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	<title>Urbanamente &#187; abobrinhas</title>
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	<description>eu na cidade, a cidade em mim</description>
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		<title>Meninas descabeladas</title>
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		<pubDate>Tue, 05 Apr 2011 03:39:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ana Paula</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cidades]]></category>
		<category><![CDATA[Small pumpkins]]></category>
		<category><![CDATA[abobrinhas]]></category>
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		<description><![CDATA[<p>Se eu ficar esperando ter tempo para escrever alguma coisa que preste, vocês só vão me ver de novo daqui a quatro anos. Ou algo assim. Então vou dizer oi só pra espanar o pó.</p>
<p>O semestre começou fervendo. Para conciliar minha carga horária como professora substituta e as disciplinas que preciso cursar no doutorado, minha grade [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Se eu ficar esperando ter tempo para escrever alguma coisa que preste, vocês só vão me ver de novo daqui a quatro anos. Ou algo assim. Então vou dizer oi só pra espanar o pó.</p>
<p>O semestre começou fervendo. Para conciliar minha carga horária como professora substituta e as disciplinas que preciso cursar no doutorado, minha grade ficou pulverizada e picadinha, então eu acabo indo à universidade todos os dias da semana, às vezes para uma única aula. Mas como é longe e o transporte é ruim, isso me gasta metade do dia, em qualquer circunstância. E os horários não ajudam, quase sempre logo antes ou logo depois do almoço. Mas não vim aqui pra reclamar. Tou adorando tudo, cansada mas empolgada. E gripadíssima nas últimas duas semanas, agora melhorou. Resfriado só, garganta e tal, nada de dengue, amém.</p>
<p>Hoje eu li com carinho e uma ponta de preocupação uma <a href="http://www.interney.net/blogs/cintaliga/" target="_blank">querida</a>, no Facebook, me fazendo um elogio pra lá de generoso, como se eu fosse modelo pra alguma coisa. O carinho é porque me enternece que alguém me veja com olhos tão gentis, a preocupação é porque a vaidade é um bicho sutil e ardiloso, e é preciso estar vigilante o tempo todo pra não se deixar seduzir pelo espelho narcísico. Eu me confesso vulnerável a esse desagradável defeito, e por isso me lembro de vez em quando (e advirto quem quiser saber) de minhas falhas. Se alguém tem a mínima ilusão a meu respeito, saiba que eu peno horrores pra me manter minimamente em  dia com os assuntos que me interessam e pago o preço de deixar montes de pedaços de vida perdidos no caminho. Disperso-me com facilidade, atiro  pra um monte de lados e perco o foco em coisas que deviam  exigir a minha atenção mais concentrada. Pode até parecer diferente, mas não dou conta de ler nem 1/10 do que eu gostaria (mas nisso, vamos combinar, quem dá?). Protelo, procrastino, perco prazos, prometo coisas  que não dou conta de cumprir, faço outras tantas numa qualidade medíocre que deixa a  desejar e depois me irrito. Sou ansiosa, impaciente, crítica, sou menos controladora hoje do que já fui, mas ainda tenho dificuldades em lidar com falhas, sobretudo as minhas próprias. Em minha defesa (ou não), acrescento que finjo muito bem e passo a maior pinta de quem dá conta do recado.</p>
<p>Assumo também que, com o tempo, deixei de incensar outros ícones, e passei a compreender que mesmo as pessoas que eu mais admiro, aquelas em quem me espelho profissionalmente, aquelas por quem eu suspiro e digo &#8220;puxa, eu queria ser como fulano/a&#8221;, são tão humanas e falhas quanto eu. Entender isso dá um alívio enorme e você pára de correr atrás de uma perfeição inexistente. Não há glamour na minha profissão, não sei se há em alguma. Há trabalho, há esforço, há dedicação e estudo, há até talento, mas também há medos, dúvidas, vaidades, invejas. Falhas. Como em tudo e em todos nesta vida.</p>
<p>Isso me faz lembrar que eu estava pensando uma coisa esses dias. Uma dessas alegorias nada ortodoxas que me vêm à mente depois de alguma aula, ou meio do nada, pensando sobre as cidades. Não é à toa que esse tema da cidade ideal, da possibilidade de organização da cidade, dos modelos, sempre me interessou tanto. E volta à tona em algumas das aulas que eu dou. Você fala de Renascimento, estão lá os tratadistas, as cidades ideais (alguém pensou n&#8217;<a href="http://www.espacoacademico.com.br/096/96esp_correia.htm" target="_blank">A Utopia, de Thomas Morus?</a>); fala de século XIX, das mazelas da vida urbana durante a Revolução Industrial e estão lá os pensadores utópicos, todos propondo modelos, soluções, medidas tanto mais rígidas quanto mais caótica é a percepção que eles têm da cidade e suas transformações. Estamos no século XXI e muita gente ainda espera o plano mágico, saído da cartola, que vai resolver todos os problemas urbanos e arrumar a cidade de uma vez por todas. Eu repito incontáveis vezes todos os semestres, para espanto e decepção de alguns alunos, que isso é impossível, esperar por isso é garantia de frustração. É preciso se conscientizar que tudo muda, o tempo todo, nada permanece. Tudo é dinâmico, está em movimento.</p>
<p>E foi aí, que estava eu<a href="http://www.urbanamente.net/blog/mngt/wp-content/uploads/2011/04/mafalda-despenteada.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-1018" title="mafalda despenteada" src="http://www.urbanamente.net/blog/mngt/wp-content/uploads/2011/04/mafalda-despenteada.jpg" alt="" width="225" height="225" /></a> caraminholando e me veio a imagem de uma menina de cabelos longos e revoltos, uma menina sapeca, agitada, que não pára quieta. Imagina que você pretenda pentear os cabelos dessa menina, fazer uma trança bonita, dar ordem no desmazelo daquela cara afogueada. Teoricamente (eu disse <em><strong>teoricamente</strong></em>) você conseguiria até fazer sossegar essa menina por alguns minutos e arrumar o penteado. Não acredito que dure, mas vá lá que por tempo suficiente para tirar uma foto.</p>
