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	<title>Urbanamente &#187; desejos</title>
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	<description>eu na cidade, a cidade em mim</description>
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		<title>Cisnes</title>
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		<pubDate>Wed, 09 Feb 2011 01:58:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ana Paula</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Arte]]></category>
		<category><![CDATA[desejos]]></category>

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		<description><![CDATA[<p>Estar de férias é bom. Hoje eu fiz as unhas, almocei com uma amiga querida, com direito a algumas horas de conversa de mulheres &#8211; marido, filhos, trabalho, idade, nossa relação com o corpo e com o mundo (eu sei que é tremendamente clichê e reducionista chamar isso de &#8220;conversa de mulheres&#8221;, mas isso é outro [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Estar de férias é bom. Hoje eu fiz as unhas, almocei com uma amiga querida, com direito a algumas horas de conversa de mulheres &#8211; marido, filhos, trabalho, idade, nossa relação com o corpo e com o mundo (eu sei que é tremendamente clichê e reducionista chamar isso de &#8220;conversa de mulheres&#8221;, mas isso é outro assunto). Depois fui ao cinema.</p>
<p>Eu tinha em mente mesmo sentar e escrever hoje, o que eu ia postar já está até pronto, é sobre São Paulo, faltava só acrescentar algumas imagens e links e publicar. Mas estou sob tão forte impacto do filme que acabei de assistir que preciso falar dele enquanto ainda está tudo borbulhando.</p>
<p><a href="http://www.adorocinema.com/filmes/cisne-negro/trailers-e-imagens/"><img class="alignleft size-medium wp-image-946" title="cartaz_black_swan" src="http://www.urbanamente.net/blog/mngt/wp-content/uploads/2011/02/cartaz_black_swan-202x300.jpg" alt="" width="202" height="300" /></a>Fui ver <a href="http://www.adorocinema.com/filmes/cisne-negro/" target="_blank"><strong>Cisne Negro</strong></a> (The Black Swan), com o qual eu espero que a Natalie Portman ganhe o Oscar de melhor atriz esse ano.</p>
<p>Eu sou chorona e me envolvo emocionalmente com personagens e histórias, em filmes e livros. Por tudo o que eu já tinha lido e ouvido falar sobre este filme, eu esperava mesmo me impressionar. Só que eu não chorei desta vez. Fiquei tensa e atenta, acompanhando a história crescer. Atenta às minhas emoções e às angústias da personagem, analisando cenas e diálogos, processando imagens, luz, cores, enquadramentos, atuações. Enlevada com a excelência de tudo, as escolhas perfeitas de todos os detalhes. Mas na hora que o filme acabou e começaram a subir os créditos, eu me vi colada na cadeira; subitamente as lágrimas brotaram grossas e eu precisei me esforçar para conter uma forte crise de choro ali mesmo. Estou me segurando até agora, embora não consiga parar de tremer. Respirei fundo, fui ao banheiro lavar o rosto, as palavras começaram a jorrar na minha cabeça e eu achei melhor sentar para tomar um café e escrever (<a href="http://www.urbanamente.net/blog/2011/02/04/antes-tarde/" target="_blank">a cadernetinha, lembra?</a>). Neste exato momento estou em casa passando a limpo o que saiu às pressas ao longo de uma grande xícara de capuccino.</p>
<p>Uma das coisas deliciosas do bom cinema (cada um sabe o que considera bom) é justamente permitir leituras várias, na medida em que encontra em cada espectador terrenos diferentes, predisposições diferentes, e desperta fantasmas, feridas, resistências, crenças, lembranças e afetos diferentes. Nenhuma dessas leituras invalida a outra, todas se enriquecem e complementam, numa grande e coletiva recriação da obra. Aliás, é por isso que eu odeio quando perguntam pra meninos e meninas de escola, obrigados a ler livros que não desejam porque &#8220;cai no vestibular&#8221;: o que o autor quis dizer com&#8230;? Porra, eu sei lá? Faz diferença? No máximo &#8211; e já é muito se eu der conta disso &#8211; eu sei o que aquilo disse pra mim, o que eu senti naquele momento, e que pode ser diferente do que eu sentirei se reler em outro momento da vida.</p>
