="margin-bottom: 0in; line-height: 0.26in;" align="JUSTIFY"><span style="font-family: Arial,sans-serif;"><span style="font-size: small;"><span style="color: #000000;">b) Tem 2m2 a menos de que é necessário.</span></span></span></p>
<p style="margin-bottom: 0in; line-height: 0.26in;" align="JUSTIFY"><span style="font-family: Arial,sans-serif;"><span style="font-size: small;"><span style="color: #000000;">c) Já foi vendido.</span></span></span></p>
<p style="margin-bottom: 0in; line-height: 0.26in;" align="JUSTIFY"><span style="font-family: Arial,sans-serif;"><span style="font-size: small;"></span></span></p>
<p style="margin-bottom: 0in; line-height: 0.26in;" align="JUSTIFY"><span style="font-family: Arial,sans-serif;"><span style="font-size: small;"><span style="color: #000000;">LEI DO &#8220;FICOU&#8221;: Nas obras, as coisas não são feitas: elas ficam. Exemplo: &#8220;Ficou torcido&#8221;, &#8220;Ficou curto&#8221;, &#8220;Ficou torto&#8221;&#8230;</span></span></span></p>
<p style="margin-bottom: 0in; line-height: 0.26in;" align="JUSTIFY"><span style="font-family: Arial,sans-serif;"><span style="font-size: small;"><span style="color: #000000;">LEI DO CLIENTE FIXO: Se você projetou e construiu um apartamento  num local adequado, de tamanho adequado e a um preço adequado:</span></span></span></p>
<p style="margin-bottom: 0in; line-height: 0.26in;" align="JUSTIFY"><span style="font-family: Arial,sans-serif;"><span style="font-size: small;"><span style="color: #000000;">a) O comprador que gosta do local e do tamanho, não tem dinheiro.</span></span></span></p>
<p style="margin-bottom: 0in; line-height: 0.26in;" align="JUSTIFY"><span style="font-family: Arial,sans-serif;"><span style="font-size: small;"><span style="color: #000000;">b) O comprador que gosta do local e do preço, acha tudo pequeno.</span></span></span></p>
<p style="margin-bottom: 0in; line-height: 0.26in;" align="JUSTIFY"><span style="font-family: Arial,sans-serif;"><span style="font-size: small;"><span style="color: #000000;">c) O comprador que gosta do tamanho e do preço, não gosta do local</span></span></span></p>
<p style="margin-bottom: 0in; line-height: 0.26in;" align="JUSTIFY"><span style="font-family: Arial,sans-serif;"><span style="font-size: small;"><span style="color: #000000;">d) Quem  gosta do tamanho, do preço e do local&#8230; é você mesmo.<br />
</span></span></span></p>
<p style="margin-bottom: 0in; line-height: 0.26in;" align="JUSTIFY"><span style="font-family: Arial,sans-serif;"><span style="font-size: small;"><span style="color: #000000;">LEI DO ÚLTIMO ESTRAGA: O último a executar qualquer serviço em uma obra estraga o serviço do anterior: o marceneiro estraga a pintura, o pintor estraga o piso, o piso estraga o reboco, e assim por diante</span></span></span></p>
<p style="margin-bottom: 0in; line-height: 0.26in;" align="JUSTIFY"><span style="font-family: Arial,sans-serif;"><span style="font-size: small;"><span style="color: #000000;">LEI DO INEVITÁVEL: Sempre o último parafuso a ser colocado arrebentará um cano de água.</span></span></span></p>
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		<title>Cidades lit&#8230; péra aí, uma palavrinha antes</title>
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		<pubDate>Fri, 24 Jul 2009 22:32:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ana Paula</dc:creator>
				<category><![CDATA[Outros]]></category>
		<category><![CDATA[Arte]]></category>
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		<description><![CDATA[<p>Não, ainda não é desta vez que eu vou faltar com o combinado. Tudo bem que já são sete da noite, mas ainda é sexta-feira, então, tá valendo. E não, esse blog não vai se tornar um blog de uma série semanal só. Vocês acreditam em promessas de aniversário, ano-novo, essas coisas? Tá, eu também não. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Não, ainda não é desta vez que eu vou faltar com o combinado. Tudo bem que já são sete da noite, mas ainda é sexta-feira, então, tá valendo. E não, esse blog não vai se tornar um blog de uma série semanal só. Vocês acreditam em promessas de aniversário, ano-novo, essas coisas? Tá, eu também não. Mas quero declarar que tenho a intenção de voltar a escrever mais assiduamente. Não o tenho feito nem sequer por falta de assunto. E chega a ser engraçado alegar falta de tempo, porque eu estou de férias.</p>
<p>Bom, a gente reclama de falta de tempo quando o trabalho aperta, mas a verdade é que, tendo tarefas e prazos a cumprir, a gente se organiza melhor, eu acho. Estando de férias, tudo pode ser feito mais tarde, ou depois do almoço, ou amanhã sem falta, e os dias vão se embora. É bom também.</p>