<p>Uma cidade é uma menina assim. Arisca. Mas que não adianta porque ela não parará nem sequer por um segundo para que você a penteie. É preciso amá-la enquanto ela se mexe. Às vezes desgrenhada, às vezes de vestido novo que se suja em seguida. Melhor ainda: amá-la exatamente por conta disso, dessa sua capacidade inesgotável de se transmutar, de envelhecer, de renascer, de ser muitas faces numa só.</p>
<p>Uma professora de uma das minhas matérias no doutorado estava dizendo isso semana retrasada: a gente trabalha com um objeto &#8211; a cidade &#8211; que não fica quieto para ser observado. Daí você constrói as suas análises e teses sobre algo e quando você termina de escrever, esse algo já é diferente do que era quando você começou. E o trabalho acadêmico, a reflexão intelectual, tantas vezes não consegue acompanhar o ritmo. Outras linguagens talvez. Por isso meu fascínio pela música, pelo cinema, pela literatura, mais ágeis e flexíveis pra representar essa mutação constante.</p>
<p>Mais descomposta que a menina dessa minha história, eu me recolho por hoje. O sono é repouso mas também é movimento. E eu levanto amanhã junto com a cidade para mais um dia de trabalho e de &#8220;despenteio&#8221;.</p>
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		<title>Antes tarde&#8230;</title>
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		<pubDate>Sat, 05 Feb 2011 00:55:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ana Paula</dc:creator>
				<category><![CDATA[Outros]]></category>
		<category><![CDATA[abobrinhas]]></category>

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		<description><![CDATA[<p>Assim. (Odeio frase que começa com “assim”. Pior, só se começar com “então”. Mas vamos lá, que como quebra-gelo é bem bom).</p>
<p>Como eu ia dizendo, oi. Tudo bem? Você vem sempre aqui? (Tá, melhor pular esse pedaço).</p>
<p>Vou poupá-los das desculpas pelo sumiço, as reclamações pelo cansaço de fim de ano, bla bla bla. Eu tirei férias, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Assim. (Odeio frase que começa com “assim”. Pior, só se começar com “então”. Mas vamos lá, que como quebra-gelo é bem bom).</p>
<p>Como eu ia dizendo, oi. Tudo bem? Você vem sempre aqui? (Tá, melhor pular esse pedaço).</p>
<p>Vou poupá-los das desculpas pelo sumiço, as reclamações pelo cansaço de fim de ano, bla bla bla. Eu tirei férias, é isso. Merecidas e necessitadas. Na verdade, continuo de férias. Não que eu não tenha o que fazer, mas atividades profissionais com hora e prazo marcado só em março. Nesse meio tempo, escrevi uma dezena de posts mentalmente e tive preguiça ou faltou oportunidade de colocar no papel/computador. Aliás, eu me dei conta recentemente de uma coisa. Eu escrevo melhor à mão. Acontece isso com você? O pensamento é rápido demais, e, por incrível que pareça, à mão eu acompanho melhor do que no teclado. E olha que eu digito rápido.</p>
<p>O que mais acontece é eu estar lavando louça, ou parada no engarrafamento, ou naqueles minutos antes de adormecer, e começar a pensar como se estivesse escrevendo. Saem coisas legais que eu jamais dou conta de reproduzir depois. Esta retomada mesmo já foi ensaiada váááárias vezes, desde dezembro, mas na hora que eu poderia escrever de verdade, cadê que eu lembrava aquilo tudo que eu tinha pensado? Aí o que me vinha à cabeça e aos dedos me parecia tão sem graça que eu deixava pra lá. Pras horas de engarrafamento eu já aprendi que existe o gravador de voz do celular! Alguns trechos do projeto que eu apresentei na seleção do doutorado, por exemplo, acabaram vindo de pensamentos fisgados em momentos assim. Em viagens e determinados passeios eu adotei a sempre recomendada e eficiente tática de andar sempre com uma cadernetinha e caneta na bolsa, e fazer anotações a cada vez que dou uma parada: enquanto tomo um café, ou contemplo uma paisagem. Às vezes entro em algum lugar tranquilo, uma igreja, por exemplo, só pra sentar e escrever o que me passa na cabeça. Para quem gosta, eu acho ainda melhor que a cadernetinha seja sem pauta, porque a gente aproveita para rabiscar desenhos toscos, que depois a gente não mostra pra ninguém, mas que são relaxantes e ótimos exercícios. Infelizmente, na maior parte das vezes em que eu começo a devanear, não há nenhum desses recursos à mão.</p>
<p>Devanear é uma palavra ótima. Eu vim aqui pensando escrever uma coisa e já enveredei por outro caminho completamente diferente. Voltemos, pois.</p>
<p>Tenho novidades para contar (não sei se ainda é novidade pra muita gente, mas vou contar &#8211; de novo &#8211; assim mesmo) e uns assuntos e links para partilhar.</p>
<p>1 &#8211; A novidade que já não é novidade, mas que está me deixando particularmente feliz neste início de ano é que eu fui aprovada na seleção do doutorado, no PROURB/UFRJ (Programa de Pós-Graduação em Urbanismo), onde serei orientada pela Prof. Dra. Rachel Coutinho Marques da Silva, que já me acompanhou no mestrado e com quem eu gosto muito de trabalhar. O título do projeto apresentado é <em>Histórias, riscos e possibilidades nos subúrbios da Leopoldina</em>. Pretendo, aos poucos, contar um pouco pra vocês do que se trata, em que projeto de pesquisa se insere, e ouvir opiniões e sugestões. Meus próximos 4 anos, portanto, estão comprometidos com a produção desta pesquisa. Eu sei que vou reclamar muito, vou ficar exausta, vou me perguntar onde estava com a cabeça quando me meti nessa furada, vou ler e escrever mais vezes por obrigação do que por prazer, mas vou saber o tempo todo que é exatamente isso que eu queria, pelo que eu trabalhei tanto, e cujos frutos me trazem tanto prazer.</p>
<p>2 &#8211; Em função desta nova atividade, que vai me acrescentar bastante trabalho e tomar um bocado de tempo, eu precisei abrir mão da função de professora na Universidade Veiga de Almeida. A diretora me ofereceu a possibilidade de tirar licença sem vencimentos por um ano, enquanto eu termino meu contrato de professora substituta na Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da UFRJ, e eu aceitei. Em 2011, portanto, concentro minhas atividades na Ilha do Fundão, o que me poupa, pelo menos, um bocado de deslocamentos. Sentirei falta dos alunos, a quem eu sempre me apego tanto, e dos colegas de trabalho, com quem eu sempre tive um ótimo relacionamento, mas a internet está aí pra isso mesmo, facilitar a aproximação, minimizar as distâncias, possibilitar os contatos.</p>