<p>Meu café acabou e eu estou mais calma. A partir de agora, eu devo alertá-los de uma coisa. Se você não viu o filme ainda, é hora de parar aqui e voltar depois. <strong>Daqui pra diante é só spoiler, por sua conta e risco.</strong> Se você já viu, ou não vai ver, ou não se importa de saber previamente de cenas e desfechos, fique à vontade para entrar na conversa.</p>
<p>Basicamente, o filme mostra a trágica e delirante trajetória de uma jovem bailarina, competentíssima e dedicada, além de meiga e vulnerável, em direção à loucura, ao aceitar (<em>ela mais do que aceita, ela deseja</em>) o papel de Rainha dos Cisnes numa montagem da célebre obra de Tchaikowsky. Aí entram outros elementos, claro. A mocinha tem uma mãe tirana e manipuladora, ex-bailarina que nunca saiu do anonimato do corpo de baile, abandonou o palco quando engravidou, e agora esmaga a filha com a obrigação de vingar suas frustrações. Aflige ver, na primeira metade do filme, a garota como dócil massinha de modelar nas mãos da mãe, sublimando seus próprios desejos, ao mesmo tempo em que pressentimos a revolta sob a pele, manifesta em compulsões como se coçar ou cutucar até arrancar sangue. Ao mesmo tempo, há o diretor da companhia, déspota e sedutor (Vincent Cassel, magnífico), que molda suas estrelas a ponto de subjugá-las, para substituí-las quando seu desempenho já não rende o necessário para a companhia de dança. Sem falar da culpa que a novata sente ao destronar a bailarina que até então era a diva intocável, invejada e venerada. De todo lado há pressões e tormentos, que por habilidade do diretor do filme, nem sempre distinguimos de imediato se são reais ou alucinatórios. Prato cheio.</p>
<p>No balé Lago dos Cisnes (que música arrebatadora) há essa personagem, a mocinha que é enfeitiçada e vira um lindo cisne branco. Só o verdadeiro amor pode salvá-la. O amor chega na forma de um príncipe, mas eis que surge um cisne negro, que encanta, seduz e conquista o amor desse príncipe, levando-o embora. Em desespero, o cisne branco se atira de um precipício, pois entende que só assim terá a sonhada liberdade. A montagem visceral e inovadora idealizada pelo diretor da companhia e coreógrafo bam-bam-bam para a abertura da temporada propõe que a mesma bailarina interprete ambos os cisnes, o branco e o negro.</p>
<p><a href="http://larioscine.blogspot.com/2010/12/indicados-ao-globo-de-ouro-2011.html"><img class="alignleft size-medium wp-image-947" title="White-Swan" src="http://www.urbanamente.net/blog/mngt/wp-content/uploads/2011/02/White-Swan-300x199.jpg" alt="" width="300" height="199" /></a>Nossa mocinha, Nina, é perfeita para o papel de cisne branco: técnica apuradíssima, doçura, inocência e entrega às raias do desamparo. Mas o cara duvida que ela seja também capaz de incorporar o lado sombrio, passional, do outro cisne. Ela ensaia exaustiva e repetidamente. Seus movimentos são tecnicamente irretocáveis. Ele empurra seus limites, quer mais, reclama, não está satisfeito. Ela não entende, quer saber onde está errando. Ela quer ser perfeita. Num dos momentos que mais me tocaram no filme, ele lhe diz que perfeição não tem a ver com controle, com disciplina. Perfeição não existe. Existe o maravilhamento que vem da entrega absoluta. É preciso se soltar, diz ele. Eu não entendi direito no original se ele diz &#8220;loose yourself&#8221; ou &#8220;lose yourself&#8221;. Eu sei que a pronúncia é ligeiramente diferente, mas meu inglês não deu pra tanto. Não importa. Loose é soltar, afrouxar. Lose, literalmente, é perder. Se soltar pode ser também se perder. Quando a gente se solta, abre mão do controle (o que pode dar a sensação de <span style="text-decoration: underline;">perder</span> o controle)  e isso pode assustar, travar.</p>
<p>Nina tem medo. E o sofrimento de parir/soltar esse personagem, leva-a gradativamente a perder a sanidade.</p>
<p>Esse tema é muito caro para mim. Eu fui uma criança e uma adolescente com esse ímpeto: ser a melhor aluna, a filha exemplar, a mocinha educada, simpática, gentil, inteligente, ser perfeita. Só assim eu seria amada. Desagradar a alguém, quem quer que fosse, era uma dor insuportável, uma vergonha e um fracasso. Não, meus pais não eram tiranos, isso era um traço meu, a minha forma de perceber o meu mundo e lidar com ele. Claro, eu sei, (claro hoje, tsc tsc tsc), a perfeição não existe. Lutar por ela, nesse nível, exige, entre outras coisas, abdicar de uma ampla gama de emoções. Domar, sufocar o cisne negro, mantê-lo sob controle (e isso cansa e aprisiona, eu garanto).</p>
