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	<title>Urbanamente &#187; Gi</title>
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	<description>eu na cidade, a cidade em mim</description>
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		<title>Urbanidades</title>
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		<pubDate>Sun, 29 Mar 2009 03:22:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ana Paula</dc:creator>
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		<category><![CDATA[direitos]]></category>
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		<description><![CDATA[<p>Eu recebi hoje um e-mail de uma amiga que vem bem a calhar com alguns temas que eu quero discutir aqui.</p>
<p>Ela mora em Sorocaba, com a mãe, uma senhora de mais de 80 anos, em um prédio de apartamentos. Entre seus vizinhos, numa casa próxima, estão alguns rapazes de uma república de estudantes. Ora, os &#8220;meninos&#8221; [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Eu recebi hoje um e-mail de uma <a title="bloggi" href="http://www.bloggi-gisa.blogspot.com/" target="_blank">amiga</a> que vem bem a calhar com alguns temas que eu quero discutir aqui.</p>
<p>Ela mora em Sorocaba, com a mãe, uma senhora de mais de 80 anos, em um prédio de apartamentos. Entre seus vizinhos, numa casa próxima, estão alguns rapazes de uma república de estudantes. Ora, os &#8220;meninos&#8221; só têm aula à tarde, e então passam a noite em rodadas de jogos e música, dormindo a manhã toda. Ela é professora e tradutora, trabalha muitas vezes em casa, no computador, e precisa acordar cedo pro pão de cada dia. Já viram onde eu quero chegar, certo?</p>
<p>A rapaziada faz uma barulheira que só eles acham que não incomoda ninguém, até duas, três, quatro horas da manhã. Ela (e quem sabe quantas outras pessoas) passa a noite em claro, comprometendo a qualidade do dia seguinte, e ainda tem que ouvir as pessoas dizendo que a solução é se mudar, ou usar tampão de ouvido, ou, como os próprios rapazes sugeriram, tomar um calmante pra dormir. Ah, sim, claro que ela já foi lá, amigavelmente, se apresentou, explicou que entende e tal, e pediu a eles que, por favor, combinassem um horário pra terminar o barulho, além de um nível mais baixo pra altura do som. Não deu certo. Ela passou a ligar pra polícia, que evidentemente tem mais o que fazer. Depois de um bom tempo assim, essa semana ela perdeu a paciência e não só chamou a polícia como foi à delegacia de madrugada, praticamente obrigou o policial a fazer a ocorrência (afinal, esses meninos no fundo são tão bonzinhos, é só fazer uma advertência, tsc tsc tsc) e bateu a campainha da casa deles acompanhada de dois policiais, o que resolveu o problema de dormir naquela noite. A seguir, contatou uma advogada e pretende entrar com um processo contra eles, coletivo ainda por cima, porque nesse meio-tempo arrebanhou o apoio de outros vizinhos do mesmo prédio.</p>
<p>Nossa, como dá trabalho a gente garantir direitos que deveriam ser mais óbvios, frequentes, sei lá, não quero usar a palavra &#8220;naturais&#8221; porque eu sei que não tem nada de natural nisso, é tudo uma construção política e cultural. E recente ainda por cima. Aí, conversando mais um pouco sobre o assunto, ela manda esse mail que resume bem o que eu acho que é a atitude que todos nós deveríamos ter:</p>
<p><em>Uma vez eu fui a um médico em SP e na frente do restaurante ao lado do prédio do consultório tinha uma vaga mas com um caixote colocado no meio para impedir os carros de estacionar.<br />
Eu perguntei se ia ter entrega e o guarda do restaurante disse que não &#8211; eram 2 horas da tarde.<br />
Eu desci do carro, tirei o caixote e estacionei.<br />
O guarda veio me dizer que a vaga era do restaurante.<br />
Respondi que quem tem vaga na rua é farmácia, na frente do restaurante só se tivesse uma placa determinando horário de entrega.<br />
Ele ficou me ameaçando de riscar meu carro, furar o pneu, o diabo a quatro e eu disse que se eu chegasse e tivesse qualquer coisa com meu carro eu chamaria a policia, mas antes peguei o segurança do prédio como testemunha.<br />
O homem ficou possesso mas eu estacionei ali.<br />
É o cúmulo a gente pagar pagar pagar e não ter direitos.<br />
Eu reclamo, chamo policia, vou aos jornais, chamo o rádio e a televisão.<br />
Minha mãe brinca que eu vou ser vereadora, eu não quero ser nada, só quero meus direitos de cidadã respeitados.<br />
Saio para passear o cachorro com sacos de lixo para catar as sujeiras que ele faz.<br />
Não jogo nem bituca de cigarro na rua.<br />
Cuido da minha cidade como cuido da minha casa.<br />
Ah, eu exijo ter meus direitos!<br />
O procom hoje funciona porque as pessoas começaram a botar a boca no trombone.<br />
Se o supermercado não te der o troco direitinho vc reclama e os caras piam fino.</em><em> </em></p>
<p><em>A gente não é menos que ninguém. Nem mais!<br />
</em></p>
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