<p>Posso contar historinha? Explica em parte meu sumiço aqui. Para quem não sabe, eu dei aula, até o fim do ano passado, na Faculdade de Arquitetura da Universidade Santa Úrsula, aqui no Rio. Pedi demissão no início deste ano, por diversos motivos, mas tenho orgulho e felicidade de ter trabalhado lá. Aprendi muita coisa, fiz bons amigos, amadureci profissionalmente e abri algumas portas legais. Saí lamentando muito que as condições de crise em que a faculdade se encontra impossibilitassem minha permanência.</p>
<p>Neste primeiro semestre fiz alguns trabalhos avulsos, comecei o Urbanamente, e fiz &#8211; senão um ano, pelo menos uns meses sabáticos, que me ajudaram a clarear idéias e criar espaço para que novas coisas pudessem surgir. E surgiram. A partir da sugestão e apoio de <a href="http://www.parededemeia.blogspot.com/" target="_blank" onclick="pageTracker._trackPageview('/outgoing/www.parededemeia.blogspot.com/?referer=');">um bom amigo</a>,  eu começarei em agosto a dar aulas na Universidade Veiga de Almeida. Serão, por enquanto, duas disciplinas diferentes, em dois cursos: História da Arte no curso de Design de Interiores, e Planejamento Urbano no curso de Gestão de Negócios. Acertei tudo ontem com a Direção Acadêmica, tive a melhor impressão possível em termos de profissionalismo e disposição de levar adiante um curso com qualidade acadêmica e estou bem feliz. Quis dividir isso com vocês porque pode ser que eu acabe introduzindo alguns temas desses por aqui em futuro breve.</p>
<p>Isto posto, vamos às Literárias de hoje.</p>
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		<title>A materialização do amor</title>
		<link>http://www.urbanamente.net/blog/2009/06/09/a-materializacao-do-amor/</link>
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		<pubDate>Tue, 09 Jun 2009 15:59:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ana Paula</dc:creator>
				<category><![CDATA[Outros]]></category>
		<category><![CDATA[Amor]]></category>
		<category><![CDATA[Bauman]]></category>
		<category><![CDATA[consumismo]]></category>

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		<description><![CDATA[<p>Estamos nós, de novo, na proximidade de mais uma dessas datas tão queridas à indústria do consumo: o Dia dos Namorados. Não que ter um(a) namorado(a) não seja uma delícia, e que fazer um agrado ao ser amado, seja na forma de um presente ou um carinho especial, não seja importante. Imagina. O problema está em [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Estamos nós, de novo, na proximidade de mais uma dessas datas tão queridas à indústria do consumo: o Dia dos Namorados. Não que ter um(a) namorado(a) não seja uma delícia, e que fazer um agrado ao ser amado, seja na forma de um presente ou um carinho especial, não seja importante. Imagina. O problema está em alguns detalhinhos escondidos nesse massacre publicitário em torno da data:</p>
<p>1) Eu me rebelo contra essa ditadura do calendário publicitário. Já repararam que a gente divide o ano nos temas importantes para o comércio? (a gente quem, cara pálida?, vc pode se perguntar e eu direi: ok, nem todo mundo, mas a maioria, do meu ponto de vista).  Pulamos do Reveillon para o Carnaval, desse para a Volta às Aulas, seguida de perto pela Páscoa (ovos de chocolate nas lojas no final de fevereiro!), e pelo Dia das Mães. Mal acaba o Dia das Mães vem o Dia dos Namorados, a Festa Junina, o Dia dos Pais. Aí segue o Dia das Crianças e o Natal, que agora começa em outubro, com árvores e luzinhas pra todo lado, afinal, há que se ter uma motivação para o consumo, não dá pra deixar um mês inteiro, como novembro, passar em brancas nuvens. Tá bom, eu visito minha mãe no dia das Mães, participo das festas familiares natalinas, acredito no valor de algumas datas como sinais que nos ajudam &#8211; nesse mundo tão enlouquecido &#8211; a parar em algum momento, nem que seja assim, para dar atenção ao que realmente importa: as pessoas que amamos. Mas eu me recuso a regular meus afetos e <strong><em>sobretudo a expressão do meu afeto</em></strong> pela propaganda.</p>
<p>2) Essa ditadura das datas acaba concentrando as manifestações de amor e carinho em torno desses dias, ou pelo menos privilegiando esses dias em detrimento de outros; gerando expectativas e criando mal-entendidos. Então um namorado te dá amor, atenção, sempre, mas justo naquele dia ele não tem como escapar de uma reunião, ou então a namorada que está sempre lá pra você, desmarca compromisso pra te ajudar com alguma coisa, mas no dia 12 por qualquer motivo não pode te ver. Ou está exausta e prefere ficar em casa, ou &#8211; pecado supremo &#8211; não teve tempo para a depilação ou para comprar lingerie nova. Por isso, você deixou de ser importante para ele/ela?</p>
<p><img class="aligncenter size-medium wp-image-272" title="namorados2" src="http://www.urbanamente.net/blog/mngt/wp-content/uploads/2009/06/namorados2-300x225.jpg" alt="namorados2" width="300" height="225" /></p>