<p>Todos temos dentro de nós luz e sombra, bondade e crueldade, generosidade e mesquinharia. Quando cindimos e exilamos de nós qualquer dessas dimensões, dessas facetas, há frustração, dor, e em casos muito extremos, como acontece no filme, pode haver loucura, esquizofrenia. Eu passei bem longe disso, vamos deixar claro, mas tive minha cota de sofrimento nessa batalha inglória e inócua. Demorei muitos anos para, já na minha vida adulta, conciliar em paz as duas partes em mim. Aliás, minto. Hoje eu vejo tudo de uma forma que eu não sei se sei explicar direito. Porque não são <strong>duas partes</strong>, como se existisse ora uma, ora outra. Eu não vejo a vida de maneira tão dicotômica. É tudo junto, misturado, camadas que formam um uno complexo e fascinante, imperfeito e maravilhoso. A falha, a falta, esse indizível buraco escuro e estranho em nosso peito, são parte integrante e inalienável de todos nós, o que nos faz humanos, o que nos faz andar.</p>
<p>Se eu aceito e integro isso em mim, eu não preciso ser o cisne branco OU o cisne negro, eu posso ser simultaneamente os dois e muito mais. Não existe mais isso de ter que ser educada, doce e inteligente <strong>ou então</strong> botar tudo a perder e ser porralouca, respondona, arrogante. Casta ou vagabunda. Careta ou drogada. Disciplinada ou desleixada. Perfeita ou fracassada. Sim, porque quando a gente se dá conta do horror, do peso de ter sido &#8220;a certinha&#8221; tanto tempo, o risco de pendular para o lado oposto é enorme. Principalmente quando a gente é muito jovem e tudo tem tanto contraste. E o pior é que a gente não percebe que a moeda é a mesma. Cara e coroa. Então, eu não preciso abrir mão de ser gentil para viver (em paz) com o fato de que eu posso ocasionalmente cometer uma grosseria. Inadvertidamente&#8230; ou não. Como todo mundo. Ser uma &#8220;garota meiga&#8221;, como a Nina é chamada pela mãe, não deveria impedir ninguém de sentir (e poder externar de alguma forma) raiva, inveja, ciúme, medo, desejo. Afinal, forçar a existência de um só lado é se mutilar&#8230;</p>
<p><a href="http://entretenimento.pt.msn.com/cinema/gallery.aspx?cp-documentid=155708823&amp;page=1"><img class="alignright size-medium wp-image-948" title="Black-Swan" src="http://www.urbanamente.net/blog/mngt/wp-content/uploads/2011/02/Black-Swan-300x199.jpg" alt="" width="300" height="199" /></a>Quando, no final do filme, o cisne negro eclode, a fórceps, de dentro dela, Nina precisa fazer os dois cisnes lutarem entre si, porque, na sua experiência desesperada, só um pode sobreviver. E quando só um lado existe, nenhum dos dois consegue viver, realmente.</p>
<p>Meu encantamento com a arte é esse. Ela nos permite vivenciar simbolicamente todos os limites. Vislumbrar ou fantasiar o que poderíamos ser se nosso próprio trem descarrilhasse. Uma pausa aqui. Eu lembro que, numa certa fase da adolescência, toda vez (foram poucas, confesso) que eu tinha essa sensação de que ninguém me entendia, e ficava tão exageradamente devastada que flertava com a idéia de morrer só pra ver os outros se martirizando por não terem me dado a devida atenção (adolescentes podem ser muito dramáticos e teatrais &#8211; e horrivelmente narcisistas), eu me trancava no quarto e ouvia Pink Floyd. De olhos fechados, no escuro. Especialmente <em>The Wall</em> e <em>The dark side of the moon</em>. Eu me emociono até hoje com a sequência de <a href="http://www.youtube.com/watch?v=SNoUGO0StKg" target="_blank">Time e The great gig in the sky</a>. Me confortava realizar qualquer fantasia (principalmente as dolorosas) através da música. Aí eu chorava um balde, desanuviava e seguia a minha vida, feliz e contente. Não, eu não fui uma adolescente depressiva, longe disso. Mas é como eu estou dizendo: existe de tudo lá dentro da gente. Fim da pausa.</p>
<p>Pela arte, a gente pode se soltar sem se perder, experimentar sensações que não conseguiria externar de outra forma, se aproximar emocionalmente não só das nossas próprias (e de vez em quando ocultas) entranhas, como dos outros em geral,  porque todas as emoções existem potencialmente dentro de nós e nos conectam uns aos outros, nos igualam de certa forma, ou estabelecem um denominador comum pelo menos.</p>