<p>3 &#8211; Há muita coisa que eu gostaria ainda de falar sobre as enchentes de janeiro deste ano, que maltrataram tanto a Região Serrana do Rio de Janeiro e seus moradores. Poucos dias depois das chuvas mais fortes, fui convidada pela <a href="http://www.tvbrasil.org.br/" target="_blank">TV Brasil </a>para um sobrevôo pelas áreas atingidas, para conversar um pouco sobre os efeitos destes fenômenos naturais sobre a cidade e o que pode ser feito para evitar estas tragédias anunciadíssimas, em vez de ficar cinicamente com cara de quem foi pego de surpresa (de novo?), ou jogar a culpa sobre a &#8220;natureza&#8221; e sua fúria inclemente. A entrevista foi ao ar em quatro blocos, na edição do dia 14 de janeiro, durante o telejornal <a href="http://tvbrasil.ebc.com.br/reporterbrasil/" target="_blank">Repórter Brasil</a>, e pode ser vista na internet, aqui:</p>
<h4><span><span style="font-size: x-medium;"><a rel="nofollow" href="http://tvbrasil.ebc.com.br/reporterbrasil/video/12615/" target="_blank">http://tvbrasil.ebc.com.br/reporterbrasil/video/12615/</a></span></span></h4>
<h4><span><span style="font-size: x-medium;"><a rel="nofollow" href="http://tvbrasil.ebc.com.br/reporterbrasil/video/12616/" target="_blank">http://tvbrasil.ebc.com.br/reporterbrasil/video/12616/</a></span></span></h4>
<h4><span><span style="font-size: x-medium;"><a rel="nofollow" href="http://tvbrasil.ebc.com.br/reporterbrasil/video/12617/" target="_blank">http://tvbrasil.ebc.com.br/reporterbrasil/video/12617/</a></span></span></h4>
<h6><span><span style="font-size: x-medium;"> </span></span></h6>
<h4><span><span style="font-size: x-medium;"><a rel="nofollow" href="http://tvbrasil.ebc.com.br/reporterbrasil/video/12618/" target="_blank">http://tvbrasil.ebc.com.br/reporterbrasil/video/12618/</a><br />
</span></span></h4>
<p>4 &#8211; Depois disso, as queridíssimas Esther Lúcio Bittencourt e Ana Laura Diniz, competentes jornalistas e delicadas amigas, de Caxambu-MG, que dirigem o jornal <a href="http://www.primeirafonte.blogspot.com/" target="_blank">Primeira Fonte</a>, também tiveram a generosidade de publicar um bate-papo comigo numa coluna chamada <a href="http://primeirafonte.blogspot.com/2011/01/correspondencia-urbana.html" target="_blank">Correspondência Urbana</a>. Entre outras coisas, esse tema das enchentes e da relação das cidades com o ambiente natural também foi abordado. Eu adorei participar, embora tenha deixado um monte de fios soltos, e pretendo voltar a trocar cartas e impressões com elas. No mesmo jornal há outros escritos deliciosos, como a descrição que Vera Guimarães faz da <a href="http://primeirafonte.blogspot.com/2011/01/rua-da-bahia.html" target="_blank">Belo Horizonte</a> de sua mocidade universitária, ou as dicas da Menina Eva sobre <a href="http://primeirafonte.blogspot.com/2011/01/pindorama-10-0-0-s-55-0-0-w.html" target="_blank">Manaus</a>. Passeiem por lá.</p>
<p>5 &#8211; Como não podia deixar de ser, estando de férias, tenho lido um bocado (embora menos do que gostaria, eu sou uma leitora lenta, essa que é a verdade) e tenho ido ao cinema de vez em quando. A entrega do Oscar vem aí, dia 27 de fevereiro, e eu estou aqui lembrando dos meus comentários no ano passado. Ontem fui ver <a href="http://www.imdb.com/title/tt0824758/" target="_blank">A última estação</a> (The last station), que retrata as últimas semanas de vida de Leon Tolstói, e adorei, achei um filme de enorme sensibilidade, que me tocou profundamente. Há um post pronto, já escrito sobre o assunto, a ser publicado em breve (a cadernetinha estava comigo na bolsa e eu rabisquei umas linhas lá mesmo, de luz apagada, enquanto me emocionava com as interpretações magistrais de Christopher Plummer e Helen Mirren). Com relação a livros, também há um post pronto sobre o que estou terminando de ler. Na verdade, foi um e-mail trocado com amigos que eu vou aproveitar descaradamente. O livro se chama <a href="http://www.livrariacultura.com.br/scripts/cultura/resenha/resenha.asp?nitem=2347713&amp;sParc=google&amp;gclid=CJj95Mrl76YCFUnt7QodAwwKFw" target="_blank"><em>Uma história de Deus</em></a>, de uma das minhas autoras preferidas sobre o assunto, Karen Armstrong.</p>
<p>6 &#8211; Por fim, viagens. Ano retrasado eu fui a Montreal, o que rendeu algumas ótimas conversas <a href="http://www.urbanamente.net/blog/cat/canada/" target="_blank">aqui</a>. Ano passado, estive em <a href="http://www.urbanamente.net/blog/cat/italia/" target="_blank">Milão</a>. Este ano, especificamente semana passada, fui a uma cidade diferente. Cosmopolita, rica, enorme, com um centro histórico belíssimo, ainda que um pouco decadente. Uma cidade fascinante, com um monte de problemas e um monte de possibilidades, em que eu já tinha estado mais de uma vez, mas na qual eu nunca tinha reparado tanto, que eu nunca tinha visitado de coração tão aberto, e pela qual me apaixonei. Fui a São Paulo. Aguardem relatos (sim, a cadernetinha, de novo).</p>
<p>Está aberta, oficialmente, a temporada 2011 deste boteco.</p>
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		<title>Férias? Sei&#8230;</title>
		<link>http://www.urbanamente.net/blog/2010/01/13/ferias-sei/</link>
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		<pubDate>Thu, 14 Jan 2010 02:06:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ana Paula</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[abobrinhas]]></category>

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		<description><![CDATA[<p></p>
<p style="margin-bottom: 0in;">Alguém aí pensou que eu estava de férias? Pois férias é o que menos existe na minha vida no momento.</p>
<p style="margin-bottom: 0in;">Meus filhos estão de férias, a cachorra está sempre de férias (óbvio), meu marido está trabalhando em casa esses dias, a empregada está de férias. Resultado: eu estou fazendo a casa funcionar. Banheiros, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><!-- 		@page { margin: 0.79in } 		P { margin-bottom: 0.08in } --></p>