<p>3) A cereja do bolo: o tamanho do seu amor e da importância que você confere ao ser amado fica atrelado ao preço do presente que você se dispõe a dar. Nossa, se você fizer o sacrifício de empenhar parte do salário em 5 prestações numa coisa que nem teria condições de comprar agora, isso então é mostra de um amor supremo!</p>
<p>Foi nisso que eu pensei quando eu li esse trechinho aqui, no livro do <strong>Bauman</strong> (sempre ele), <em>Vida para Consumo</em> (Jorge Zahar Editor, Rio de Janeiro, 2007). Nesse trechinho, inclusive, tirado da página 153, ele está fazendo uma citação a a outro autor, <strong>Arlie Russel Hochschild</strong>, no livro <em>&#8220;The commercialization of intimate life&#8221;</em>. Mas vejam se vocês não acham uma pequena pérola:</p>
<p><em>&#8220;O consumismo atua para manter a reversão emocional do trabalho e da família. Expostos a um bombardeio contínuo de anúncios graças a uma média diária de três horas de televisão (metade de todo o seu tempo de lazer), os trabalhadores são persuadidos a &#8216;precisar&#8217; de mais coisas. Para comprar aquilo de que agora necessitam, precisam de dinheiro. Para ganhar dinheiro, aumentam sua jornada de trabalho. Estando fora de casa por tantas horas, compensam sua ausência do lar com presentes que custam dinheiro. Materializam o amor. E assim continua o ciclo.&#8221;</em></p>
<p>Tem tantas coisas a mais que se pode pensar e dizer sobre o assunto, mas eu deixo pra vocês. Não estou dizendo ao Marido que ele não vai ganhar presente esse ano, porque ele até vai (hohoho). Mas às vezes, ter mais tempo, olhar para o outro de verdade, com amor, sair pra andar de mãos dadas, conversar de coração aberto, podem ser presentes muito mais valiosos e necessários que todas as promoções anunciadas na tv e nos shoppings. E não, não são coisas grátis. Mas o que elas custam não nos endivida: pelo contrário, nos enriquece.</p>
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		<title>Como nossos pais</title>
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		<pubDate>Sun, 10 May 2009 13:13:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ana Paula</dc:creator>
				<category><![CDATA[Outros]]></category>
		<category><![CDATA[mães]]></category>
		<category><![CDATA[parabéns]]></category>

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		<description><![CDATA[<p></p>
<p style="text-align: center;">Minha dor é perceber</p>
<p style="text-align: center;">que apesar de termos feito tudo, tudo o que fizemos</p>
<p style="text-align: center;">ainda somos os mesmos e vivemos</p>
<p style="text-align: center;">ainda somos os mesmos e vivemos como nossos pais</p>
<p>Sabe que eu já não concordo tanto com esses versos? Quer dizer, de uma série de formas, nós ainda somos os mesmos e [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter size-medium wp-image-224" title="diadasmaes" src="http://www.urbanamente.net/blog/mngt/wp-content/uploads/2009/05/diadasmaes-300x178.jpg" alt="diadasmaes" width="300" height="178" /></p>
<p style="text-align: center;"><em>Minha dor é perceber</em></p>
<p style="text-align: center;"><em>que apesar de termos feito tudo, tudo o que fizemos</em></p>
<p style="text-align: center;"><em>ainda somos os mesmos e vivemos</em></p>
<p style="text-align: center;"><em>ainda somos os mesmos e vivemos como nossos pais</em></p>
<p>Sabe que eu já não concordo tanto com esses versos? Quer dizer, de uma série de formas, nós ainda somos os mesmos e vivemos como nossos pais, sim, mas isso já não me causa mais nenhuma dor. Quando somos tão jovens temos o ímpeto (necessário e importante) de nos diferenciarmos dos nossos pais, renegamos tantas coisas, juramos que faremos tudo diferente, tantas vezes odiamos ter que admitir semelhanças.</p>
<p>Mas depois passa o tempo, a gente mesmo se torna mãe (ou pai), e se pega, sem querer, repetindo tantos gestos, ditados, hábitos. A gente se pega experimentando as mesmas sensações e, de repente, entendendo melhor aquilo que, na adolescência, nos parecia tão ridículo, tão tolo, tão incompreensível.</p>
<p>Eu sou uma pessoa diferente da minha mãe, outra história, outras referências, outras expectativas. Mas de muitas formas, eu trago a minha mãe em mim. E estou em paz com isso.</p>
<p>Apesar da implicância que eu tenho com o caráter comercial que reveste hoje todas essas datas, e com uma série de valores e ideologias embutidas numa determinada imagem de mãe que se vende por aí, eu bem que gosto de receber o beijo e o carinho dos meus filhos, como reconhecimento pelo fato de que ser mãe é difícil pra caramba e se a gente consegue acertar mais que errar é uma vitória e tanto. Tá certo que a gente quer esse reconhecimento sempre, independente do dia do calendário, mas o dia-a-dia nos atropela, e alguns rituais estão aí pra isso mesmo, pra nos forçar a parar e nos ajudar a lembrar das coisas importantes escondidas debaixo da rotina.</p>
<p>Por tudo isso, Feliz Dia das Mães!</p>
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