<p>Quando eu chorei no fim do filme foi porque, ao abandonar a &#8220;perfeição&#8221; da análise técnica e psicológica, eu relaxei e fui inundada de empatia por aquela personagem. Eu pude sentir, por um minúsculo instante, todo o peso de sua dor, de seu medo, de sua cisão interna, até sua trágica libertação. Pude sentir quão frágil é nossa humanidade, minha humanidade imperfeita, quão tênues são às vezes os véus que nos separam ou nos resguardaram, ao longo da vida, de caminhos mais turbulentos. Chorei por mim, pelas minhas falhas, mas também pela minha sorte e pela minha força, pela minha história e pelos meus próprios cisnes, entrelaçados em mim. Como numa dança contínua, eles se espreitam, se atraem, se afastam, se tocam, e por fim se abraçam e se fundem no que eu sou. E entre o branco e o negro eu sou também todos os infinitos matizes e nuances aí no meio. O cisne negro não é meu lado escuro e falho. Ele simplesmente é parte integrante de mim, uma das muitas manifestações do meu ser, em toda a imperfeita inteireza que me constitui.</p>
<p>O meu cisne negro não precisa ser destrutivo, no sentido de aniquilador, embora possa ser transformador. Às vezes é preciso destruir algumas coisas para que surjam outras novas, quebrar o ovo para fazer o omelete, sabe como? Quando eu abraço meu cisne negro e permito que ele venha à tona, ele pode ser uma força poderosamente criativa, propulsora e até bem-humorada. Buscar esse equilíbrio e essa integração é o espetáculo da nossa vida inteira.</p>
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		<title>Novo tempo</title>
		<link>http://www.urbanamente.net/blog/2010/10/20/novo-tempo/</link>
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		<pubDate>Thu, 21 Oct 2010 02:09:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ana Paula</dc:creator>
				<category><![CDATA[Arte]]></category>
		<category><![CDATA[Outros]]></category>
		<category><![CDATA[desejos]]></category>
		<category><![CDATA[música]]></category>
		<category><![CDATA[política]]></category>

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		<description><![CDATA[
No novo tempo, apesar dos castigos
Estamos crescidos, estamos atentos, estamos mais vivos
Pra nos socorrer, pra nos socorrer, pra nos socorrer
No novo tempo, apesar dos perigos
Da força mais bruta, da noite que assusta, estamos na luta
Pra sobreviver, pra sobreviver, pra sobreviver</p>
<p>Pra que nossa esperança seja mais que a vingança
Seja sempre um caminho que se deixa de herança</p>
<p>No [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div>
<div>No novo tempo, apesar dos castigos<br />
<strong>Estamos crescidos, estamos atentos, estamos mais vivos</strong><br />
Pra nos socorrer, pra nos socorrer, pra nos socorrer<br />
No novo tempo, apesar dos perigos<br />
<strong>Da força mais bruta, da noite que assusta, estamos na luta</strong><br />
Pra sobreviver, pra sobreviver, pra sobreviver</p>
<p><strong>Pra que nossa esperança seja mais que a vingança<br />
Seja sempre um caminho que se deixa de herança</strong></p>
<p>No novo tempo, apesar dos castigos<br />
<strong>De toda fadiga, de toda injustiça, estamos na briga</strong><br />
Pra nos socorrer, pra nos socorrer, pra nos socorrer<br />
No novo tempo, apesar dos perigos<br />
<strong>De todos os pecados, de todos enganos, estamos marcados</strong><br />
<strong>Pra sobreviver,</strong> pra sobreviver, pra sobreviver</p>
<p>Pra que nossa esperança seja mais que a vingança<br />
Seja sempre um caminho que se deixa de herança</p></div>
<div></div>
</div>
<div>No novo tempo, apesar dos castigos<br />
<strong>Estamos em cena, estamos nas ruas, quebrando as algemas</strong><br />
Pra nos socorrer, pra nos socorrer, pra nos socorrer<br />
No novo tempo, apesar dos perigos<br />
<strong>A gente se encontra cantando na praça, fazendo pirraça</strong><br />
Pra sobreviver, pra sobreviver, pra sobreviver</p>
<p>Pra que nossa esperança seja mais que a vingança<br />
Seja sempre um caminho que se deixa de herança</p></div>
<div></div>
<div><em>(Os grifos são meus. São minha mensagem no dia de hoje. Música: Novo Tempo, de Ivan Lins e Vitor Martins. <a href="http://www.youtube.com/watch?v=qXm1WKCPtA4" target="_blank">Pra você ouvir e cantar comigo</a>) </em></div>