<p style="margin-bottom: 0in;">Alguém aí pensou que eu estava de férias? Pois férias é o que menos existe na minha vida no momento.</p>
<p style="margin-bottom: 0in;">Meus filhos estão de férias, a cachorra está sempre de férias (óbvio), meu marido está trabalhando em casa esses dias, a empregada está de férias. Resultado: eu estou fazendo a casa funcionar. Banheiros, roupa, comida, louça, pipoca e sanduíches pros muitos amigos que frequentam a casa, roupa de novo, hora de fazer comida outra vez, louça que não acaba.</p>
<p style="margin-bottom: 0in;">Cinema? Quase nunca.<br />
Praia? Ainda nem uma vez.<br />
Leituras? Atrasadas.<br />
Blogar? Hahahaha.<br />
Dormir até mais tarde? Pelo menos isso.</p>
<p style="margin-bottom: 0in;">Assuntos mais sérios fazem coçar a ponta dos meus dedos. Mas pra isso eu acho que devia começar a escrever mais cedo, e não às 10 e meia da noite, morrendo de sono. Pelo menos pra não deixar tudo tão abandonado, e retomar a pauta aos poucos, fiquei com vontade de fazer uma lista dos filmes que eu mais gostei em 2009, a maioria deles já saiu em dvd, sempre tem quem goste de uma dica ou recomendação.</p>
<p style="margin-bottom: 0in;">Revendo minhas anotações (sim, eu anoto os filmes que eu vejo, com marcações especiais para saber o que eu vi no cinema e o que eu vi em dvd. Não vejo filme na televisão. Ou vejo tão raramente que não conta), eu constato que fui ao cinema 83 vezes em 2009. Média arredondada de 1,6 vezes por semana. E se deixasse eu ia mais, acho que é meu lazer preferido, junto com os livros. Ficaram 27 filmes por assistir, entre os que foram lançados no circuito e eu desejaria ver, mas não deu. Estão na minha fila pra ver em dvd. Por falar nisso, fora os 83 filmes vistos no cinema, eu assisti a 23 filmes em dvd ano passado (só isso? Achei que tinha sido mais. Vou rever o meu pacote na locadora).</p>
<p style="margin-bottom: 0in;">Muitos foram filmes que resultaram ruins ou decepcionantes. Alguns eu sabia que era só pela risada do momento, nada mais que isso, mas houve alguns memoráveis. Selecionei meus 15 melhores. Critérios evidentemente pessoais. O cinema tem uma função muito terapêutica pra mim, é um canal muito eficiente para vivenciar emoções que tocam em questões minhas, ou para refletir sobre temas do meu interesse, a cidade sendo um dos mais importantes. Vamos à lista, em ordem cronológica de lançamento. Me conte se você também viu algum desses ou se há outros que você gostou mais. Ah, eu não pus os links nos títulos dos filmes, porque você pode procurar na internet com a ferramenta de busca que gostar mais e obter todas as informações possíveis sobre cada filme.</p>
<p><!-- 		@page { margin: 0.79in } 		P { margin-bottom: 0.08in } --></p>
<p style="margin-bottom: 0in; line-height: 0.25in;" lang="pt-BR"><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Times New Roman,serif;"><span style="font-size: medium;"><strong>O curioso caso de Benjamin Button (The curious case of Benjamin Button): </strong><span style="font-weight: normal;">Achei a história engenhosa e gostei da maneira de contá-la. </span></span></span></span></p>
<p style="margin-bottom: 0in; line-height: 0.25in;" lang="pt-BR"><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Times New Roman,serif;"><span style="font-size: medium;"><strong>Foi apenas um sonho (Revolutionary Road): </strong><span style="font-weight: normal;">Sam Mendes de novo com o bisturi no american way of life e principalmente no ideal do subúrbio americano. E eu tinha implicância com o Di Caprio, mas cada vez mais acho que ele é um ator de primeira. </span></span></span></span></p>
<p style="margin-bottom: 0in; line-height: 0.25in;" lang="pt-BR"><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Times New Roman,serif;"><span style="font-size: medium;"><strong>Dúvida (Doubt): </strong><span style="font-weight: normal;">Provavelmente o melhor filme de 2009, na minha opinião. A história é ótima, e o embate de titãs entre Phillip Seymor-Hoffman e Meryl Streep é de tirar o fôlego.</span></span></span></span></p>
<p style="margin-bottom: 0in; line-height: 0.25in;" lang="pt-BR"><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Times New Roman,serif;"><span style="font-size: medium;"><strong>O leitor (The reader): </strong><span style="font-weight: normal;">Gosto muito mais da Kate Winslet aqui do que no </span><em><span style="font-weight: normal;">Foi apenas um sonho</span></em><span style="font-weight: normal;">. Chorei, fiquei emocionada, e pela primeira vez tive empatia com uma personagem colaboradora do nazismo. Tá quase empatado com </span><em><span style="font-weight: normal;">Dúvida</span></em><span style="font-weight: normal;"> na minha preferência. </span></span></span></span></p>
<p style="margin-bottom: 0in; line-height: 0.25in;" lang="pt-BR"><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Times New Roman,serif;"><span style="font-size: medium;"><strong><span style="color: #000000;">Entre os muros da escola  (Entre les murs): </span></strong><span style="color: #000000;"><span style="font-weight: normal;">meio documentário, meio ficção, meio soco no estômago. Imperdível pra quem quer levar adiante as discussões sobre educação, relação professor x aluno, qualidade de ensino, a realidade invadindo a idealização da escola. </span></span></span></span></span></p>
<p style="margin-bottom: 0in; line-height: 0.25in;" lang="pt-BR"><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Times New Roman,serif;"><span style="font-size: medium;"><strong>Palavra (en)cantada: </strong><span style="font-weight: normal;">um dos mais delicados e poéticos documentários brasileiros recentes, explorando a relação entre literatura e letra de música, com depoimentos de gente que realmente tem o que dizer. </span></span></span></span></p>
<p style="margin-bottom: 0in; line-height: 0.25in;" lang="pt-BR"><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Times New Roman,serif;"><span style="font-size: medium;"><strong>O visitante (The visitor): </strong><span style="font-weight: normal;">passou meio batido, o protagonista é vivido por um ator fantástico e quase sempre subutilizado, que é o Richard Jenkins, e de quebra tem a participação de uma atriz palestina que eu acho lindíssima e maravilhosa, a <a href="http://www.imdb.com/name/nm0007814/" target="_blank">Hiam Abbass,</a> que está também em <em>Paradise Now</em> e <em>Lemon Tree</em> (na lista dos melhores filmes de 2008 pra mim). Filme de uma sensibilidade rara e abordando questões urbanas interessantes.</span></span></span></span></p>
<p style="margin-bottom: 0in; line-height: 0.25in;" lang="pt-BR"><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Times New Roman,serif;"><span style="font-size: medium;"><strong>Gran Torino 	(Gran Torino): </strong><span style="font-weight: normal;">gostei tanto que falei dele <a href="http://www.urbanamente.net/blog/2009/03/29/cineminha-ops-cinemao-no-caso/" target="_blank">aqui</a>. </span></span></span></span></p>
<p style="margin-bottom: 0in; line-height: 0.25in;" lang="pt-BR"><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Times New Roman,serif;"><span style="font-size: medium;"><strong>Caramelo (Caramel): </strong><span style="font-weight: normal;">idem. <a href="http://www.urbanamente.net/blog/2009/06/22/sukkar-banat-a-vida-e-doce-mas-nao-e-facil/" target="_blank">Releia</a>, se quiser. </span></span></span></span></p>
<p style="margin-bottom: 0in; line-height: 0.25in;" lang="pt-BR"><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Times New Roman,serif;"><span style="font-size: medium;"><strong>A partida (Okuribito): </strong><span style="font-weight: normal;">eu devia ter falado desse também, não sei por que deixei escapar. Como pode através do tema da morte um filme falar tanto de vida? Tremendamente emocionante. </span></span></span></span></p>
<p style="margin-bottom: 0in; line-height: 0.25in;" lang="pt-BR"><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Times New Roman,serif;"><span style="font-size: medium;"><strong>Herbert de perto: </strong><span style="font-weight: normal;">eu disse que os critérios eram pessoais. A música dos Paralamas do Sucesso foi trilha sonora importante na minha juventude. Eu tenho grande admiração pelo Herbert Vianna, pela força que ele demonstrou e demonstra na superação do acidente que lhe custou a morte da esposa e a tetraplegia, e fiquei tocada com o filme.</span></span></span></span></p>
<p style="margin-bottom: 0in; line-height: 0.25in;" lang="pt-BR"><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Times New Roman,serif;"><span style="font-size: medium;"><strong>Bons costumes (Easy virtues): </strong><span style="font-weight: normal;">outro ótimo que passou despercebido. Comprei até a trilha sonora, excelente. Jessica Biel surpreendente, Colin Firth perfeito e Kristin Scott-Thomas roubando todas as cenas. Amei. </span></span></span></span></p>
<p style="margin-bottom: 0in; line-height: 0.25in;" lang="pt-BR"><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Times New Roman,serif;"><span style="font-size: medium;"><strong>À procura de Eric (Looking for Eric): </strong><span style="font-weight: normal;">tem filme que a gente fala que é “de mulherzinha”. Esse é o típico filme para homens, ou pelo menos focalizando um universo predominantemente masculino, abordando tudo do ponto de vista deles. Humor inglês na medida certa, o futebol ajudando a entender a vida, participação especial e simpaticíssima do jogador e mito do Manchester United Eric Cantona. Tudo isso </span><em><span style="font-weight: normal;">sin perder la ternura jamás</span></em><span style="font-weight: normal;">. </span></span></span></span></p>
<p style="margin-bottom: 0in; line-height: 0.25in;" lang="pt-BR"><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Times New Roman,serif;"><span style="font-size: medium;"><strong>O solista (The soloist): </strong><span style="font-weight: normal;">acho que o que mais me encantou foi a forma honesta com que os sem-teto de Los Angeles foram retratados, bem como a organização que tenta acolhê-los. E a trilha sonora. Créditos finais ao som do 3o. Movimento da Nona Sinfonia de Beethoven é covardia. </span></span></span></span></p>
<p style="margin-bottom: 0in; line-height: 0.25in;" lang="pt-BR"><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Times New Roman,serif;"><span style="font-size: medium;"><strong>Abraços partidos (Los abrazos rotos): </strong><span style="font-weight: normal;">Almodóvar. Pra mim isso é critério suficiente. E Penélope Cruz. É uma barbaridade o tanto que essa moça cresce sob a direção do Almodóvar. Ela não devia filmar com mais ninguém. </span></span></span></span></p>
<p><!-- 		@page { margin: 0.79in } 		P { margin-bottom: 0.08in } --></p>
<p style="margin-bottom: 0in; line-height: 0.25in;" lang="pt-BR"><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Times New Roman,serif;"><span style="font-size: small;"><span style="font-weight: normal;"><strong>Obs 1:</strong> Vou deixar duas menções honrosas, que só ficaram fora da lista porque eu disse que seriam 15 (como podiam ter sido 12 ou 17, a lista é minha, né, mas enfim): </span><strong>Frost/Nixon</strong><span style="font-weight: normal;"> (a gente sabe como termina, mas eu fiquei ali na maior torcida, eletrizada mesmo. Nada como uma história bem contada), e <strong>Valsa com Bashir</strong> (animação <em>noir</em> sobre a participação israelense na Guerra do Líbano. Duro, pungente, envergonhado. Mas muito bom).</span></span></span></span></p>
<p style="margin-bottom: 0in; line-height: 0.25in;" lang="pt-BR"><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Times New Roman,serif;"><span style="font-size: small;"><span style="font-weight: normal;"><strong>Obs 2:</strong> <strong>Quem quer ser um milionário</strong> não entra na minha lista nem de longe. Achei fraquinho, fraquinho.</span></span></span></span></p>
<p style="margin-bottom: 0in; line-height: 0.25in;" lang="pt-BR"><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Times New Roman,serif;"><span style="font-size: small;"><span style="font-weight: normal;"><strong>Obs 3:</strong> Vou parar por aqui, porque se me derem corda eu comento os 83 filmes que eu vi. Ninguém merece.</span></span></span></span></p>