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		<title>Respondendo ao convite da Carla</title>
		<link>http://www.urbanamente.net/blog/2009/05/09/respondendo-ao-convite-da-carla/</link>
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		<pubDate>Sat, 09 May 2009 19:27:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ana Paula</dc:creator>
				<category><![CDATA[Small pumpkins]]></category>
		<category><![CDATA[desejos]]></category>
		<category><![CDATA[memes]]></category>

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		<description><![CDATA[<p>Antes de ter um blog,  vira e mexe eu via rodarem por aí, nos blogs que eu leio, esses memes, brincadeiras em que um blogueiro convida outros a responderem a uma lista de coisas, e achava divertido. Mas confesso que nunca tive muita paciência pra ficar pensando o que eu responderia se fosse comigo.</p>
<p>Agora, fiquei sem [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Antes de ter um blog,  vira e mexe eu via rodarem por aí, nos blogs que eu leio, esses memes, brincadeiras em que um blogueiro convida outros a responderem a uma lista de coisas, e achava divertido. Mas confesso que nunca tive muita paciência pra ficar pensando o que eu responderia se fosse comigo.</p>
<p>Agora, fiquei sem escapatória. A <a href="http://www.sandicesousandisse.blogspot.com/" target="_blank">Carla San</a> recebeu a brincadeira da <a href="http://engavetado.blogspot.com/" target="_blank">Paula Clarice</a> e me cutucou, pra eu também entrar na roda. Pelo que eu entendi, a gente tem que listar 8 coisas que deseja fazer antes de morrer, e depois chamar mais 8 amigos pra partilhar suas próprias listas com a gente. Bom, essa última parte eu tou achando que eu vou deixar livre. Se os leitores quiserem, podem fazer suas próprias listas ali na caixa de comentários, eu vou adorar ler.</p>
<p>Minha própria lista vai sair agora, de supetão (abre parênteses: que engraçado, acho que eu nunca tinha escrito essa palavra antes, fui até conferir no dicionário se era com U ou com O. Fecha parênteses). Provavelmente, depois eu vou lembrar de outras coisas, mas tudo bem, eu não pretendo morrer mesmo tão cedo, vai dar pra fazer bem mais do que essas 8 coisas que eu estou lembrando agora:</p>
<p>1. Fazer o doutorado</p>
<p>2. Voltar a dar aulas na universidade, é o que eu mais gosto de fazer na vida, profissionalmente falando</p>
<p>3. Construir a minha casa lá em Petrópolis, e poder morar lá, com cachorros, horta, e todos os projetos que eu tenho em mente praquele cantinho tão gostoso</p>
<p>4. Aprender decentemente italiano e alemão, e desenferrujar o francês. Eu queria aprender árabe também. Acho o som da língua lindíssimo</p>
<p>5. Viajar mais e conhecer lugares aonde eu ainda não fui: Canadá, República Tcheca, Portugal, Áustria, Escócia, Noruega, Grećia, Turquia, Egito, Patagônia, Austrália, Nova York (é, eu me dei conta que mencionei vários países, mas Nova York eu cito assim, especificamente, como cidade). Claro que tem um montão de outros lugares, mas digamos que se eu for a esses aí nos próximos 15 anos, depois eu refaço a lista. Alguém falou em Índia? No, thanks, só depois que passar a moda. Ah, e tem também os lugares aos quais eu já fui e adoraria voltar, com mais calma. E eu nem citei os estados e cidades brasileiros que eu desejo tanto conhecer. Mas vcs captaram o espírito da coisa: eu quero viajar!</p>
<p>6. Ver meus filhos se formarem na faculdade, trabalharem, se tornarem adultos íntegros, responsáveis, felizes, casarem e terem seus próprios filhos, a quem eu ainda possa curtir e paparicar por muito tempo. Sonho pequeno-burguês? Pode ser. Algum problema?</p>
<p>7. Voltando ao item &#8220;viagem&#8221;, eu desejo fazer pelo menos uma delas de navio, num cruzeiro bacana.</p>
<p>8. Chegar à idade de me aposentar com saúde, dignidade e algum conforto, ao lado do meu marido, sem ter que depender financeiramente de ninguém</p>
<p>9. Opa, já acabou? Agora que eu tava me empolgando? Nem falei da pilha de livros que eu ainda quero ler, do tempo que eu quero ter pra trabalho voluntário, e mais um monte de coisas. E vocês?</p>
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