<p style="margin-bottom: 0in; line-height: 0.25in;" lang="pt-BR"><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Times New Roman,serif;"><span style="font-size: small;"><span style="font-weight: normal;"><strong>Obs 4: </strong>Dos que vão sair em 2010, eu espero com ansiedade por: <strong>Nine</strong>, <strong>It&#8217;s complicated</strong>, <strong>Cheri</strong>, <strong>The lovely bones</strong>, e o último <strong>Harry Potter</strong> (yes!), entre outros. Não sei se eles já têm títulos em português.</span></span></span></span></p>
<p style="margin-bottom: 0in; font-weight: normal; line-height: 0.25in;" lang="pt-BR"><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Times New Roman,serif;"><span style="font-size: small;"><span style="font-weight: normal;"><strong>Obs 5: </strong>A programação normal há de voltar em algum momento, não desistam.</span></span></span></span></p>
<p><!-- 		@page { margin: 0.79in } 		P { margin-bottom: 0.08in } --></p>
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		<title>Leis da arquitetura</title>
		<link>http://www.urbanamente.net/blog/2009/08/13/leis-da-arquitetura/</link>
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		<pubDate>Thu, 13 Aug 2009 16:09:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ana Paula</dc:creator>
				<category><![CDATA[Outros]]></category>
		<category><![CDATA[abobrinhas]]></category>
		<category><![CDATA[arquitetura]]></category>

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		<description><![CDATA[<p>Pausa pra rir um pouquinho.</p>
<p>Eu tou aqui limpando a minha caixa de e-mail, que está lotada e me ameaçando de ter que comprar mais espaço se quiser continuar a ter este endereço. Blé. Daí que tenho jogado muita coisa fora, mas guardo alguns arquivos, em outras pastas, para consulta futura, principalmente coisas de trabalho. Reparei que [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Pausa pra rir um pouquinho.</p>
<p>Eu tou aqui limpando a minha caixa de e-mail, que está lotada e me ameaçando de ter que comprar mais espaço se quiser continuar a ter este endereço. Blé. Daí que tenho jogado muita coisa fora, mas guardo alguns arquivos, em outras pastas, para consulta futura, principalmente coisas de trabalho. Reparei que tenho um monte de piadas na caixa e resolvi salvar um arquivão só com isso. Dentre as que reli e me arrancaram novas risadas, estava essa aí. Veio há mais de dois anos, eu não sei a fonte, não tem autoria. Dedico aos meus coleguinhas, e em especial ao <a href="http://correioselado.blogs.sapo.pt/" target="_blank">Cláudio Luiz</a>, que está fazendo obra em casa (ui, tadinho!). Mas tem potencial pra divertir todo mundo, coloque-se na posição do coitado do cliente do arquiteto e veja:</p>
<p style="margin-bottom: 0in; line-height: 0.26in;" align="JUSTIFY"><span style="font-family: Arial,sans-serif;"><span style="font-size: small;"><span style="color: #000000;">LEI DO LOTE ESTREITO: em todos os lotes falta um metro de largura.<br />
</span></span></span></p>
<p style="margin-bottom: 0in; line-height: 0.26in;" align="JUSTIFY"><span style="font-family: Arial,sans-serif;"><span style="font-size: small;"><span style="color: #000000;">LEI DO TOPÓGRAFO: dois levantamentos topográficos de um lote nunca são iguais. Corolário: Se existe um só levantamento este é confiável. Se existem dois&#8230;Nenhum é confiável.</span></span></span></p>
<p style="margin-bottom: 0in; line-height: 0.26in;" align="JUSTIFY"><span style="font-family: Arial,sans-serif;"><span style="font-size: small;"><span style="color: #000000;">LEI DO BI-PROJETO: o cliente que necessita ampliar a garagem e construir um grande edifício, somente construirá a garagem.<br />
</span></span></span></p>
<p style="margin-bottom: 0in; line-height: 0.26in;" align="JUSTIFY"><span style="font-family: Arial,sans-serif;"><span style="font-size: small;"><span style="color: #000000;">LEI DO CARTOON: Se um cliente chama &#8220;desenhinho&#8221; ao anteprojeto, ele não vai querer pagá-lo.</span></span></span></p>
<p style="margin-bottom: 0in; line-height: 0.26in;" align="JUSTIFY"><span style="font-family: Arial,sans-serif;"><span style="font-size: small;"></span></span></p>
<p style="margin-bottom: 0in; line-height: 0.26in;" align="JUSTIFY"><span style="font-family: Arial,sans-serif;"><span style="font-size: small;"><span style="color: #000000;">LEI DA CERÂMICA: Nenhuma cerâmica de 20 x 20 mede 20 x 20.</span></span></span></p>
<p style="margin-bottom: 0in; line-height: 0.26in;" align="JUSTIFY"><span style="font-family: Arial,sans-serif;"><span style="font-size: small;"><span style="color: #000000;">LEI DO CAMINHÃO: Sempre que se vai verificar uma entrega de materiais, dirão que &#8220;o caminhão já saiu para entregar&#8221;</span></span></span></p>
<p style="margin-bottom: 0in; line-height: 0.26in;" align="JUSTIFY"><span style="font-family: Arial,sans-serif;"><span style="font-size: small;"><span style="color: #000000;">LEI DO &#8220;NINGUÉM SABE&#8221;: O cliente nunca sabe o que quer. O arquiteto tampouco sabe o que quer o cliente. O cliente nunca entende o que quer o arquiteto. Corolário: O projeto nunca reflete o que quer o arquiteto, nem o que quer o cliente.</span></span></span></p>
<p style="margin-bottom: 0in; line-height: 0.26in;" align="JUSTIFY"><span style="font-family: Arial,sans-serif;"><span style="font-size: small;"><span style="color: #000000;">LEI DA BUSCA: Não importa que seu projeto fique em um local escondido; se for um mau projeto, todos irão encontrá-lo.</span></span></span></p>
<p style="margin-bottom: 0in; line-height: 0.26in;" align="JUSTIFY"><span style="font-family: Arial,sans-serif;"><span style="font-size: small;"></span></span></p>
<p style="margin-bottom: 0in; line-height: 0.26in;" align="JUSTIFY"><span style="font-family: Arial,sans-serif;"><span style="font-size: small;"><span style="color: #000000;">LEI DO VIZINHO: Se no lote vizinho existe um edifício de &#8220;N&#8221; pavimentos, no seu terreno será permitido &#8220;N – 2&#8243;. Se seu edifício tem &#8220;N&#8221; pavimentos, seu vizinho poderá construir &#8220;N + 2&#8243;</span></span></span></p>
<p style="margin-bottom: 0in; line-height: 0.26in;" align="JUSTIFY"><span style="font-family: Arial,sans-serif;"><span style="font-size: small;"><span style="color: #000000;">LEI DO PRONTO: Se um cliente solicita uma modificação de projeto, diga que é impossível de ser realizada: depois estude o caso.</span></span></span></p>
<p style="margin-bottom: 0in; line-height: 0.26in;" align="JUSTIFY"><span style="font-family: Arial,sans-serif;"><span style="font-size: small;"></span></span></p>
<p style="margin-bottom: 0in; line-height: 0.26in;" align="JUSTIFY"><span style="font-family: Arial,sans-serif;"><span style="font-size: small;"><span style="color: #000000;">LEI DO TEMPO A FAVOR: Demore a realizar o detalhamento e não será preciso faze-lo.</span></span></span></p>
<p style="margin-bottom: 0in; line-height: 0.26in;" align="JUSTIFY"><span style="font-family: Arial,sans-serif;"><span style="font-size: small;"></span></span></p>
<p style="margin-bottom: 0in; line-height: 0.26in;" align="JUSTIFY"><span style="font-family: Arial,sans-serif;"><span style="font-size: small;"><span style="color: #000000;">LEI DOS EGOS: Se quer um bom projeto, utilize o material adequado. Se quiser que seja publicado, use tijolos de vidro.</span></span></span></p>
<p style="margin-bottom: 0in; line-height: 0.26in;" align="JUSTIFY"><span style="font-family: Arial,sans-serif;"><span style="font-size: small;"><span style="color: #000000;">LEI DO ELETRODOMÉSTICO: Todas as máquinas de lavar pratos são 5 cm maiores do que o espaço previsto em projeto para elas.</span></span></span></p>
<p style="margin-bottom: 0in; line-height: 0.26in;" align="JUSTIFY"><span style="font-family: Arial,sans-serif;"><span style="font-size: small;"></span></span></p>
<p style="margin-bottom: 0in; line-height: 0.26in;" align="JUSTIFY"><span style="font-family: Arial,sans-serif;"><span style="font-size: small;"><span style="color: #000000;">LEI DO TEMPO: A temporada de chuvas começa no dia em que se iniciam as escavações.</span></span></span></p>
<p style="margin-bottom: 0in; line-height: 0.26in;" align="JUSTIFY"><span style="font-family: Arial,sans-serif;"><span style="font-size: small;"></span></span></p>
<p style="margin-bottom: 0in; line-height: 0.26in;" align="JUSTIFY"><span style="font-family: Arial,sans-serif;"><span style="font-size: small;"><span style="color: #000000;">LEI DO MAL: Não importa a causa: se algo sai mal no projeto o responsável será o arquiteto.</span></span></span></p>
<p style="margin-bottom: 0in; line-height: 0.26in;" align="JUSTIFY"><span style="font-family: Arial,sans-serif;"><span style="font-size: small;"><span style="color: #000000;">LEI DO AQUECEDOR: Para acomodar um simples aquecedor um closet deverá ser sacrificado.</span></span></span></p>
<p style="margin-bottom: 0in; line-height: 0.26in;" align="JUSTIFY"><span style="font-family: Arial,sans-serif;"><span style="font-size: small;"><span style="color: #000000;"> </span></span></span></p>
<p style="margin-bottom: 0in; line-height: 0.26in;" align="JUSTIFY"><span style="font-family: Arial,sans-serif;"><span style="font-size: small;"><span style="color: #000000;">LEI DA SATISFAÇÃO APARENTE: Se um cliente fica satisfeito:</span></span></span></p>
<p style="margin-bottom: 0in; line-height: 0.26in;" align="JUSTIFY"><span style="font-family: Arial,sans-serif;"><span style="font-size: small;"><span style="color: #000000;">a) Não entendeu o projeto.</span></span></span></p>
<p style="margin-bottom: 0in; line-height: 0.26in;" align="JUSTIFY"><span style="font-family: Arial,sans-serif;"><span style="font-size: small;"><span style="color: #000000;">b) Não pagou o projeto.</span></span></span></p>
<p style="margin-bottom: 0in; line-height: 0.26in;" align="JUSTIFY"><span style="font-family: Arial,sans-serif;"><span style="font-size: small;"><span style="color: #000000;">c) O arquiteto se enganou.</span></span></span></p>
<p style="margin-bottom: 0in; line-height: 0.26in;" align="JUSTIFY"><span style="font-family: Arial,sans-serif;"><span style="font-size: small;"><span style="color: #000000;">LEI DA TOLERÂNCIA: &#8220;Modulação&#8221; é um sistema milimétrico para que os elementos fiquem mais ou menos parecidos.</span></span></span></p>
<p style="margin-bottom: 0in; line-height: 0.26in;" align="JUSTIFY"><span style="font-family: Arial,sans-serif;"><span style="font-size: small;"><span style="color: #000000;">LEI DA EMPREGADA DOMÉSTICA: Se o quarto de empregada está projetado para que caiba uma empregada, o apartamento é velho. Se a empregada não cabe no quarto, o apartamento é novo.</span></span></span></p>
<p style="margin-bottom: 0in; line-height: 0.26in;" align="JUSTIFY"><span style="font-family: Arial,sans-serif;"><span style="font-size: small;"><span style="color: #000000;">LEI DO CLIENTE-ARQUITETO: O cliente é um arquiteto que não sabe desenhar. Quanto mais caro o projeto, mais arquiteto é o cliente e mais desenhista é o arquiteto.</span></span></span></p>
<p style="margin-bottom: 0in; line-height: 0.26in;" align="JUSTIFY"><span style="font-family: Arial,sans-serif;"><span style="font-size: small;"><span style="color: #000000;">LEI DO MESTRE DE OBRAS: Os ângulos retos não existem.</span></span></span></p>
<p style="margin-bottom: 0in; line-height: 0.26in;" align="JUSTIFY"><span style="font-family: Arial,sans-serif;"><span style="font-size: small;"></span></span></p>
<p style="margin-bottom: 0in; line-height: 0.26in;" align="JUSTIFY"><span style="font-family: Arial,sans-serif;"><span style="font-size: small;"><span style="color: #000000;">LEI DO OLHÔMETRO: Um orçamento nunca é cumprido. Corolário: se um orçamento é cumprido, alguém cometeu um erro.</span></span></span></p>
<p style="margin-bottom: 0in; line-height: 0.26in;" align="JUSTIFY"><span style="font-family: Arial,sans-serif;"><span style="font-size: small;"><span style="color: #000000;">LEI DA MEMBRANA ASFÁLTICA: Se uma cobertura não tem goteiras, &#8230;tenha paciência.</span></span></span></p>
<p style="margin-bottom: 0in; line-height: 0.26in;" align="JUSTIFY"><span style="font-family: Arial,sans-serif;"><span style="font-size: small;"></span></span></p>
<p style="margin-bottom: 0in; line-height: 0.26in;" align="JUSTIFY"><span style="font-family: Arial,sans-serif;"><span style="font-size: small;"><span style="color: #000000;">LEI DA FALSA ENTREGA: Se o carpinteiro chegou a tempo com os móveis, ele se enganou de obra.</span></span></span></p>
<p style="margin-bottom: 0in; line-height: 0.26in;" align="JUSTIFY"><span style="font-family: Arial,sans-serif;"><span style="font-size: small;"><span style="color: #000000;">LEI DA OFERTA: Se um tapete está em oferta:</span></span></span></p>
<p style="margin-bottom: 0in; line-height: 0.26in;" align="JUSTIFY"><span style="font-family: Arial,sans-serif;"><span style="font-size: small;"><span style="color: #000000;">a) É rosa com verde e lilás</span></span></span></p>
<p style="margin-bottom: 0in; line-height: 0.26in;" align="JUSTIFY"><span style="font-family: Arial,sans-serif;"><span style="font-size: small;"><span style="color: #000000;">b) Tem 2m2 a menos de que é necessário.</span></span></span></p>
<p style="margin-bottom: 0in; line-height: 0.26in;" align="JUSTIFY"><span style="font-family: Arial,sans-serif;"><span style="font-size: small;"><span style="color: #000000;">c) Já foi vendido.</span></span></span></p>
<p style="margin-bottom: 0in; line-height: 0.26in;" align="JUSTIFY"><span style="font-family: Arial,sans-serif;"><span style="font-size: small;"></span></span></p>
<p style="margin-bottom: 0in; line-height: 0.26in;" align="JUSTIFY"><span style="font-family: Arial,sans-serif;"><span style="font-size: small;"><span style="color: #000000;">LEI DO &#8220;FICOU&#8221;: Nas obras, as coisas não são feitas: elas ficam. Exemplo: &#8220;Ficou torcido&#8221;, &#8220;Ficou curto&#8221;, &#8220;Ficou torto&#8221;&#8230;</span></span></span></p>
<p style="margin-bottom: 0in; line-height: 0.26in;" align="JUSTIFY"><span style="font-family: Arial,sans-serif;"><span style="font-size: small;"><span style="color: #000000;">LEI DO CLIENTE FIXO: Se você projetou e construiu um apartamento  num local adequado, de tamanho adequado e a um preço adequado:</span></span></span></p>
<p style="margin-bottom: 0in; line-height: 0.26in;" align="JUSTIFY"><span style="font-family: Arial,sans-serif;"><span style="font-size: small;"><span style="color: #000000;">a) O comprador que gosta do local e do tamanho, não tem dinheiro.</span></span></span></p>
<p style="margin-bottom: 0in; line-height: 0.26in;" align="JUSTIFY"><span style="font-family: Arial,sans-serif;"><span style="font-size: small;"><span style="color: #000000;">b) O comprador que gosta do local e do preço, acha tudo pequeno.</span></span></span></p>
<p style="margin-bottom: 0in; line-height: 0.26in;" align="JUSTIFY"><span style="font-family: Arial,sans-serif;"><span style="font-size: small;"><span style="color: #000000;">c) O comprador que gosta do tamanho e do preço, não gosta do local</span></span></span></p>
<p style="margin-bottom: 0in; line-height: 0.26in;" align="JUSTIFY"><span style="font-family: Arial,sans-serif;"><span style="font-size: small;"><span style="color: #000000;">d) Quem  gosta do tamanho, do preço e do local&#8230; é você mesmo.<br />
</span></span></span></p>
<p style="margin-bottom: 0in; line-height: 0.26in;" align="JUSTIFY"><span style="font-family: Arial,sans-serif;"><span style="font-size: small;"><span style="color: #000000;">LEI DO ÚLTIMO ESTRAGA: O último a executar qualquer serviço em uma obra estraga o serviço do anterior: o marceneiro estraga a pintura, o pintor estraga o piso, o piso estraga o reboco, e assim por diante</span></span></span></p>
<p style="margin-bottom: 0in; line-height: 0.26in;" align="JUSTIFY"><span style="font-family: Arial,sans-serif;"><span style="font-size: small;"><span style="color: #000000;">LEI DO INEVITÁVEL: Sempre o último parafuso a ser colocado arrebentará um cano de água.</span></span></span></p>
]]></content:encoded>
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		<title>O que temos para hoje</title>
		<link>http://www.urbanamente.net/blog/2009/03/30/o-que-temos-para-hoje/</link>
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		<pubDate>Mon, 30 Mar 2009 17:57:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ana Paula</dc:creator>
				<category><![CDATA[Small pumpkins]]></category>
		<category><![CDATA[abobrinhas]]></category>
		<category><![CDATA[Carla San]]></category>
		<category><![CDATA[geladeira]]></category>

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		<description><![CDATA[<p>Falei com a Carla San ontem ao telefone. Entre bobagens e abobrinhas diversas, eu disse a ela que ela devia ser o tipo de pessoa que só tem champagne e uma maçã na geladeira. A vaca riu e teve a desfaçatez de dizer que não era bem assim: tinha uma garrafa de champagne, duas de vinho, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Falei com a <a href="http://www.sandicesousandisse.blogspot.com" target="_blank">Carla San</a> ontem ao telefone. Entre bobagens e abobrinhas diversas, eu disse a ela que ela devia ser o tipo de pessoa que só tem champagne e uma maçã na geladeira. A vaca riu e teve a desfaçatez de dizer que não era bem assim: tinha uma garrafa de champagne, duas de vinho, meia garrafa de coca-cola, um pote de nutella e geléia de framboesa. Eu posso com isso?</p>
<p>Em tempo, fui conferir a minha própria e descobri:</p>
<p>uma maçã, duas laranjas limas já meio murchas, um pote quase vazio de azeitonas, requeijão, dois ovos, leite integral e desnatado, margarina, um frasco de soro fisiológico fora da validade há séculos, açúcar, queijo branco, yogurte, duas fatias de pizza peperoni da janta de sábado, o resto do frango de padaria do almoço de domingo, que já virou um risoto pra hoje, um potinho de mamão que azedou e eu tenho que botar fora, oba! duas latinhas de cerveja escondidas embaixo da gaveta de frutas!, que por sinal tinha tomates, cebolas e pimentões, outra gaveta com repolho, beringela e uma abóbora que precisa ser feita com urgência pra não acabar no lixo.</p>
<p>Tá na hora de ir ao supermercado.</p>
]]></content:encoded>
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